Machado de Assis à luz de congresso internacional em Cuba PDF Imprimir E-mail
Arte e Cultura
Prensa Latina   
Qua, 27 de agosto de 2008 11:57
Machado de AssisHavana, 27 de agosto (PL) ― A literatura do brasileiro Machado de Assis (1839-1908), autor fundamental mas pouco conhecido ainda em vastas zonas da América Latina, será estudada a fundo num Congresso em sua homenagem convocado pela Casa das Américas.

Uns 20 especialistas se reunirão nesta capital a partir de hoje, e até a sexta-feira, por ocasião do centenário de sua morte, para arrojar mais luz sobre a obra do insigne poeta e narrador.

Machado de Assis será abordado em suas múltiplas facetas, num rastreamento das literaturas que o alimentaram, entre elas a alemã, a italiana e a portuguesa.

Mas o interesse maior, segundo os organizadores, é explorar a influência do sistema literário hispano-americano em sua escritura, assim como o impacto dessa influência em seu posterior desenvolvimento.

As investigações nessa direção são escassas e apenas há noticias de estudos sérios sobre os possíveis diálogos do autor com seus pares ibero-americanos ou a repercussão de sua obra nessa área do mundo.

O temário é incitante: Machado de Assis como leitor e, por sua vez, os leitores de Machado; sua produção de contos e de poesias, suas incursões no romance, na crônica, na dramaturgia e na crítica, entre outros.

Narrador de notável descendência, escreveu em seus inícios romances populares, mas seu estilo evoluiu para os finais do século XIX, quando seus textos adquiriram um forte matiz cético e irônico.

Casa das Américas se orgulha de haver publicado em data tão cedo como 1963 – quatro anos depois de que fundada – um livro tão medular como Memórias póstumas de Brás Cuba.

Machado de Assis, mestre indiscutível do relato breve em língua portuguesa, como o testemunham sua Missa do galo e O Alienista, será recordado em Cuba como uma figura viva, que exige a exploração dos rastros para torná-lo mais cálido e próximo.

Fonte: Prensa Latina