Crescimento do PIB da Venezuela é o mais alto da América Latina com 8,4% em 2007 PDF Imprimir E-mail
Economia e Infra-Estrutura
ABN   
Dom, 13 de janeiro de 2008 15:20

O presidente da República Hugo Chávez Frías destacou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela em 2007, que foi de 8,4%, o mais alto da América Latina.

Durante a apresentação de seu informe de gestão diante da Assembléia Nacional (AN), o Chefe de Estado recordou que este crescimento tem sido constante nos últimos quatro anos, sendo a média nesse período de 11,8%, que é um dos mais altos do mundo.

“Devemos recordar que, em 1998, o PIB cresceu apenas 0,3%. Nunca na história econômica nosso país havia experimentado um aumento neste nível e, este ano, tudo indica que vamos continuar pela senda do crescimento econômico”, disse.

Informou que o nível geral de preços anual (inflação) ficou em 22,5% e reconheceu que “ainda é muito alta e está aí uma das matérias nas quais aceito que estamos reprovados, mas este ainda é um dos flagelos mais difíceis de erradicar já que tem raízes estruturais nos custos crescentes”.

Sem embargo, indicou que apesar de que a cifra da inflação não foi a desejada para 2007, nos últimos nove anos a média desta variável ficou em 19,67%. “Mas nos dois governos anteriores ao nosso esta cifra foi superada em mais que o dobro: já que de 1989 a 1993 foi de 45,3%, e de 1994 a 1998 foi de 59,4%, com um ano em que, inclusive, passou de 100%”.

Para contra-arrestar o impacto da inflação, explicou, se deu ênfases no aumento progressivo do salário mínimo, que em 2007 ficou em 614 mil 790 Bs. (614,790 Bs.F.) sem incluir a cesta ticket, beneficiando a dois milhões 58 mil 373 trabalhadores no setor público e privado.

“O salário mínimo do nosso país es um dos mais altos da América Latina, com 286 dólares mensais. Em 1997,  o salário ficava em 157 dólares, razão pela qual quase dobramos o ingresso de nossos trabalhadores na última década”, disse.

Assim, destacou que, com este incremento progressivo, ficou favorecida a capacidade de ingresso da clase E, que aumentou em cerca de 400%, e da clase D em quase 300%.

 
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