Desmatamento da Amazônia está voltando a subir, diz cientista PDF Imprimir E-mail
Ecologia
Stuart Grudgings   
Qui, 17 de janeiro de 2008 21:55

O desmatamento na Amazônia teve forte crescimento nos últimos meses e deve aumentar em 2008 pela primeira vez em quatro anos, disse Carlos Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A elevação levanta questões sobre a política ambiental do governo brasileiro para proteger a Amazônia, cujo desmatamento é uma importante fonte de emissão de carbono.

"Penso que os últimos quatro meses são uma grande preocupação para o governo e agora eles estão enviando mais gente para fazer a fiscalização", disse Nobre durante seminário em Washington.

"Mas eu posso dizer que (o desmatamento) será muito maior do que em 2007", disse Nobre, acrescentando que nos últimos quatro meses foram perdidos 6 mil quilômetros quadrados de floresta.

Esse dado se compara com a estimativa de perda de 9.600 quilômetros quadrados no acumulado dos 12 meses encerrados em 31 de julho, o que o governo brasileiro afirmou ser o menor nível de desmatamento desde a década de 1970.

Grupos de defesa do meio-ambiente afirmam que a alta dos preços das commodities devem impulsionar o desmatamento para a criação de áreas cultiváveis como ocorreu em 2004, ano em que o Brasil registrou sua maior taxa de desmatamento, de mais de 27 mil quilômetros quadrados.


Olho vivo:

Vale lembrar do futurólogo americano Herman Kahn, do Institute Hudson, de triste memória. Suas teses sobre a Amazônia causaram fúria nos anos 70. Ele propunha que se alagasse a floresta para facilitar o transporte e a navegação na região. Foi muito discutido e alguns o levaram a sério. O Mangabeira Unger está propondo algo parecido. Depois de hibernar durante décadas nos States, ressuscitou agora essa velha proposição reacionária, que visava à desapropriação da Amazônia. Esse Herman Kahn inclusive arranjou um bilionário americano que compraria a Amazônia por 18 bilhões de dólares...