Identidades, Racismo e Discrimação
A atualidade do debate sobre as terras quilombolas PDF Imprimir E-mail
Gerson Rodrigues   
SUN, 10 de AUGUST de 2008 21:48
O Governo Lula já não se constrange em deixar intacto o fundamento da estrutura fundiária brasileira, desde os primórdios da colonização deste país: o latifúndio.  Ao contrário, tem sido cada vez mais enfático na defesa de um modelo de desenvolvimento nacional que reforça este fundamento; um modelo baseado na pauta de exportações de commodities só pode ser viabilizado com a apropriação de vastos territórios e a concentração da terra; uma reprimarização da economia com os mesmos elementos que marcaram a colonização do país.
 
Por que a Lei Áurea não representou a abolição definitiva? PDF Imprimir E-mail
Leonardo Sakamoto   
SUN, 20 de JULY de 2008 15:11

Lei ÁureaO fim da escravidão legal no Brasil não foi acompanhado de políticas públicas e mudanças estruturais para a inclusão dos trabalhadores. Por isso, os escravos modernos são herdeiros dos que foram libertados em 13 de maio de 1888.

 
Os povos indígenas do Xingu e a hidrelétrica Belo Monte PDF Imprimir E-mail
Dom Erwin Kraütler   
SUN, 06 de JULY de 2008 16:59
O Xingu é um rio peculiar e único. Não dá para compará-lo com qualquer outro rio da Amazônia. Só ele faz aliança com o majestoso Amazonas através de um largo delta. Na foz, suas lindas águas verde-esmeralda se mesclam com as águas barrentas do rio-mar no qual se perde finalmente acima do Forte de Santo Antônio de Gurupá. Percorreu 2045 km desde o Mato Grosso, onde nasce a 600 metros acima do nível do mar na junção da Serra do Roncador com a Serra Formosa.
 
120 anos depois da abolição o povo negro continua massacrado e esquecido PDF Imprimir E-mail
Paulo Henrique Costa Mattos   
SUN, 15 de JUNE de 2008 12:09

ZumbiNo Brasil a questão racial ainda é vista pela ampla maioria dos brasileiros como algo inexistente. O brasileiro tem preconceito de ter preconceito, mas grande parte dos negros brasileiros não se assume enquanto tal. Ainda é grande o desconhecimento dos heróis negros do Brasil, como a história de Zumbi dos Palmares, líder maior da resistência quilombola no Brasil.

 
Raposa Serra do Sol e o terror capitalista PDF Imprimir E-mail
Ivan Valente   
SUN, 15 de JUNE de 2008 11:51
O conflito que toma conta da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, é dos mais graves atentados aos direitos humanos em andamento em nosso país. O tema ganhou espaço nos meios de comunicação no último mês, quando nove indígenas foram baleados por seguranças do arrozeiro Paulo César Quartiero, prefeito de Pacaraima. Um deles foi atingido por tiros de espingarda calibre 16 na cabeça, no ouvido e nas costas. Se os disparos tivessem acontecido de uma distância menor, seriam fatais.
 
Neoliberalismo, capital financeiro e a população negra PDF Imprimir E-mail
Fábio Nogueira   
SUN, 08 de JUNE de 2008 12:43
As relações de assalariamento entre a população negra, na formação de nossa sociedade de classes, no Brasil, ocorreu de forma desigual e inconstante (empregos pouco qualificados, com baixa remuneração e proteção social): o “bico” entre os negros sempre foi a regra. Ou seja, para um país de formação histórica escravista (em que o trabalho escravo não foi remunerado e ao negro foi imputada a condição de mercadoria) a regra é o que em outras formações histórico-sociais poderiam parecer a exceção: trabalho sem direitos ou, ainda, remuneração sem assalariamento.
 
“Descolonização” da América Latina exige reconhecimento dos direitos indígenas PDF Imprimir E-mail
Boaventura de Souza Santos   
SUN, 25 de Maio de 2008 19:09

O Equador, no momento atual, se caracteriza pelo fato de que as forças progressistas assumiram a bandeira empunhada pelo movimento indígena na década de 90 para a elaboração de uma nova Constituição, que reconheça a diversidade de uma maneira profunda através da plurinacionalidade. Os avanços nos últimos 20 anos permitiram passar da invisibilidade à visibilidade, da resistência à proposta e agora da interculturalidade à plurinacionalidade. É importante levar isso em conta para se analisar o atual processo constituinte.

 
Eleito o primeiro sumo sacerdote do vodu no Haiti PDF Imprimir E-mail
Prensa latina   
MON, 10 de MARCH de 2008 19:35
Pela primeira vez em séculos de existência, o vodu haitiano conta hoje com um sumo sacerdote, cuja missão é sacar esse credo animista da marginalização.  “Não queremos competir com outras religiões, mas ocupar o lugar que nos pertence na sociedade”, afirmou o Amo Supremo, título com o qual será conhecido de agora em adiante Max Beauvoir, um antropólogo de 72 anos.
 
Organização social baiana é discriminatória, avalia conselheiro da PM PDF Imprimir E-mail
Hugo Costa - enviado especial da Agência Brasil   
WED, 06 de FEBRUARY de 2008 17:35

“Nós temos uma maioria negra dominada por uma elite branca. Isto se reflete em todas as instâncias de poder: na educação, na saúde, no serviço público. E logicamente isso – de uma certa maneira, não de forma deliberada pela instituição – vai se refletir na segurança pública”, disse.

 
Movimento negro denuncia "brutalidade policial" na Bahia PDF Imprimir E-mail
Hugo Costa - enviado especial   
TUE, 05 de FEBRUARY de 2008 12:30

Salvador (BA) - Com trio elétrico e foliões engajados em defesa da população negra, o Instituto Cultural Steve Biko se juntou a outros grupos de protesto hoje (4) durante a passagem do bloco Mudança do Garcia no carnaval de Salvador. “Em cada grupo de dez jovens de 15 a 18 anos assassinados na Bahia, sete são negros”, alertava uma das faixas confeccionadas pelo grupo, criado há 16 anos sob influência da história do sul-africano Bantu Stephen Biko, ativista que lutou pelo fim do apartheid. Um cartaz pedia ainda o “fim da brutalidade policial”.

 
Religiões afro-brasileiras continuam discriminadas, afirma historiador PDF Imprimir E-mail
Hugo Costa - repórter da Agência Brasil   
SAT, 02 de FEBRUARY de 2008 20:54

No dia em que milhares de devotos celebram Iemanjá e as baianas distribuem água de cheiro aos fiéis que comparecem à Praia do Rio Vermelho com oferendas para a deusa do mar, o historiador Cristiano Freitas de Oliveira afirma que a discriminação a religiões de origem africana persiste no país.

 
Bloco afro-brasileiro lembra os quase 120 anos do fim da escravidão no país PDF Imprimir E-mail
Hugo Costa - enviado especial   
SAT, 02 de FEBRUARY de 2008 20:47

O bloco Malê Debalê conta a partir de hoje (1º) aos foliões do carnaval de Salvador a saga da vida dos negros brasileiros após mais de um século de abolição da escravidão. Com o tema “Áurea, 120 anos. E nós?”, mais de quatro mil carnavalescos devem sair às ruas para, por meio da arte, colocar a situação dos afro-descendentes na pauta das discussões sociais.

 
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