| Crescimento econômico do país reduziu pobreza e aumentou número de ricos, diz Ipea |
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| Emprego e Salário |
| Nielmar de Oliveira - repórter da Agência Brasil |
| Ter, 05 de agosto de 2008 20:27 |
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Rio de Janeiro - O crescimento econômico reduziu a pobreza, mas, paralelamente, aumentou o número de ricos no Brasil. A constatação é de uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que será divulgada amanhã (5), em Brasília. A pesquisa Pobreza e Riqueza no Brasil Metropolitano indica que a recuperação da economia brasileira está sendo acompanhada pela melhora na renda das famílias, em todas as faixas, o que resulta em queda no número de pobres e na elevação do número de ricos. De acordo com o Ipea, além do crescimento econômico, contribuíram para a redução da pobreza os ganhos do salário mínimo e as transferências do governo. “Já os ricos, além do crescimento econômico, se beneficiaram dos ganhos de produtividade, que pouco são repassados para os salários”, avaliam os realizadores do levantamento. A pesquisa, que será divulgada pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann, abrange o período de 1992 a 2008 e conceitua como pobre o indivíduo que tem renda mensal de até meio salário mínimo (R$ 207,50). Rico, segundo a pesquisa, é aquele indivíduo pertencente a famílias cuja renda mensal é igual ou superior a 40 salários mínimos (R$ 16.600). Três milhões de pessoas deixaram a pobreza nos últimos seis anos Lourenço Canuto - repórter da Agência Brasil Brasília - Três milhões de pessoas deixaram a pobreza nos últimos seis anos nas seis principais regiões metropolitanas do país, o que corresponde a uma queda de 8,8 pontos percentuais na pobreza. Os dados são da pesquisa Pobreza e Riqueza no Brasil Metropolitano, divulgada hoje (5) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com dados de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre. O número de pobres era de 14,3 milhões em 2002, subiu para 15,4 milhões em 2003 e desde então vem caindo, tendo chegado a 11,3 milhões neste ano. Em termos percentuais, a evolução foi a seguinte: 32,9% em 2002, 35% em 2003 e a partir daí, uma queda contínua até os atuais 24,1%. Os principais motivos, segundo o Ipea, foram o crescimento econômico, os ganhos do salário mínimo e as transferências do governo. O nível de indigência seguiu o mesmo ritmo. Era de 12,7% em 2002 (5,5 milhões de pessoas), subiu para 13,7% em 2003 (6 milhões) e agora está em 6,6% (3,1 milhões). Em 2003, o percentual de famílias mais ricas, com rendimento de 40 salários mínimos mensais ou mais, sofreu redução de 20%, voltando a crescer a partir de 2005. Segundo o Ipea, no ano passado, o percentual encontrava-se no mesmo patamar de 2002 e, neste ano, a tendência é permanecer estável. A pesquisa revela, entretanto, que "todo o quadro favorável no que se refere à pobreza não evoluiu para a obtenção de ganhos de produtividade, em face da estabilidade econômica e dos ganhos com os aumentos do salário mínimo". De acordo com o Ipea, "os detentores dos meios de produção podem estar se apoderando de parcela crescente da renda nacional". |


