| EE.UU.: Crise financeira, uma nova guerra |
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| Economia e Infra-Estrutura |
| Prensa Latina |
| Qui, 02 de outubro de 2008 23:32 |
Washington, 2 de outubro (PL) ─ A um mês das eleições presidenciais nos Estados Unidos, não é casual que o fim do atual governo coincida com o recrudescimento da crise financeira que se instalou um ano atrás.Tampouco é fortuito que o montante perdido a partir do descalabro imobiliário coincida com uma parte significativa do montante que a Casa Branca investiu na guerra no Oriente Médio. Em seu livro "The three trillion dollar war" (La guerra dos três trilhões de dólares), o prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz e a profesora da Universidade de Harvard Linda Bilmes asseguram que, segundo cálculos conservadores, a campanha belicista no Iraque tangencia essa astronômica cifra. Por outra parte, estadísticas globais indicam que a soma desaparecida nos manejos da crise monetária mundial ascende a um trilhão de dólares. Nesta conjuntura o presidente Goerge W. Bush propõe um plano de salvamento por 700 bilhões, e o mundo se pergunta por que não retira as tropas da nação árabe e reinveste esse orçamento numa economia que ronda tenebrosamente a recessão? Esta é uma dívida que pagarão no futuro os cidadãos estadunidenses, os mesmos que hoje sufragam, também com suas vidas, o custo da invasão do Iraque. Uma forte pressão popular e interesses políticos levaram a que a Câmara de Representantes rechaçara a estratégia no início da semana, mas o tema segue quente sobre a mesa de negociações. A crise e suas verdadeiras causas vão de mãos dadas com os políticos. Stiglitz desbaratou recentemente o modelo de mercados e finanças livres. O problema é sério, os alicerces não são bons, advertiu ao asseverar que esse modo de organização econômica é insustentável. Em data recente, quando a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) reiterou que a fome afeta ao redor de bilhões de pessoas no mundo e estimou em 30 bilhões de dólares a ajuda necessária para salvar suas vidas, uma nova noticia de injeção ocupou as primeiras páginas e horários de maior "rating" na imprensa internacional. A ação concertada de seis bancos centrais do planeta proporcionou 180 biulhões de dólares aos mercados para salvar financeiras privadas, destacou o escritor espanhol Santiago Alba Rico em seu artigo "A crise do capitalismo. Demagogia e Realismo". Políticas similares foram reiteradas nestes dias na Ásia, na Europa e nos Estados Unidos, mas as fraturas continuam acontecendo. Esta segunda-feira o banco Wachovia Crop sucumbiu, enquanto as autoridades européias resgatavam três organismos dessa região. Dias antes, o Washington Mutual se uniu à longa lista de bancarrotas e passou a ser a maior quebra de um banco de depósitos na história norte-americana. Fonte: Prensa Latina |



Washington, 2 de outubro (PL) ─ A um mês das eleições presidenciais nos Estados Unidos, não é casual que o fim do atual governo coincida com o recrudescimento da crise financeira que se instalou um ano atrás.