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Londres, 15 mai. (PL) ― A economia europeia registrou uma maior deterioração de seus principais indicadores no primeiro trimestre deste ano, arrastada pela queda do Produto Interno Bruto (PIB) das grandes economias da região. Eurostat, o instituto europeu de estatísticas, divulgou hoje que tanto a zona euro como a União Europeia marcaram um retrocesso do PIB de 2,5%, a maior cifra desde 1995. Em relação com o primeiro trimestre de 2008, a atividade se recuou 4,6% nos países da moeda única e 4,4% na UE, também as taxas mais negativas da série histórica. Tais números confirmaram que a recessão na Europa se agrava, ao ter em conta que a contração é cada vez maior, em particular na Alemanha, pela queda vertiginosa de suas exportações dentro do debilitado mercado internacional. O PIB alemão se contraiu 3,8% dejaneiro a março, a pior taxa desde que em 1970 começou a calcular-se esse dado de maneira sistemática, e 6,9% se se compara com o mesmo período do ano anterior. França, que até agora se mantinha um pouco melhor que seus sócios, também sofreu uma redução trimestral de 1,2%, enquanto que a Espanha atravessa a recessão mais grave desde que começaram os registros, em 1970, com uma queda de 1,8%. A economia italiana retrocedeu 2,4% e a do Reino Unido 1,9%. De acordo com os analistas, os governos e investidores consideram que a pior fase da crise econômica global passou ou terminará logo, mas os dados divulgados hoje confirmam que o primeiro trimestre foi muito ruim. Eurostat precisou, ademais, que ainda que nenhum estado esteja em boa situação, a mais dramática se localiza em Letônia e Lituânia, onde a economia passou em muito pouco tempo de fortes taxas de crescimento a descensos próximos a 10%. Apesar de que a Europa tardou mais em sofrer a atual crise, seus indicadores trimestrais foram mais golpeados que os Estados Unidos,donde em igual período a contração do PIB foi de 1,5%.
Fonte: Prensa Latina
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