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Lev Vygotsky
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Dom, 07 de setembro de 2008 13:41 |
Como um indivíduo só existe como um ser social, como um membro de algum grupo social em cujo contexto ele segue a estrada do desenvolvimento histórico, a composição de sua personalidade e a estrutura de seu comportamento reveste-se de um caráter dependente da evolução social cujos aspectos principais são determinados pelo grupo. |
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Carlos Nelson Coutinho
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Sex, 29 de agosto de 2008 18:20 |
Um dos primeiros tópicos para uma justa conceituação da “questão cultural” no Brasil é a relação entre a cultura brasileira e a cultura universal. Em sua dimensão ontológico-social, é esse um problema que não pode ser resolvido no plano de uma análise imanente das “fontes” e “influências”. |
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Terry Eagleton
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Dom, 29 de junho de 2008 15:50 |
A maior contradição do pós-modernismo é um pouco como aquela do velho estruturalismo. O estruturalismo era radical ou conservador? É fácil demais perceber como ele se comportou como uma espécie de tecnocracia do espírito, a penetração final do impulso racionalizante da modernidade no santuário interior do sujeito. |
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Carlos Nelson Coutinho
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Dom, 01 de junho de 2008 12:26 |
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Publicamos, pela primeira vez no Brasil, este texto do filósofo marxista Carlos Nelson Coutinho, apresentado no “5º Seminário Internacional Gramsci”, em 2007. Nele, Carlos Nelson pensa “a época neoliberal” à luz dos conceitos gramscianos de “revolução passiva” e “contra-reforma”. Outro conceito gramsciano que Carlos Nelson emprega aqui é o de “transformismo”. Ele observa que “o transformismo como fenômeno político não é exclusivo dos processos de revolução passiva, mas pode também estar ligado a processos de contra-reforma”. E acrescenta: “Se não fosse assim, seria difícil compreender os mecanismos que, em nossa época, marcaram a ação de socialdemocratas e de ex-comunistas no apoio a muitos governos contra-reformistas em países europeus, mas também fenômenos como os governos Cardoso e Lula num país da periferia capitalista como o Brasil”.
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Leandro Konder
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Dom, 01 de junho de 2008 12:22 |
Em artigo escrito especialmente para o sítio da Fundação Lauro Campos, o filósofo marxista Leandro Konder questiona “o que são esses conjuntos de palavras e imagens, de realidades criadas pelos conhecimentos, pela imaginação e, sobretudo, pela ação dos homens”. Em seu questionamente, Leandro adverte que, nas sociedades de classe, “temos, na verdade, diferentes culturas numa mesma sociedade”; e que, nelas, “a Cultura dos ‘de cima’ se orgulha de proporcionar aos seus admiradores obras que os ‘de baixo’ nem sempre entendem”.
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István Mészáros
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Dom, 25 de maio de 2008 19:14 |
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Escolhi este assunto para a nossa discussão por duas razões principais. Primeiro, porque a questão afecta todas as cambiantes da esquerda. Pois no nosso tempo nenhuma secção da força de trabalho pode considerar-se imune à desumanizante dureza do desemprego e da precarização. De facto "eventualização" ("casualisation") é mais apropriadamente chamada em algumas línguas de "precarização" ("precarisation") , embora em geral seja tendenciosamente mal representada como "emprego flexível" desejável.
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Marshall Barman
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Seg, 12 de maio de 2008 01:12 |
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Venho tentando definir neste ensaio um espaço para o qual o pensamento de Marx e a tradição moderna confluam. Antes de tudo, ambos constituem tentativas de evocar e apreender uma experiência peculiarmente moderna. Ambos confrontam o âmbito da modernidade com emoções díspares, temor respeitoso e exaltação impregnados de um senso de horror. Ambos vêem a vida moderna como crivada de impulsos e potencialidades contraditórias e ambos endossam uma visão de extremada ou ultramodernidade ─ “os novos homens recém-criados [...], uma invenção dos tempos modernos, como o próprio maquinário”, segundo Marx; “Il faut être absolument moderne”, segundo Rimbaud ─ como o caminho capaz de resolver essas contradições.
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Terry Eagleton
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Dom, 04 de maio de 2008 19:30 |
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Neste livro, Terry Eagleton propõe a superação das definições antropológica e estética do conceito de cultura, cujo amplo uso nos prende a uma noção de cultura “debilitantemente ampla, e outra desconfortavelmente rígida”. Antes, mostra-nos a transição histórica da palavra, de sua denotação inicial de um processo material para as “questões do espírito”, e como o termo codifica “questões filosóficas fundamentais”.
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Michael Löwy
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Seg, 21 de abril de 2008 12:50 |
Numa entrevista de novembro de 1992, Michael Löwy reflete sobre o impacto que “o colapso do estalinismo” teve sobre “o movimento operário e socialista de inspiração marxista” e avalia que “há uma revisão não só teórica, o que é saudável, mas também política, filosófica e mesmo ética, que dilui os valores fundamentais”.
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Adorno e Horkheimer
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Dom, 13 de abril de 2008 12:15 |
Na opinião dos sociólogos, a perda do apoio que a religião objetiva fornecia, a dissolução dos últimos resíduos pré-capitalistas, a diferenciação técnica e social e a extrema especialização levaram a um caos cultural. Ora, essa opinião encontra a cada dia um novo desmentido. Pois a cultura contemporânea confere a tudo um ar de semelhança. O cinema, o rádio e as revistas constituem um sistema. Cada setor é coerente em si mesmo e todos o são em conjunto. Até mesmo as manifestações estéticas de tendências políticas opostas entoam o mesmo louvor do ritmo de aço.
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