Mais três países se somam à recessão que atravessa a Europa PDF Imprimir E-mail
Economia e Infra-Estrutura
Agencia Bolivariana de Noticias   
Sáb, 28 de fevereiro de 2009 12:16
RecessãoCaracas, 27 Fev. ABN – Dinamarca, Suécia e Finlândia entraram oficialmente nesta sexta-feira em recessão, somando-se à maioria dos países da Europa que atravessam uma forte crise econômica derivada da quebra de entidades financeiras que, mesmo tendo especulado com o dinheiro dos contribuintes, foram resgatadas pelos Estados afetados.

As agências estatais de estatística das três nações deram a conhecer as cifras do quarto trimestre de 2008, que revelaram a entrada em recessão.

Na Suécia, o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 4,9% interanual no último trimestre do ano passado e as exportações cederam 7,2%, enquanto que as importações baixaram 5,4%.

Na Dinamarca, o PIB caiu 3,9% interanual no quarto trimestre do exercício passado e 2% se se tem em conta fatores sazonais, e do mesmo modo que na Suécia o consumo caiu, enquanto que o gasto público cresceu.

Na Finlândia, as cifras preliminares apontam um retrocesso de 1,3% dol produto interno no quarto trimestre de 2008.

“Se a recessão se define como uma queda da produção econômica durante ao menos seis meses consecutivos, se pode considerar que a economia finlandesa está em recessão”, comunicou a agência estatal de estatísticas dessa nação.

Esses três países devem agregar-se a uma lista de nações que já anunciaram a recessão em suas economias, traduzida em maiores taxas de desemprego e uma redução considerável do consumo interno.

Grã Bretanha, Alemanha, Espanha, Itália e Portugal são algumas das principais nações que reconheceram os problemas em suas economias e que puseram em funcionamento planos financeiros para intentar estabilizar a situação.

Com respeito à situação na Europa, o professor emérito de Ciência Política no Instituto Otto-Suhr da Universidade Livre de Berlim Elmar Alvater publicou em seu artigo, intitulado Uma União Européia sumida na incerteza, que a atual crise econômica “desbordou, convertendo-se numa verdadeira crise da chamada economia real, numa avalancha de quebras que já custou milhões de postos de trabalho”.

Para o catedrático, as medidas de salvação aplicadas pelos governos europeus fazem com que “os cidadãos reajam mais bem com consternação aos bilhões oferecidos como se fosse nada para os especuladores financeiros e os capitalistas reais, enquanto se discute durante semanas por um par de euros a mais” destinados a programas assistenciais.

“Na situação de grave crise financeira e econômica, folga dizê-lo, o mercado não aporta a menor ajuda e o Estado fiscal nacional tem que intervir con subvenções bilionárias. A tudo isso, a Europa social, a despeito de tanta retórica sobre o modelo social europeu, segue sendo pouco mais que uma concessão contra a vontade”, assinalou Alvater.


Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias
 
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