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Luiz Araújo
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O BIS – o Banco de Compensações Internacionais, uma espécie de central dos bancos centrais – estima um volume de ativos financeiros em circulação nas esferas especulativas de todo o mundo da ordem de US$ 600 trilhões. Este volume de direitos financeiros é dez vezes superior ao PIB mundial, estimado em US$ 60 trilhões.
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Sergio Granja
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Em meados de 2007, eclodiu a crise das hipotecas imobiliárias na Meca do capitalismo globalizado. Era a ponta de um iceberg. Desde então, de espanto em espanto, o pensamento único vai desmoronando. A financeirização da economia capitalista produziu uma bolha de 600 trilhões de dólares em ativos financeiros para um produto bruto mundial de 60 trilhões de dólares. Essa é a pior crise do capitalismo desde 1929. Ela já vem produzindo reviravoltas inesperadas: a intervenção do Estado na economia vem sendo reclamada por economistas que até a véspera defendiam o receituário neoliberal, sem margem para controvérsia.
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Eduardo Alves
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O clientelismo ocupa um espaço estratégico na implementação do neoliberalismo no Brasil. O centro da política neoliberal é financista e privatista. As duas principais ações são as privatizações, diretas ou indiretas, para repassar ao setor privado serviços que antes eram operados via propriedade estatal. O que complementa essa política é o repasse do lucro para o capital, principalmente o especulativo. |
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Emmanuel Z. C. Nakamura
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Começo com essa citação do texto de Marx, As lutas de classe na França de 1848 a 1850, não com o objetivo de fazer uma digressão histórica sobre o período de nascimento do movimento dos trabalhadores franceses e europeus, mas apenas com o objetivo de tecer algumas considerações, sem rigor sistemático e apenas com a intenção de contribuir para um debate, sobre a contemporânea “crise do subprime” que tem seu epicentro no mercado imobiliário norte-americano, mas abarca todo o sistema financeiro mundial.
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Marcelo Freixo
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O debate sobre as milícias finalmente foi colocado em pauta no Rio de Janeiro. A sociedade demorou a despertar para esse fenômeno que, quando surgiu, há cerca de oito anos, chegou a ser tratado com benevolência por algumas autoridades. A principal razão do crescimento das milícias dentro do estado, com crescente força política nos Legislativos estadual e municipais, é justamente a postura condescendente adotada por muitos dos que deveriam combatê-las.
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