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Filosofia e Questões Teóricas
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Irene León
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Sex, 13 de Abril de 2012 21:32 |
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Agencia Latinoamericana de Informacion - Esta entrevista, realizada por Irene León, com o pensador egípcio Samir Amin está composta de três partes: 1) O mundo visto desde o Sul; 2) A implosão do capitalismo e 3) Estratégias imperialistas e lutas políticas. Samir Amin é autor de uma volumosa obra de análise crítica do capitalismo e de inovadoras teses, tais como a da "desconexão" e a da "implosão" do capitalismo, às quais ele se refere nesta entrevista traduzida por Diário Liberdade.
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Filosofia e Questões Teóricas
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Edilson Silva
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Ter, 10 de Abril de 2012 12:48 |
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A economia é o motor da história, afirmava Marx. Parte do núcleo central do legado que herdamos de sua ciência está assentado na dialética entre o desenvolvimento das forças produtivas das sociedades e as relações sociais de produção que estas sociedades realizam, cujas sínteses edificam e ao mesmo tempo se relacionam também dialeticamente com suas superestruturas ideológicas, suas consciências sociais. Marx viu na estrutura econômica das sociedades, nas necessárias relações sociais contraídas para a produção de seus bens e serviços, o elemento propulsor fundamental do processo civilizatório e das transformações culturais.
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Filosofia e Questões Teóricas
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Roberto Robaina
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Seg, 26 de Março de 2012 12:48 |
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Ao longo dos anos, os escolásticos e stalinistas tentaram forçar na obra de Marx um esquema segundo o qual o desenvolvimento histórico seria uma seqüência linear de épocas, sucessão de modos de produção como se todos os países tivessem que passar do comunismo primitivo, passando pelo escravismo, feudalismo, chegando ao capitalismo e finalmente ao socialismo. Abstraíram a existência de inúmeros modos de produção ou de combinações deles, tendo que deixar de lado, por exemplo, por não entrar neste esquema, o reconhecido modo de produção asiático, isto é o modo de produção marcante na Índia e em parte importante da América pré-colombiana, onde a sociedade era dirigida por uma casta, mas sem a propriedade privada dos meios de produção.
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Filosofia e Questões Teóricas
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Maria Luisa Mendonça e Fábio T. Pitta
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Dom, 18 de Março de 2012 16:04 |
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O geógrafo britânico David Harvey é um dos principais intelectuais marxistas hoje e está entre os vinte cientistas sociais mais citados em todo o mundo. Atualmente é professor na City University of New York e esteve no Brasil recentemente para o lançamento de seu livro O Enigma do Capital e as Crises do Capitalismo, publicado pela Editora Boitempo. A análise de Harvey sobre a crise no modo de produção capitalista tem sido sistemática nas últimas décadas, desde o livro clássico The Limits to Capital (Os Limites do Capital) publicado originalmente em 1982. O autor resgata o pensamento de Marx de forma complexa e ao mesmo tempo didática, para mostrar criticamente as contradições inerentes ao capitalismo, com a intenção de apontar possibilidades de superação deste modo de produção.
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Filosofia e Questões Teóricas
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Leonardo Boff
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Sex, 16 de Março de 2012 12:50 |
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Tempos de crise sistêmica como os nossos favorecem uma revisão de conceitos e a coragem para projetar outros mundos possíveis que realizem o que Paulo Freire chamava de o "inédito viável". É notório que o sistema capitalista imperante no mundo é consumista, visceralmente egoísta e depredador da natureza. Está levando toda a humanidade a um impasse pois criou uma dupla injustiça: a ecológica por ter devastado a natureza e outra social por ter gerado imensa desigualdade social. Simplificando, mas nem tanto, poderíamos dizer que a humanidade se divide entre aquelas minorias que comem à tripa forra e aquelas maiorias que se alimentam insuficientemente. Se agora quiséssemos universalizar o tipo de consumo dos países ricos para toda a humanidade, necessitaríamos, pelo menos, de três Terras, iguais a atual.Tempos de crise sistêmica como os nossos favorecem uma revisão de conceitos e a coragem para projetar outros mundos possíveis que realizem o que Paulo Freire chamava de o "inédito viável".
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Filosofia e Questões Teóricas
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Leonardo Boff
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Sex, 16 de Março de 2012 12:09 |
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Há muitos hoje no mundo inteiro, das mais diferentes procedências, preocupados com a crise atual que engloba um complexo de outras crises. Cada um traz luz. E toda luz é criadora. Mas, de minha parte, vindo da filosofia e da teologia, sinto necessidade de uma reflexão que vá mais fundo, às raizes, de onde lentamente ela se originou e que hoje eclode com toda a sua virulência. À diferença de outras crises anteriores, esta possui uma singularidade: nela está em jogo o futuro da vida e a continuidade de nossa civilização. Nossas práticas estão indo contra o curso evolucionário da Terra. Esta nos criou um lugar amigável para viver mas nós não estamos nos mostrando amigáveis para com ela. Movemos-lhe uma guerra sem trégua em todas as frentes, sem nenhuma chance de vencer. Ela pode continuar sem nós. Nós, no entando, precisamos dela.
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Filosofia e Questões Teóricas
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Daniel Bensaïd
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Ter, 07 de Fevereiro de 2012 14:48 |
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Na onda de anti-marxismo que acompanhou a ofensiva liberal dos anos 1980, a estatura de Marx permanecia suficientemente imponente para que pudéssemos ter certeza de um retorno à graça, de uma reabilitação editorial e acadêmica, com a condição de ser numa versão light, sem o lastro de sua carga subversiva. Podia-se mesmo esperar alguma indulgência com relação à Trotski, em reconhecimento dos talentos literários atestados por sua História da Revolução Russa, e em função da fascinação estética que suscita seu destino trágico de vencido.
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Filosofia e Questões Teóricas
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Gabriel Tupinambá
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Sex, 18 de Novembro de 2011 12:03 |
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Talvez a mais rara disposição do pensamento seja a capacidade de reconhecer um impasse conceitual na filosofia herdada de um mestre e encontrar no trabalho de re-elaboração dessa idéia ainda mais razões para permanecer fiel àquele de quem se é herdeiro. Sartre aprendeu com Husserl e Heiddeger, mas se dizia existencialista, e não husserliano ou heiddegeriano. Foucault pode até dever uma certa dimensão do conceito de arqueologia à genealogia de Nietzsche, mas certamente não se declarava por isso um nietzscheano convicto. Aristóteles, então: não é a toa que é aqui que encontramos o mote preferido daqueles que substituem seus mestres por si próprios. Quando questionado por um aluno a respeito de suas divergências com seu mestre Platão, o Estagirita declarou: "Sou amigo de Platão, mas sou mais amigo da verdade". E assim, ainda que professasse o contrário, Aristóteles assumia implicitamente que uma consequência fundamental do novo e do verdadeiro é separar os homens uns dos outros.
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Filosofia e Questões Teóricas
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Herbert Marcuse
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Qui, 17 de Novembro de 2011 15:04 |
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A análise que Marx faz do processo de evolução da Revolução de 1848 para o domínio autoritário de Luís Bonaparte antecipa a dinâmica da sociedade burguesa tardia: a liquidação do seu período liberal, que se consuma em razão da sua própria estrutura. A república parlamentarista se transforma num aparato político-militar encabeçado por um líder "carismático", que tira das mãos da burguesia as decisões que essa classe não consegue mais tomar e executar por suas próprias forças. Simultaneamente, sucumbe, nessa fase, o movimento socialista: o proletariado sai de cena (por quanto tempo?). Tudo isso já é século XX ― mas é século XX na perspectiva do século XIX, que ainda não conhece o horror do período fascista e pós-fascista. Esse horror exige uma correção das sentenças introdutórias de O 18 de brumário: os "fatos e personagens da história mundial" que ocorrem, "por assim dizer, duas vezes", na segunda vez, não ocorrem mais como "farsa". Ou melhor: a farsa é mais terrível do que a tragédia à qual ela segue.
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Filosofia e Questões Teóricas
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Marcello Musto
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Seg, 14 de Novembro de 2011 18:26 |
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Se retornasse ao debate jornalístico no mundo de hoje, analisando o caráter cíclico e estrutural das crises capitalistas, Marx poderia ser lido com particular interesse hoje na Grécia e na Itália por um motivo especial: a reaparição do "governo técnico". Na qualidade de articulista do New York Daily Tribune, um dos diários de maior circulação de seu tempo, Marx observou os acontecimentos político-institucionais que levaram ao nascimento de um dos primeiros "governos técnicos" da história, em 1852, na Inglaterra: o gabinete Aberdeen (dezembro de 1852/janeiro de 1855).
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