| Estudo aponta que o país tem 12 metrópoles como principais centros urbanos |
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| Economia e Infra-Estrutura |
| Thais Leitão - repórter da Agência Brasil |
| Sáb, 11 de outubro de 2008 19:31 |
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Rio de Janeiro - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (10) uma pesquisa que traça uma radiografia da dinâmica das redes urbanas no país. Segundo o estudo Regiões de Influência das Cidades, 12 metrópoles são consideradas como principais centros urbanos, que estabelecem forte relacionamento entre si e têm extensa área de influência direta. Embora a pesquisa indique que nos últimos 40 anos não houve uma alteração substancial na composição desse grupo, alguns centros emergiram no período, exercendo maior influência no cenário sócio-econômico nacional. O coordenador da pesquisa, Cláudio Stenner, destacou que nas últimas décadas São Paulo, que concentra 28% da população brasileira e 40,5% do Produto Interno Bruto (PIB), se isolou na liderança do ranking como grande metrópole nacional, exercendo influência, principalmente no cenário empresarial, em todo o país. O estudo também aponta que o Rio de Janeiro, com 11,3% da população e 14% do PIB aparece isolado em segundo lugar. "Existe uma inércia muito grande na manutenção dos grandes centros urbanos que estão no comando. São Paulo já era topo e se mantém no topo numa posição muito forte e destacada das demais metrópoles. Todas as outras onze metrópoles têm relações empresariais preferenciais com São Paulo e secundariamente, dez delas, com o Rio de Janeiro", explicou. A pesquisa constatou ainda, entre as principais mudanças na estruturação das redes urbanas, a consolidação de Brasília como metrópole nacional, com peso político-administrativo e econômico, e o fortalecimento de Manaus, que estava inserido na área de Belém e passou a figurar como metrópole nacional. Nas últimas quatro décadas, algumas capitais dos estados do Nordeste também ganharam força, como Teresina, Aracaju, Maceió, São Luis, João Pessoa, Natal e Fortaleza. Esta última passou até a figurar como metrópole nacional, ocupando o mesmo nível hierárquico que Recife. Ainda assim, Cláudio Stenner destaca que na Região Nordeste, como na Norte, a oferta de bens e serviços, incluindo saúde, educação e acesso à internet é muito concentrada em poucos grandes centros. Para fazer compras, a população brasileira se desloca em média 49 quilômetros. Na rede de Manaus, essa distância chega a 218 quilômetros, enquanto na área do Rio de Janeiro, cai para 41 quilômetros. "A rede de influência das cidades no Sudeste e no Sul é mais estruturada do que no Norte e no Nordeste, com grandes números de centros intermediários que ofertam serviços de saúde, educação e bens e serviços que funcionam como primeira opção da população dos pequenos centros. Já no Nordeste e no Norte essa oferta é muito mais concentrada e o papel das capitais nesses sentido é muito mais forte", afirmou. Stenner destacou ainda que nos últimos 40 anos, em função do processo de urbanização, as regiões do norte do Mato Grosso, Rondônia e do leste do Pará estabeleceram uma rede estruturada, com crescente influência. Além disso, a capital do Tocantins, Palmas, desde a sua criação, há 20 anos, passou a comandar a região do Tocantins e o norte de Goiás, que antes era vinculado a Goiânia. Para Júnia Santa Rosa, representante do Ministério das Cidades, que participou do lançamento da pesquisa, os dados apresentados podem servir para orientar de maneira mais eficaz a distribuição dos recursos e dos investimentos espalhados pelo país. "Em 40 anos vemos que houve um avanço muito grande, mas chama a atenção o fato de apenas 12 áreas serem consideradas metrópoles nacionais. Continuamos com uma concentração expressiva de população de bens e serviços e mais políticas devem ser feitas para possibilitar maior diversificação", afirmou. Para realizar o estudo, o IBGE analisou dados de 4.625 municípios e registros administrativos do próprio instituto, além de órgãos estatais e empresas. As informações foram comparadas com estudos feitos pelo IBGE em 1972, 1987 e 2000. Fonte: Agência Brasil, 10/10/2008 Capitais ainda concentram renda: IBGE divulga que dez dos principais centros urbanos detêm maior PIB per capita do País Apesar da expansão de cidades de pequeno e médio porte nas últimas décadas, a renda permanece concentrada nas capitais em dez dos doze principais centros urbanos do País. O estudo Regiões de Influência das Cidades 2007, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado ontem, mostra que apenas Rio e Goiânia apresentam PIB per capita menor que o total de suas redes urbanas, formadas por 264 e 363 municípios, respectivamente. A aparente descentralização, nos dois casos, é explicada por fatores distintos: exploração de petróleo no norte fluminense e expansão da fronteira agrícola no Centro-Oeste. Mesmo assim, a diferença é muito pequena: no Rio, o PIB per capita da capital era de R$ 14,81 mil, ante R$ 14,89 mil para o restante da rede. Na metrópole de Goiânia, era de R$ 9,2 mil na capital, ante R$ 9,5 mil nos demais municípios. Em geral, a concentração do PIB per capita nas capitais é muito grande, em Salvador, por exemplo, o valor na capital era quase o dobro (96% maior) da média para o total da rede de 486 cidades. Em São Paulo, apesar de uma rede bem estruturada de centros intermediários, a concentração do PIB per capita na capital era 27,9% maior do que na média da rede, formada por 1.028 municípios. Cinco das 12 metrópoles apresentam PIB per capita maior que a média nacional: São Paulo (44,6% maior), Brasília (31,4% superior), Rio (27,6% acima), Porto Alegre (17,1% maior) e Curitiba (12,3% superior). Nas outras sete, ficou abaixo. Em Fortaleza, o PIB per capita era 60% inferior à média nacional, o menor do País. Índice da "primazia" O IBGE calculou um índice para medir a "dependência" dos municípios das redes em relação às capitais, a partir de variáveis como oferta de equipamentos e serviços. Quanto menor o índice, mais estruturada é a rede, portanto menos concentradora. O pior índice foi verificado em Manaus (54) e os melhores, no Recife (8,6), que agrega outras capitais em sua rede, como Natal e Maceió, e em Curitiba (8,9), por conta do interior bem estruturado. São Paulo ficou com índice 10,4, Brasília recebeu 10,6, e o Rio, 13,6. Fonte: Tribuna da Imprensa, 11/10/2008 Metrópoles são os principais centros urbanos A mesma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) traça uma radiografia da dinâmica das redes urbanas no País. Segundo o estudo Regiões de Influência das Cidades, 12 metrópoles são consideradas como principais centros urbanos, que estabelecem forte relacionamento entre si e têm extensa área de influência direta. Embora a pesquisa indique que nos últimos 40 anos não houve uma alteração substancial na composição desse grupo, alguns centros emergiram no período, exercendo maior influência no cenário sócio-econômico nacional. O coordenador da pesquisa, Cláudio Stenner, destacou que nas últimas décadas São Paulo, que concentra 28% da população brasileira e 40,5% do Produto Interno Bruto (PIB), se isolou na liderança do ranking como grande metrópole nacional, exercendo influência, principalmente no cenário empresarial, em todo o país. O estudo também aponta que o Rio de Janeiro, com 11,3% da população e 14% do PIB aparece isolado em segundo lugar. "Existe uma inércia muito grande na manutenção dos grandes centros urbanos que estão no comando. São Paulo já era topo e se mantém no topo numa posição muito forte e destacada das demais metrópoles. Todas as outras onze metrópoles têm relações empresariais preferenciais com São Paulo e secundariamente, dez delas, com o Rio de Janeiro", explicou. A pesquisa constatou ainda, entre as principais mudanças na estruturação das redes urbanas, a consolidação de Brasília como metrópole nacional, com peso político-administrativo e econômico e o fortalecimento de Manaus, que estava inserido na área de Belém e passou a figurar como metrópole nacional. Nas últimas quatro décadas, algumas capitais dos estados do Nordeste também ganharam força, como Teresina, Aracaju, Maceió, São Luis, João Pessoa, Natal e Fortaleza. Esta última passou até a figurar como metrópole nacional, ocupando o mesmo nível hierárquico que Recife. Ainda assim, Cláudio Stenner destaca que na Região Nordeste, como na Norte, a oferta de bens e serviços, incluindo saúde, educação e acesso internet é muito concentrada em poucos grandes centros. Para fazer compras, a população brasileira se desloca em média 49 quilômetros. Na rede de Manaus, essa distância chega a 218 quilômetros, enquanto na área do Rio de Janeiro, cai para 41 quilômetros. "A rede de influência das cidades no Sudeste e no Sul é mais estruturada do que no Norte e no Nordeste, com grandes números de centros intermediários que ofertam serviços de saúde, educação e bens e serviços que funcionam como primeira opção da população dos pequenos centros. Já no Nordeste e no Norte essa oferta é muito mais concentrada e o papel das capitais nesses sentido é muito mais forte", afirmou. Stenner destacou ainda que nos últimos 40 anos, em função do processo de urbanização, as regiões do norte do Mato Grosso, Rondônia e do leste do Pará estabeleceram uma rede estruturada, com crescente influência. Além disso, a capital do Tocantins, Palmas, desde a sua criação há 20 anos, passou a comandar a região do Tocantins e o norte de Goiás, que antes era vinculado a Goiânia. Para Júnia Santa Rosa, representante do Ministério das Cidades, que participou do lançamento da pesquisa, os dados apresentados podem servir para orientar de maneira mais eficaz a distribuição dos recursos e dos investimentos espalhados pelo país. "Em 40 anos vemos que houve um avanço muito grande, mas chama a atenção o fato de apenas 12 áreas serem consideradas metrópoles nacionais. Continuamos com uma concentração expressiva de população de bens e serviços e mais políticas devem ser feitas para possibilitar maior diversificação", afirmou. Para realizar o estudo, o IBGE analisou dados de 4.625 municípios e registros administrativos do próprio instituto, além de órgãos estatais e empresas. As informações foram comparadas com estudos feitos pelo IBGE em 1972, 1987 e 2000. Fonte: Tribuna da Imprensa, 11/10/2008 Influência de SP vai até o Norte do País Até Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC) pertencem à região de influência de São Paulo, o grande centro urbano de comando do País. Há 40 anos, as duas capitais da região Norte estavam subordinadas diretamente a Belém (PA) e a Manaus (AM). O estudo Regiões de Influência das Cidades 2007, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que os 1.028 municípios que compõem a rede da metrópole paulista concentram 28% da população brasileira e 40,5% do PIB nacional. As principais relações empresariais de todas as outras 11 metrópoles do País, o Rio é a segunda; Brasília, a terceira, convergem para São Paulo. "São Paulo já era a grande metrópole em 1966, mas esse papel, em quase todas as variáveis analisadas, se descola bastante das demais metrópoles no âmbito nacional", disse o pesquisador do IBGE Claudio Stenner, um dos coordenadores do estudo. No entanto, apesar da presença de uma rede bem estruturada de centros intermediários, a concentração do PIB per capita na capital paulista era 27,9% maior do que a média dos municípios de sua rede (os dados de PIB municipal são de 2005). A divisão da renda entre a capital e os demais 1.027 municípios da rede mostra um PIB per capita de R$ 21,6 mil para a "cabeça", ante R$ 14,2 mil para o restante do grupo. Outra coordenadora do estudo, a pesquisadora Evangelina de Oliveira avalia que a centralização em São Paulo "é ruim e é boa". "Não se pode ter o Incor em todos os municípios do País", disse. "O que se precisa é garantir que os equipamentos e serviços estejam em lugares acessíveis. O planejamento funciona para a saúde, para a instalação de shopping center, para a distribuição de jornal, para o atacadista, para o governo. Essa é a utilidade do nosso trabalho". A rede de 264 municípios do Rio de Janeiro reunia 11,2% da população do País e 14,39% do PIB nacional. O PIB per capita no Rio era de R$ 14,81 mil, ante R$ 14,89 mil para os demais municípios. Das 12 metrópoles, apenas Rio e Goiânia apresentaram PIB per capita menor nas capitais, em relação ao total da rede de influência. Goiânia e os outros 362 municípios de sua rede concentravam 3,5% da população e 2,8% do PIB nacional. PIB mais alto No caso de Brasília, os 298 municípios da metrópole representavam 2,5% da população e 4,3% do PIB nacional. Foi a rede que apresentou o mais alto PIB per capita no País: R$ 25,3 mil. Estavam concentrados no centro, porém, 72,7% da população e 90,3% do PIB da rede. A região de Fortaleza, com 786 cidades, era a terceira mais populosa do País, com 11,2% dos habitantes, mas contava com apenas 4,47% do PIB nacional. Salvador e os outros 485 municípios de sua rede respondiam por 8,8% da população do País e 4,89% do PIB nacional, na capital, o PIB per capita era de R$ 12,6 mil, ante R$ 4,6 mil para o restante dos municípios. Já Belo Horizonte e sua região (698 cidades) concentravam 9,1% da população e 7,5% do PIB nacional. Lá, o PIB per capita era de R$ 12,7 mil no centro e de R$ 8,2 mil nos demais municípios. A metrópole de Curitiba, com 666 municípios, reunia 8,8% da população e 9,9% do PIB nacional. O PIB per capita indicava menor desigualdade na renda, embora ainda superior no centro, com R$ 16,6 mil, ante R$ 12,3 mil para os outros da rede. Porto Alegre e sua região de 733 municípios representavam 8,3% da população e 9,7% do PIB nacional, com PIB per capita de R$ 17,1 mil na capital, ante R$ 12,8 mil para os demais da rede. Fonte: Tribuna da IUmprensa, 11/10/2008 Regiões revelam contrastes em deslocamentos SÃO PAULO - Uma análise dos deslocamentos em transporte coletivo em busca de aeroportos, serviços de saúde, ensino superior e lazer revela grandes contrastes entre as regiões do País. A média nacional é de 61 quilômetros, mas dentro dessa marca estão somente o Sul (36 km) e o Sudeste (43 km). Na outra ponta está a região Norte, que tem uma rede pouco estruturada e, por isso, as pessoas chegam a percorrer uma média de 270 km, a exemplo da população de Roraima. Um dos principais dramas brasileiros é na área da saúde, em que as pessoas viajam uma média de 108 km para conseguir atendimento especializado. No Brasil, há vários centros de grande porte e com serviços mais complexos. A maioria deles, no entanto, está localizado no Centro-Sul. Novamente, a rede da região Norte é a mais precária e as pessoas percorrem grandes distâncias até outros centros. Foi o que fez Francisca Ferreira da Costa, de 40 anos, quando os médicos de São João da Baliza, cidade de 5 mil habitantes a 313 km de Boa Vista, disseram não saber o que tinha seu filho e acharam estranho que as dores de cabeça e os vômitos não vinham acompanhados de febre. Ela levou Vinícius, então com 5 anos, para fazer exames na capital e uma tomografia detectou um tumor no cérebro. Pior que o resultado foi o que ela ouviu de um médico: "Disseram para me conformar porque não tinha volta. Nem se importaram de estar falando isso para uma mãe". Contrariando as expectativas, ela veio com o menino em 2004 para São Paulo para um tratamento no Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graac). Após duas cirurgias, os exames mostraram que o tumor havia desaparecido. Os dois voltaram para Boa Vista, para onde haviam se mudado por causa da doença, mas vieram novamente para a capital paulista em 2006, por causa do reaparecimento do tumor. Estão hospedados na Casa Hope, que oferece auxílio a crianças em tratamento e suas famílias. O estudo do IBGE aponta São Paulo e Rio como centros de nível 1, de grande porte e com atendimento de alta complexidade. Além disso, a oferta de atendimento no Centro-Sul está espalhada também em cidades de praticamente todo o interior dos estados, freqüência que é reduzida no Nordeste e concentrada em apenas dois centros da região Norte. Como Roraima, Amapá, Acre e Rondônia oferecem poucas opções, Manaus acaba sendo um pólo atrativo quando se trata de saúde. A grande oferta de cursos de graduação em São Paulo faz do estado o segundo com menor deslocamento médio para conseguir acesso à educação, com 35 km, somente atrás de Santa Catarina, onde o índice é de 28 km. Os maiores deslocamentos ocorrem na região Norte e no Estado de Mato Grosso. Em relação a aeroportos, as pessoas percorrem em média 146 km para chegar a um. A maioria deles está situada perto da faixa litorânea e, por isso, é necessário grandes deslocamentos para grande parcela da população do País. Fonte: Tribuna da Imprensa, 11/10/2008 |


