| Crise mundial bate à porta do Equador |
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| Economia e Infra-Estrutura |
| Leovani Garcia Olivarez |
| Sáb, 22 de novembro de 2008 18:54 |
Quito, 22 nov (PL) A queda do preço do petróleo no mercado internacional e a contração das remessas por causa da crise financeira mundial sacudiram hoje a dolarizada economia equatoriana. Após gozar quase dois anos de uma grande liquidez, favorecida pelos altos preços do óleo cru e pelo envio de dinheiro dos emigrantes, Equador enfrenta agora problemas pela diminuição de seus ingressos. O preço de referência da cesta petroleira da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) caiu a 44,06 dólares por barril, enquanto o óleo cru nacional se cotizou na véspera a 38,53 dólares. Há que recordar que o esquema dolarizado da economia se sustenta com as exportações de óleo cru e o envio de remessas, que superaram em 2007 os três bilhões e 800 milhões de dólares, segundo fontes oficiais. Com uma produção diária de 507 mil barris de hidrocarboneto, esta nação andina já começou a sentir os efeitos da crise mundial, pois o petróleo financia cerca de 40% do orçamento nacional. O presidente equatoriano Rafael Correa reconheceu dias atrás esta situação ao anunciar a colocação em vigor de uma série de medidas com vistas a contra-arrestar os efeitos da crise global. Pontualizou que o país investe 10 milhões de dólares diários, mas ante este cenário garantiu que se manterão os projetos estratégicos em marcha, como são as construções de hidrelétricas, vias e a refinaria. À queda do valor do óleo cru, o mais importante produto comercial equatoriano, se soma o descenso em 13,3% no terceiro trimestre deste ano das remessas, a segunda fonte de ingresso deste território. Em igual período de 2007, Equador recebeu por este conceito a 814 milhões, mas agora chegaram a 706 milhões de dólares, de acordo com um comunicado do Banco Central (BCE). Tal baixa foi gerada pela recessão das economias norte-americana e européia, revelou o BCE ao assinalar que as remessas provenientes dos Estados Unidos representam 52% desses ingressos, enquanto as da Espanha 37,6% e as da Itália 6,5%. Correa destacou que ante estas circunstâncias desfavoráveis o principal perigo agora é "uma crise da balança de pagamentos". Alertou que a situação crítica se apresenta no setor externo e na balança comercial não petroleira, cujo deficit supera os quatro bilhões de dólares nos primeiros 10 meses deste ano, tendência esta que a continuar constitui um perigo para a dolarização. Ao desenhar uma rota, o dignatário dispôs um pacote de reformas que deverão ser aprovados em 30 dias pela Comissão Legislativa. Entre outras medidas, se postulou a eliminação de taxas sobre os insumos produtivos e de bens de capital, com o fim de fortalecer o setor produtivo ey exportador, uma alta de até 1% no imposto sobre a saída de capitais e a redução de uma serie de exceções, as quais serviram para eludir os recolhimentos. Outros dos decretos estabelece uma moratória da antecipação do Imposto de Renda até dezembro de 2009 para os setores exportadores e a cobrança de um recolhimento para as contas no exterior. O governante ratificou que solicitará empréstimos ao Banco Interamericano de Desenvolvimento por um bilhão de dólares para a viabilidade nacional dos próximos quatro anos e que se criarão linhas de crédito para a economia popular. Numa segunda fase, o governo subirá as taxações até os limites máximos permitidos pela Organização Mundial do Comércio (OMC) para os produtos suntuários importados. Promover-se-á a campanha “Consuma o Nosso” para incrementar a compra de produtos nacionais. Analistas locais não descartam assim mesmo uma suspensão do pagamento da dívida externa, superior aos 10 bilhões de dólares, ou de partes dela, declaradas já ilegítimas e ilegais, o que garantiria ao país contar com liquidez para sustentar a economia dolarizada que este governo recebeu em janeiro de 2007. Fonte: Prensa Latina |



Quito, 22 nov (PL) A queda do preço do petróleo no mercado internacional e a contração das remessas por causa da crise financeira mundial sacudiram hoje a dolarizada economia equatoriana.
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