Crítica
Poética e identidade em Augusto Matraga Imprimir E-mail
Sergio Granja   
Qui, 05 de junho de 2008 14:48

Guimarães RosaA HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA é a última novela de SAGARANA (1946), livro de estréia de Guimarães Rosa (1908─1967). Interpelado sobre o livro, o autor redargüiu: "Graças a Deus, tudo é mistério". Não obstante, algo de sua poética pôde esclarecer.

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Balzac e o amor Imprimir E-mail
Leandro Konder   
Seg, 21 de abril de 2008 21:08
Honoré de Balzac nasceu em Tours, em 1799. Seu pai, Bernard-François, ao casar com sua mãe, tinha 51 anos. Ela se chamava Laure e tinha 18. Sua tarefa consistia em educar os filhos, impondo-lhes punições. Honoré era o filho mais velho, indisciplinado, mau aluno, ficou marcado pela frieza da mãe. O sentimento de rejeição por parte da mãe e a necessidade de se sentir amado e protegido levaram-no a se apaixonar por madame de Berny, que era 25 anos mais velha do que ele.
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Elida Escaciota: mãos de anjo em tempo de temporal Imprimir E-mail
Gustavo Dumas   
Qua, 27 de fevereiro de 2008 16:54

Fora da molduraBoa parte da literatura e mesmo da produção intelectual dos dias atuais constitui-se de trabalho alienado. A ânsia de criação, fornecimento e decodificação de informações implicou a emergência de um sistema complexo em que os fatos viraram dados, os seres viraram números e os atos, personagens de um mundo de relações líquidas, estéreis e objetivadas ao extremo. Com isso, preenche-se a literatura por visões em geral estreitas acerca da realidade-objeto, o que vai dar num sedimento frágil para a construção de um universo-texto empobrecido por vozes cujas emissões, no fim, vão se manifestar em unissonância com as vozes do sistema, por vezes até negado na superfície-aparência de uma obra.

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Roda viva Imprimir E-mail
Sergio Granja   
Sáb, 16 de fevereiro de 2008 10:06

A sociedade se recuperava do golpe militar de 64. Havia uma espécie de nostalgia da liberdade. A música popular brasileira explodia nas paradas de sucesso com Nara Leão e Elis Regina. O teatro encenava musicais e peças engajadas: Opinião , com Maria Bethânia cantando "Carcará" ("pega, mata, come"); Liberdade, Liberdade , com Paulo Autran. O movimento cineclubista recuperava público para o cinema novo, que questionava o golpe com O desafio , de Paulo César Sarraceni. Na poesia, Thiago de Mello desafiava o regime com Faz escuro mas eu canto , e João Cabral de Melo Neto consagrava a temática social com Morte e vida Severina . Era como se fosse uma retomada da efervescência política e cultural do início dos anos 60 - em condições históricas adversas. E esse ambiente preparava o movimento contestatório de 68.

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Apesar de você Imprimir E-mail
Sergio Granja   
Qua, 30 de janeiro de 2008 14:11

"Apesar de você" é de 1970. Vivíamos sob a ação repressora do famigerado DOI-CODI: assassinatos e torturas. Os direitos humanos eram violados; e as garantias constitucionais, canceladas. Os cárceres estavam repletos de presos políticos. Escritores, artistas e jornalistas sofriam os rigores da censura. O próprio Chico Buarque amargou o exílio, como Caetano, Gil e tantos outros.

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O gênero dramático em Édipo Rei Imprimir E-mail
Sergio Granja   
Sáb, 19 de janeiro de 2008 22:32

Artigo de Sergio Granja pensa o conceito do trágico no drama teatral da antigüidade clássica e no drama político da atualidade brasileira, combinando noções de Staiger e Gramsci.

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Brinquedo e brincadeira Imprimir E-mail
Walter Benjamin   
Qui, 17 de janeiro de 2008 21:48

walter benjaminO leitor demorará até começar a ler este livro, tão fascinante é o espetáculo interminável dos brinquedos que lhe oferecem as ilustrações. Regimentos, carruagens, teatros, coches, arreios – tudo isso está no livro, em dimensões liliputianas.

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