| Democracia do Tio Sam: você fica sem a casa e o voto |
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| Internacional |
| Jean Guy Allard |
| Ter, 30 de setembro de 2008 22:15 |
Caracas, 22 de setembro. ABN (Jean Guy Allard) ― A última novidade em matéria de eliminação de eleitores acaba de ser inventada pelo imaginativo presidente do Partido Republicano do condado de Macomb, em Michigan: James Carabelli revisará metodicamente as listas de casas cujos moradores foram despejados pelos bancos e sociedades de crédito hipotecário; e, ao identificar as que pertenceram a eleitores democratas, os retirará de imediato do registro eleitoral. O truque – último de uma longa lista de piruetas “democráticas” – foi confirmado ao Michigan Messenger pelo próprio Carabelli: “Vamos obter as listas de casas cujos moradores foram despejados e vamos garantir que ninguém que esteja inscrito nesses endereços possa votar”. As leis do estado autorizam os partidos a dispor de oficiais encarregados de denunciar qualquer inscrição nas listas de eleitores e de exigir a eliminação de votantes sob o pretexto cínico de que deixaram de residir no condado, ainda que seja desde só uns dias por estarem expulsos de sua residência, contra sua vontade, por seus credores. Michigan é um dos estados chamados “swing states”, os únicos cuja votação não é totalmente previsível e cujo peso em termos de Grandes Eleitores pode afetar o resultado final. E Macomb é igualmente um condado “swing” deste estado. No meio da pior crise imobiliária vivida pelos estadunidenses, quando milhões de pessoas estão expulsas de suas casas ou ameaçadas de terminar no olho da rua, a estratégia dos politiqueiros de Michigan é particularmente cruel. Como se não fosse suficiente perder tudo com a crise econômica, trabalhadores desempregados e esmagados sob o peso de suas dívidas são pisoteados por um sistema que não alivia ninguém. O caso de Macomb não é único. A técnica desenvolvida por Carabelli se estende ferozmente a outras regiões, nestas últimas semanas de enfrentamento entre democratas e republicanos, virtualmente empatados nas sondagens. Em Ohio, Doug Preisse, um membro do conselho eleitoral do condado de Franklin, confessou ao Columbus Dispatch que seu organismo está estudando a possibilidade de aplicar em seu território o método Carabelli. O Michigan Messenger assinala que intentar a eliminação sistemática dos eleitores inscritos em endereços onde deixaram de residir por sua dívida hipotecária, poderia perturbar seriamente vários pontos de votação, tais como o condado de Wayne, em Detroit, onde 1.834 proprietários de residências foram expulsos de sua moradia… só no mês de julho! No Estado de Michigan, para o mesmo período, mais de 62.000 famílias tiveram que abandonar seu local de moradia. Num estado “swing”, o número de votantes representado por tantas quebras hipotecárias representa a diferença entre a vitória ou a derrota para os estrategas dos dois partidos que disputam a Casa Branca. Enquanto isso a técnica do “vote caging” que permite retirar um eleitor do registro pela única razão de que não recepcionou um aviso enviado pelo correio, segue semeando a controvérsia. A Secretária de Estado de Ohio Jennifer Brunner teve que admitir que esta estratégia teve efeitos fora de proporção nas comunidades pobres ou de minorias étnicas. As irregularidades eleitorais são inumeráveis no país que Hollywood converte em modelo de democracia. De acordo com as queixas expressadas ao término do escrutínio de 2004, floresceram então a supressão deliberada do voto em zonas disputadas, os votos mudados por urnas eletrônicas “ébrias”, a anulação arbitraria de sufrágios, o cômputo manipulado dos resultados, o voto fraudulento por correio e inclusive o roubo de cédulas. Tudo indica que as eleições de 2008 não terão nada que invejar, em termos de fraude, às anteriores. Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias |



Caracas, 22 de setembro. ABN (Jean Guy Allard) ― A última novidade em matéria de eliminação de eleitores acaba de ser inventada pelo imaginativo presidente do Partido Republicano do condado de Macomb, em Michigan: James Carabelli revisará metodicamente as listas de casas cujos moradores foram despejados pelos bancos e sociedades de crédito hipotecário; e, ao identificar as que pertenceram a eleitores democratas, os retirará de imediato do registro eleitoral.