| Chilenos brindam maciça despedida a Volodia Teitelboim |
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| História |
| Prensa Latina |
| Sáb, 02 de fevereiro de 2008 21:52 |
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Bandeiras chilenas e do Partido Comunista do Chile (PCCH) encheram a Praça da Paz, na entrada do Cemitério Geral de Santiago, onde se efetuou um maciço ato em homenagem ao ex-secretário geral do PCCH e Prêmio Nacional de Literatura 2002. Em várias ocasiões se entoou a “Internacional” e se gritaram em coro consignas sobre a unidade do povo chileno, que recordavam os tempos do presidente Salvador Allende, de quem Teitelboim foi estreito colaborador. Guillermo Teillier, presidente do PCCH, agradeceu as multitudinárias manifestações de carinho, assim como as dezenas de personalidades que acudiram a seu velório. Teitelboim faleceu na sexta-feira no Hospital Clínico da Universidade Católica. Comentou que ali se fizera palpável a “trascendência universal” de Volodia, a quem descreveu como um “grande argumentador da unidade, um incansável lutador pelos direitos dos trabalhadores e um grande democrata”. Após resenhar sua longa trajetória revolucionaria junto do presidente Allende, logo no exílio e na luta contra a ditadura, Teillier recalcou que Teitelboim foi “fiel a seus ideais até o último momento”. Recordou que nas últimas semanas, Teitelboim escrevia e falava sobre as mudanças que acontecem na América Latina, sobre o rechaço ao neoliberalismo e sobre a necessidade da integração. Referindo-se a Cuba, Teillier puntualizou que “a marca distintiva” de Teitelboim foi sua empatia com o líder cubano Fidel Castro. Fernando Remírez, membro do Secretariado do Partido Comunista de Cuba (PCC), que encabeçou uma delegação oficial aos funerais, ressaltou que Teitelboim soube combinar “sua obra literária com uma indobrável militância comunista, austera e transparente”. Remírez sublinhou a profunda amizade, carinho e respeito de Teitelboim pela Revolução cubana e por dezenas de dirigentes cubanos, encabeçados, disse, pelo Comandante em Chefe Fidel Castro. Ao ler uma mensagem do Comitê Central do PCC, Remírez recordou que Teitelboim sempre considerou o povo de Cuba como “um baluarte indestrutível do socialismo e do internacionalismo”. A vida e a obra de Teitelboim acompanharão sempre os povos de Latino-américa e o Caribe nas batalhas de hoje e de sempre para alcançar nossa definitiva independência e toda a justiça social possível, concluiu. Acompanharam a Remírez, Giraldo Mazola, embaixador de Cuba no Chile, Néstor León, funcionário do Comitê Central do PCC, e Fernando García Bielsa, conselheiro político da embaixada cubana. Ao ato assistiram, entre outros, diplomáticos da Venezuela e da Nicarágua, autoridades nacionais e representantes de organizações políticas, sociais, sindicais, culturais e indígenas. Também falaram familiares de Teitelboim, os quais agradeceram com emotivas palavras a solidariedade do povo chileno, e Guillermo Nuñez, Prêmio Nacional de Arte 2007, que destacou sua obra cultural. |



Santiago de Chile - Milhares de chilenos se despediram hoje do lutador e intelectual comunista Volodia Teitelboim, que faleceu na sexta-feira com a idade de 91 anos, após velar seus restos durante 40 horas na sede do antigo Congresso Nacional.