Honduras: camponês assassinado pelo exército PDF Imprimir E-mail
Internacional
ABN, PL   
Sex, 31 de julho de 2009 15:33


Comunicado das FARC sobre as Honduras

1. Desde as montanhas rebeldes da Colômbia juntamo-nos ao concerto de vozes que rejeitam o golpe militar contra o governo do presidente Zelaya nas Honduras. A ressurreição dos golpes de quartel nesta nova era, está a indicar-nos a todos que a Doutrina de Segurança Nacional continua vigente como política imperial para a América Latina.

2. A Casa Branca não vacilará em recorrer aos gorilas se com isso puder travar o avanço das forças progressistas no continente e assegurar o seu predomínio. A insípida condenação do governo de Washington ao golpe, não o salvará da suspeita. É só retórica displicente. A sua verdadeira preocupação é geopolítica e aponta as suas miras contra a ALBA, a Aliança Bolivariana para as Américas, que questiona a espoliação e os seus espaços coloniais no hemisfério. Hoje, a prioridade do Departamento de Estado é a reorganização dos seus peões ultra-direitistas para os opor ao sentimento e às tendências patrióticas que a 200 anos do grito de independência, insurgem novamente na Nossa América.

3. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, FARC, ao mesmo tempo que expressam a sua solidariedade combatente com a justa luta do povo de Morazán, que finalmente derrubará a tirania, apela aos povos e governos progressistas da América de Bolívar a cerrar fileiras em torno à bandeira que convoca a lutar pela independência, pela liberdade, pela soberania e pela conformação da Pátria Grande, contra as ambições neocoloniais do mais poderoso império da terra. "Unidos seremos fortes e mereceremos respeito; divididos e isolados, pereceremos", é a acertada advertência do pai Libertador.

4. Repudiamos a dupla moral do regime mafioso de Bogotá presidido por Uribe, que publicamente condena o golpe, mas em privado recebe no Palácio de Narinho os golpistas, reconhece o governo de facto e com este proclama a sua irmandade no ódio visceral contra a Revolução Bolivariana da Venezuela e a liderança hemisférica do Presidente Chávez.

Secretariado de Estado Maior Central das FARC-EP

Montanhas da Colômbia, 23 de Julho de 2009.

Fonte: http://www.farc-ejercitodelpueblo.org/

Tradução: Esquerda.Net



HondurasProtestos antigolpistas somam 40 jornadas consecutivas em Honduras

Raimundo Lopez

Tegucigalpa, 6 ago. (PL) - As manifestações em Honduras contra o golpe militar de 28 de junho passado entraram hoje em sua 40 jornada apesar da repressão das forças armadas e da polícia, destacaram líderes populares.

O secretário geral da Federação Unitária de Trabalhadores (FUTH), Israel Salinas, ressaltou também a unidade do povo e das forças populares no objetivo comum de recuperar a ordem constitucional.

O presidente da FUTH e coordenador geral da Frente Nacional contra o golpe de Estado, Juan Barahona, sublinhou que essa resistência não se deterá até a derrota dos golpistas.

Acrescentou que essa determinação foi adotada pelo povo e que este não se atemorizará pela repressão do governo de fato, a qual - apontou - só logra inflamar à população.

Nós não negociamos com os repressores. Vamos continuar a nossa resistência com ou sem a vênia deles, o povo não tem que pedir licença aos golpistas para sua resistência, disse a Prensa Latina.

Precisou que na capital os membros da Frente se reunirão a partir das 08:00 horas no final do Bulevar Francisco Morazán, onde acordarão as ações desta quinta-feira.

Entretanto, a Marcha Nacional de Resistência Popular continuará pelo segundo dia do interior da nação à Tegucigalpa e San Pedro Sula, as duas principais cidades de Honduras.

Informações da Frente assinalam que os caminhantes passarão a noite em lugares povoados, entre eles comunidades camponesas, para dificultar as ações do exército e da polícia.

Enquanto isso, as três centrais operárias convocaram uma paralisação geral por tempo indefinido a partir deste quinta-feira até o restabelecimento da ordem constitucional rompida pelo golpe de estado.

Os estudantes da Universidade Autônoma Nacional (UNAH) preveem também celebrar uma assembleia ao meio día, após a violenta repressão a uma manifestação ontem na qual foram espancadas autoridades desse centro.

Os alunos da Universidade Pedagógica Nacional mantiveram bloqueado o Bulevar Centroamérica nas primeiras horas da noite, em respaldo à resistência popular antigolpista.

Fonte: Prensa Latina



Honduras: camponês assassinado

Tegucigalpa, 3 ago. (PL) ─ Moradores do departamento hondurenho de El Paraíso expressaram hoje sua indignação e pesar pelo assassinato de um camponês da região em mãos do regime golpista que usurpou o poder em 28 de junho.

O lavrador Pedro Hernández perdeu a vida quando militares do nono batalhão de infantaria abriram fogo contra um veículo que transportava várias pessoas nma barreira próxima da fronteira com a Nicarágua.

Segundo o porta-voz das Forças Armadas, Ramiro Archaga, dispararam contra as rodas do automóvel por negar-se a parar, sem embargo, uma vizinha da vítima denunciou que os militares arremeteram indiscriminadamente contra todos os passageiros.

O veículo sofreu seis impactos de bala, ainda que as demais pessoas tenham logrado sair ilesas.

A morte do camponês foi repudiada por familiares e vizinhos da comunidade de Los Almendros, de onde era oriundo Hernández.

"Estamos indignados por esse ato criminoso, porque era um homem trabalhador, desses tantos que vivem na extrema pobreza", disse uma vizinha a Rádio Globo.

Denunciou que os moradores da fronteira estão vivendo como num campo de concentração e sob um toque de recolher de 24 horas imposto pelo regime de Roberto Micheletti.

Em 24 de julho passado também foi assassinado nesse mesmo departamento Pedro Magdiel Muñoz, que fora capturado pela polícia na barreira militar de Alauca.

O regime de fato militarizou a região fronteiriça para impedir que milhares de manifestantes acudissem ao posto de Las Manos para esperar o presidente constitucional Manuel Zelaya.

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticiais

 


HondurasContinua em Honduras homenagem popular a professores assassinados

Raimundo Lopez

Tegucigalpa, 3 ago. (PL) Educadores e outros membros da Frente Nacional contra o golpe de Estado em Honduras continuam hoje rendendo homenagem a dois professores que, denunciaram, foram assassinados por agentes da polícia.

Paralelamente, as organizações populares anunciaram o inicio dos preparativos de uma marcha nacional de resistência contra o governo de fato instaurado com o golpe militar de 28 de junho passado.

Os cadáveres dos professores Róger Vallejo e Martín Florencio Rivera Barrientos se encontram expostos na sede do Colégio dos Professores da Educação Média (COPEMH), do qual formaram parte.

Ao lugar acodem desde sábado passado centenas de pessoas para expressar sua solidaridade com os familiares das vítimas, repudiar a repressão desatada após a assomada golpista e exigir o restabelecimento do estado de dereito.

Vallejo murreu no sábado em consequência de um tiro na cabeça durante a repressão militar e policial a uma marcha pacífica nas aforas da capital na última quinta-feira.

Rivera Barrientos foi assassinado na madrugada de ontem com armas brancas, quando regressava a sua casa após assistir ao velório de Vallejo.

Familiares de Rivera Barrientos anunciaram seu enterro para esta segunda-feira, enquanto os de Vallejo aguardam pela chegada de dois de seus irmãos que residem na Suíça para dar-lhe sepultura.

El coordenador geral da Frente, Juan Barahona, informou a Prensa Latina que a jornada de hoje estará dedicada a render tributo aos dois professores, cujo assassinato atribuiu ao governo de fato.

Enquanto isso, os colégios do magistério e as demais organizações da Frente têm previsto iniciar nesta segunda-feira os preparativos da Marcha Nacional de Resistência Popular para demandar a restituição da ordem constitucional e do presidente Manuel Zelaya.

A decisão foi adotada numa assembleia dos dirigentes e das bases da Frente celebrada neste domingo no Sindicato dos Trabalhadores de Bebidas e Similares (STIBYS), sede das reuniões das forças populares.

O sacerdote católico Andrés Tamayo explicou durante um ato no lugar que com esse protesto se busca demonstrar ao regime a pujança do movimento popular.

Precisou que desde esta segunda-feira começarão os preparativos no nível das aldeias, comunidades, municípios e departamentos, com o propósito de iniciar a caminhada na  próxima quarta-feira em direção à capital e à cidade de San Pedro Sula.

O secretário geral da Federação dos Trabalhadores Israel Salinas submeteu a votação a proposta da marcha, a qual foi aprovada por aclamação pelos presentes, gritando consignas com os punhos em alto.

Devemos ser otimistas, estamos no caminho do triunfo e do regresso de Zelaya.  Logramos a unidade do povo e de nossas organizações nesta luta, sublinhou.

Raimundo Lopez é enviado especial de Prensa Latina

 


Assassinado outro professor em Honduras

Tegucigalpa, 2 Ago. ABN - Outro professor foi assassinado este domingo em Honduras, quando retornava a sua casa em Tegucigalpa, após assistir ao velório do docente Róger Vallejo, que faleceu neste sábado por causa de um tiro na cabeça que recebeu na quinta-feira passada durante uma manifestação contra o golpe de Estado.

Dirigentes dos grêmios do magistério identificaram a vítima como Martín Florencio Rivera Barrientos, assassinado com 25 punhaladas, de acordo com as primeiros informações obtidas, informou a agencia de noticias Prensa Latina.

O representante dessa organização sindical, Milton Bardales, afirmou que os únicos inimigos de Rivera Barrientos são o presidente do governo usurpador, Roberto Micheletti, e o chefe das forças armadas, general Romeo Vázquez, autores do golpe militar de 28 de junho passado.

'Trata-se de uma campanha de intimidação contra o magistério, o maior grêmio e o mais  organizado do país', expressou.

Sublinhou que, apesar da repressão e dos assassinatos, os golpistas não poderão deter a luta popular por resgatar o Estado de Direito e a restituição do presidente constitucional José Manuel Zelaya Rosales.

Bardales denunciou também maltratos a docentes e outras pessoas presas na quinta-feira e na sexta-feira passadas, nas cidades de Comayagua e Santa Rosa de Copán, durante a repressão a demonstrações populares antigolpistas.

Com a morte de Rivera Barrientos, já são cinco as pessoas assassinadas pelo governo usurpador.

A política de repressão instalou-se em Honduras desde o 28 de junho passado, data em que se instalou no poder um regime ditatorial encabeçado por Robeto Micheletti.

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticiais

 


HondurasMorre professor hondurenho por causa da repressão policial

Tegucigalpa, 1 ago. (PL) ─ Um professor hondurenho morreu hoje por causa das feridas sofridas na quinta-feira, quando as forças de segurança do regime de fato reprimiram uma manifestação pacífica nesta capital.

O professor do ensino médio Roger Vallejo, de 38 anos, recebeu um tiro na cabeça ao ser desalojado por efetivos policiais e militares que trataram de dispersar uma marcha contra os golpistas e pelo el retorno à institucionalidade.

"Faleceu de madrugada e vai ser velado na sede do Colégio dos Professores da Educação Média", declarou Juan Barahona, dirigente da Frente Nacional contra o Golpe de Estado.

Segundo se soube, o enterro se efetuará na terça-feira para esperar a chegada de familiares que vivem no exterior.

A repressão desta semana deixou como saldo mais de uma centena de feridos e detidos, entre eles mulheres e menores de idade, denunciou uma Missão Internacional de Solidariedade, Observação e Acompanhamento em Honduras.

As forças anti-motins utilizaram gases lacrimogêneos e balas de chumbo para atacar os manifestantes, disseram testemunhas.

Fonte: Prensa Latina

 


HondurasHonduras: Morreu professor ferido pela repressão policial

Tegucigalpa, 1 Ago. ABN.- O professor hondurenho que foi ferido à bala na cabeça na quinta-feira passada, quando militares e policiais se lançaram contra um protesto a favor do presidente legítimo José Manuel Zelaya Rosales, morreu neste sábado após permanecer em coma durante três dias. Esta é a quarta morte em consequência das persistentes agressões das forças de segurança contra o povo.

O anúncio foi feito por membros da família de Roger Abraham Vallejo e pelo sindicato dos docentes, que lembraram que ele foi a quarta vítima fatal desde o golpe de Estado de 28 de junho passado, informou o portal de notícias de Telesur.

O cidadão hondurenho, vítima da repressão militar que impera na nação, entrou em coma na quinta-feira passada após ser operado depois de receber em seu corpo o impacto de um projétil de alta potência durante uma manifestação levada a cabo numa estrada de acesso à capital hondurenha desde o norte.

Em 5 de julho passado também morreu por causa de um tiro na cabeça um jovem de 19 anos que participava de uma manifestação pacífica no aeroporto de Toncontín para esperar o retorno do presidente constitucional Manuel Zelaya.  O cidadão hondurenho de 38 anos foi atingido por uma bala disparada pela Polícia, quando, mediante o uso da força, militares e agentes policiais desalojavam um bloqueio de estrada da saída norte da capital, que se mantinha em rechaço ao governo usurpador, presidido por Roberto Michelleti.

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

 


HondurasHonduras: resistência ao golpe volta às ruas

Tegucigalpa, 31 jul. (PL) ─ Milhares de hondurenhos voltaram hoje às ruas desta capital para repudiar o golpe militar do passado 28 de junho e demandar a restituição da ordem constitucional, em que pese a violenta repressão de ontem.

Os membros da Frente Nacional contra o Golpe de Estado se concentraram essa manhã diante da Universidade Pedagógica Nacional e em seguida marcharam pelas avenidas centrais até o Parque Central da cidade.

Estão cansados? Têm medo?, perguntou à multidão, com alto-falantes, o dirigente do magistério Luis Sosa, e um potente coro lhe contestou que não, pouco antes de iniciar a caminhada.

A demonstração fez uma parada nas proximidades da Casa Presidencial, custodiada por um forte contingente de tropas do exército desde a madrugada da assomada militar.

Num ato no lugar, Xiomara Castro, primeira dama do presidente constitucional Manuel Zelaya, condenou a violenta repressão de ontem, pelo exército e pela polícia, de uma marcha pacífica, convocada pela Frente.

Não vamos nos render. É preciso continuar a resistência, com calma e paciência, mas com firmeza, porque a nossa é uma causa justa, disse Castro, aclamada pela multidão, que gritou em coro: Urge Mel, apelativo familiar de Zelaya.

Referindo-se ao general Romeo Vázquez, chefe das forças armadas, afirmou que não é com as armas que se governa, mas com o povo.

Em seguida, a manifestação se dirigiu ao setor histórico de Tegucigalpa, onde fizeram outro ato em frente à sede do Congresso, custodiado por tropas do exército e dos corpos especiais da polícia anti-motins.

Vários dirigentes ressaltaram en seus discursos que o governo de fato se equivocou em creer que, após a repressão de ontem em todo o país, a população ficaria em suas casas, aterrorizada.

Este povo jamais se colocará de joelhos, afirmou o coordenador geral da Frente, Juan Barahona.

Acrescentou que depois da recuperação da ordem constitucional e do presidente Zelaya, a luta prosseguirá até a convocação duma assembleia constituinte, que elabore uma carta magna na qual estejam garantidos os direitos do povo.

Barahona ratificou que as manifestações continuarão amanhã com um grande ato político-cultural no parque central da urbe.

Fonte: Prensa Latina

 

 


HondurasHonduras: protestos antigolpistas prosseguirão, apesar da repressão violenta

Tegucigalpa, 31 jul (PL) - As manifestações em favor do restabelecimento da ordem constitucional em Honduras continuarão hoje, em que pese a violenta repressão do exército, confirmaram a Prensa Latina líderes populares.

O coordenador geral da Frente Nacional contra o Golpe de Estado, Juan Barahona, afirmou que, nesta sexta-feira, os partidários do estado de direito se reunirão na Universidade Pedagógica Nacional para acordar as ações contra os golpistas.

Barahona foi preso ontem, durante a repressão das forças armadas contra uma marcha pacífica, nas aforas da capital, para reclamar a restituição do estado de direito e do presidente constitucional Manuel Zelaya.

Ele, que também é presidente da Federação Unitária dos Trabalhadores, disse sentir-se dolorido pelos agressões sofridas durante sua prisão, junto com quase uma centena de pessoas, mas que está com ânimo elevado para prosseguir a luta.

Barahona, junto com os demais presos, foi liberado depois que o advogado Rásel Tomé fez um recurso de amparo ante a Corte Suprema de Justiça.

Outro dos principais dirigentes da Frente, o candidato presidencial Carlos Humberto Reyes, ficou com fraturas em seu braço esquerdo e um ferimento que levou nove pontos na cabeça, lesões provocadas pela repressão.

Reyes repudiou a repressão e sublinhou que, apesar dela, a resistência popular prosseguirá até lograr a derrota dos golpistas.

La violenta repressão das forças armadas desatou uma onda de repúdio em amplos setores da sociedade hondurenha.

O sacerdote católico Andrés Tamayo denunciou que a brutalidade das tropas do exército e da polícia não respeitou mulheres, crianças e anciãos.

Bateram em tanta gente. Eles querem manter-se no poder na base da pura repressão.  Aqui já não há lei, sublinhou o religioso.

José Luis Baquedano, outro dirigente da Frente, denunciou haver sido brutalmente espancado pelos policiais, assim como o líder camponês Rafael Alegría.

Os ditadores, os tiranos, estão reprimindo o povo, num ato ditatorial cujo propósito é perpetuar-se no poder, sublinhou.

O povo não vai se render.  Seguiremos nesta luta, enfatizou.

Raimundo López é enviado especial de Prensa Latina



HondurasGreve nas Honduras leva Nike e Adidas a pedir regresso de Zelaya

Várias multinacionais escreveram uma carta a Hillary Clinton pedindo que se cumpram as resoluções internacionais que defendem o regresso de Zelaya. A Nike e a Adidas sub-alugam grande parte da sua produção a fábricas na américa central, e estão preocupadas com a baixa produção nas Honduras, devido à greve, ao recolher obrigatório e aos bloqueios de estrada.

"Consideramos necessário unirmo-nos ao apelo de restauração da democracia feito pelo presdiente dos EUA, pela Organziação de Estados Americanos, a Assembleia Geral das Nações Unidas e a União Europeia", sustentam a Nike, a Adidas, a Gap e a Knights Apparel, em carta enviada a Hillary Clinton, e noticiada no diário espanhol Publico.

Um porta-voz da Nike nega que a razão da carta tenha que ver com a baixa da produção: "A nossa empresa está é preocupada com os direitos dos trabalhadores. Estamos inquietos com a situação e a democracia nas Honduras". Mas é um facto que que desde o golpe de Estado de 28 de junho a produção nas Honduras, feita pelas denominadas "maquilas" - fábricas sub-alugadas pelas multinacionais e onde reina a precariedade com turnos de trabalho intensivos de 12 horas - baixou significativamente.

As razões para a perturbação na produção são várias: todas as quintas e sextas-feiras há greve em todo o país, o recolher obrigatório dificulta a chegada dos turnos da noite às fábricas (abertas 24 horas por dia), e os cortes de estrada dificultam o escoamento da produção ou a chegada de matérias primas.

A greve geral que ocorre dois dias em cada semana começou por não ter tanto efeito nas "maquilas" devido à enorme repressão que se faz sentir nestas fábricas, onde os trabalhadores, em precariedade extrema, são muitas vezes obrigados pelos patrões a participar em comícios pró-golpistas. No entanto, à medida que o tempo foi passando a greve começou também a ganhar força nas "maquilas".

Segundo a presidente da Federação Sindical dos Trabalhadores Democráticos das Honduras, as multinacionais ameaçaram cancelar pedidos e contratos com as "maquilas" nas próximas semanas.

As multinacionais podem ter um papel decisivo dada a sua influência no tecido empresarial hondurenho. A seu cargo indirecto estão 60 mil trabalhadores, facturando 3 mil milhões de dólares anualmente, em grande parte devido à sobre-exploração da mão de obra.

Entretanto, o presidente legítimo de Honduras, Manuel Zelaya, pediu aos Estados Unidos para embargar as contas bancárias que os golpistas detêm nesse país e para continuar a pressionar o regime de Roberto Micheletti. "Tudo o que eles roubam nas Honduras depositam em Miami, onde têm apartamentos, negócios e sociedades com bancos", acusou Zelaya.

30/7/2009

Fonte: Esquerda.Net


 
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