| Resistência em Honduras amplia ações pelo Estado de direito |
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| Internacional |
| PL e ABN |
| Qua, 12 de agosto de 2009 19:23 |
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Gabriela Guerra Rey México, 20 ago. (PL) ─ A deputada do partido Unificação Democrática (UD) de Honduras, Silvia Ayala, denunciou hoje aqui o incremento da repressão e da criminalização em seu país a mais de 50 dias do golpe de Estado perpetrado por forças de ultradireita. Fonte: Prensa Latina
Tegucigalpa, 19 ago. (PL) - O governo de fato em Honduras prepara novas detenções de opositores mediante processos judiciais "manipulados e causas inventadas", denunciou a Frente Nacional contra o Golpe de Estado, em comunicado difundido hoje. Neste momento 24 manifestantes antigolpistas são submetidos a juízo, mas aparte desses casos "a ditadura prepara novas detenções de dirigentes da Frente", através "de processos manipulados e causas inventadas", indica o texto das organizações sociais. Dos 24 presos políticos da ditadura, 11 se encontram em "condições infra-humanas" na Penitenciária Nacional Marco Aurelio Soto, alerta a mensagem. Esses companheiros, adverte o texto, exerciam seu direito à manifestação pacífica em 12 de agosto em Tegucigalpa; sem embargo, estão acusados de delitos como roubo, sedição e dano à propriedade privada e pública. A ciência certa, agrega, se desconhece mais quantos detidos ou processados há no país, pois em muitos casos os agentes policiais soem negar a existência de detidos. Esses fatos, alega, "são parte da guerra psicológica e judicial que a ditadura empreende para amedrontar o povo hondurenho" e conter a resistência popular, "no uso do legítimo direito constitucional à desobediência civil contra um governo usurpador". Pelo simples fato de reclamar de forma pacífica o retorno à ordem constitucional, muitos cidadãos receberam "espancamentos selvagens e torturas", insiste o comunicado. Na opinião da Frente, o Ministério Público atua em cumplicidade com essa estratégia repressiva, enquanto alguns juízes "se prestam para abrir expedientes e deixar no cárcere a humildes compatriotas". A Frente exige finalmente a imediata liberdade de todos os presos políticos por expressar-se contra os golpistas, a anulação dos juízos manipulados e o fim da repressão. Fonte: Prensa Latina Resistência em Honduras amplia ações pelo Estado de direito
Raimundo Lopez Tegucigalpa, 19 ago. (PL) - As forças populares de Honduras ampliarão hoje suas ações de protesto contra o golpe militar de junho passado e às marchas diárias somarão uma nova caravana de veículos. As duas demonstrações foram convocadas pela Frente Nacional contra o golpe de Estado, que destacou que se trata da jornada número 53 consecutiva em demanda da restituição da ordem constitucional. Raimundo Lopez é enviado especial de Prensa Latina
Managua, 19 Ago. ABN.- A diplomta Margarita Victoria Rodas Amaya foi nomeada embaixadora de Honduras na Nicarágua por decisão do presidente constitucional desse país José Manuel Zelaya, destacam nesta quarta-feira os meios de imprensa. Rodas Amaya substitui à frente da representação a Jorge Milla, embaixador que se declarou doente desde que se produziu o golpe de Estado contra Zelaya e que recentemente apareceu em Tegucigalpa. Milla acompanhou em seu país ao político liberal nicaragüense Francisco Aguirre Sacasa, durante una reunião com o cabecilha da assomada golpista, Roberto Micheletti. Rodas Amaya foi transferida da embaixada hondurenha em Londres a Manágua a raiz do golpe militar. A decisão de Zelaya foi comunicada ao chanceler nicaragüense Samuel Santos, através da ministra de Relações Exteriores Patricia Rodas. Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias
Raimundo López Tegucigalpa, 17 ago. (PL) ─ A Frente Nacional contra o golpe de Estado de Honduras voltou hoje às ruas desta capital, em demanda da restituição da ordem constitucional e do presidente Manuel Zelaya. Os dirigentes do movimento popular ratificaram que a luta por esses objetivos e a convocatória a uma assembleia constituinte se manterá pacificamente apesar da forte repressão das forças armadas e da polícia. Durante uma conferência de imprensa na rua, em frente à Universidade Pedagógica Nacional, exortaram a comunidade internacional a prosseguir o cerco aos que usurparam o poder mediante um golpe militar em 28 de junho passado. No comunicado número 22 da Frente, lído pelo secretário geral da Federação Unitária dos Trabalhadores (FUTH), Israel Salinas, se ressalta que a luta também prossegue no interior do país. Segundo o dirigente camponês Rafael Alegría, os golpistas estão conduzindo a nação a uma crise terrível, na qual já não remédios nos hospitais públicos por falta de fundos para adquiri-los. Rássel Tomé, advogado e dirigente das bases do Partido Liberal opostas ao golpe, anunciou que a Frente entregará à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) os expedientes de casos de detenções ilegais, maus tratos, torturas e assassinatos após a assomada. Alegría precisou que são milhares los hondurenhos cujos direitos mais elementares foram violados durante a repressão dos militares e da polícia contra as manifestações pacíficas, reclamando o Estado de Direito. O grupo da CIDH começou suas labores nesta segunda-feira nesta capital, posteriormente se deslocará ao interior para receber informes sobre violações aos direitos humanos e na sexta-feira próxima ─ adiantou ─ publicará um informe preliminar. Após a roda de imprensa, milhares de pessoas realizaram uma marcha por avenidas da capital até a sede da Organização de Estados Americanos (OEA), para ratificar ao organismo regional seu repúdio ao golpe militar. A manifestação passou neste meio-día a uns 300 metros da Casa Presidencial, cujos acessos foram bloqueados de imediato por tropas do exército. A esposa do presidente Manuel Zelaya, Xiomara Castro, se incorporou à manifestação e ressaltou para os jornalistas que após 51 dias de luta, o povo prossegue com a mesma firmeza, em que pese a repressão dos golpistas. Outros membros da família Zelaya se somaram ao protesto, como sua mãe, Hortensia Rosales, e uma de suas filhas, Hortensia, popularmente conhecida como a Pichu. O coordenador geral da Frente, o presidente da FUTH, Juan Barahona, sublinhou que as ações em demanda da restituição do Estado de Direito continuarão amanhã e por todos os dias necessários para a vitória do povo. Raimundo López é enviado especial de Prensa Latina
Raimundo López Tegucigalpa, 17 ago. (PL) ─ As organizações da Frente Nacional contra o golpe de Estado de Honduras ratificaram hoje que continuarão as ações de resistência pacífica para lograr a restituição da ordem constitucional. A decisão com esse objetivo foi adotada durante uma assembleia nacional celebrada ontem, anunciou o coordenador geral da Frente, o dirigente sindical Juan Barahona. Cinquenta dias de resistência e prosseguimos adiante, avançando para o triunfo do povo, afirmou Barahona a uma inflamada multidão reunida na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Bebidas e Similares. A demonstração desta segunda-feira coincidirá com o início dos trabalhos de uma delegação da Comissão de Direitos Humanos (CIDH), que se estenderão até a sexta-feira próxima. O dirigente camponês Rafael Alegría confirmou que uma representação da Frente se reunirá com a CIDH para entregar-lhe provas e documentação das violações a essas garantias, cometidas desde o início da assomada castrense. Barahona adiantou também que no domingo próximo será celebrado um grande ato político-cultural, com a participação de artistas nacionais e de outros países, entre eles o popular conjunto Los Guaraguao. O escritor Samuel Trigueros, um dos organizadores, precisou que o espetáculo se chamará "Vozes contra o golpe" e contará com artistas de Argentina, Costa Rica, Nicarágua, Venezuela e Honduras. Enquanto isso, a Federação das Organizações do Magistério (FOMH) informou que os professores retornarão às aulas segunda-feira, terça-feira e quarta-feira, e nos outros dias da semana voltarão a se incorporar às manifestações nas ruas. O dirigente Jaime Rodríguez afirmou que nas escolas os professores também levarão adiante uma campanha para explicar a estudantes e pais de família a necessidade de recuperar a ordem constitucional. O magistério se declarou em paralisação geral após o golpe militar e após semanas de protesto na resistência decidiu dar aulas nos três primeiros dias da semana, num esforço para evitar a perda do curso escolar, anunciaram. Raimundo López é enviado especial de Prensa Latina
Raimundo López Tegucigalpa, 15 ago. (PL) ─ La dura repressão dos corpos especiais antimotins e o vasto deslocamento militar em Honduras não puderam frear a resistência popular, destacaram dirigentes do movimento opositor. Membros da direção regional da Frente Nacional contra o golpe de Estado no norte do país confirmaram que a população voltará a sair às ruas em que pese a brutalidade dos antimotins contra os manifestantes ontem. A Frente convocou também nesta capital uma nova jornada contra o golpe de Estado do passado 28 de junho, frescas ainda os vestígios do ataque policial e do exército às marchas de terça-feira e quarta-feira passadas. Os corpos repressores agrediram ontem uma demonstração a favor do Estado de Direito na cidade de Choloma, sede das indústrias maquilas no país, e no caminho a Porto Cortés, o maior de Honduras. Um canal de televisão transmitiu à noite as imagens quando antimotins golpeavam com seus cacetetes a duas mulheres em Choloma, próxima a San Pedro Sula, a segunda urbe da nação, a 250 quilômetros ao norte da capital. Andavam como loucos por todo o município, tirando bombas (lacrimogêneas), assanhando-se com a gente, relatou o professor Gustavo Mejía à emissora Rádio Globo, de Tegucigalpa. Mejía assegurou que quanto mais o governo de fato reprime, mais forte é a resistência do povo. O presidente da Confederação de Patronatos de Honduras, Marcos Antonio Garay, expressou à emissora sua indignação pela brutalidade dos agentes policiais contra a populção inerme. "Aqui ninguém se rende. Até que se restitua a ordem constitucional, nos manteremos na resistência e estamos dispostos a ir às últimas consequências", afirmou. Garay confirmou que os opositores à assomada militar voltarão a se mobilizar neste sábado na cidade de La Lima, próxima também a San Pedro Sula. O coordenador geral da Frente, o dirigente sindical Juan Barahona, anunciou que na capital a resistência se congregará na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Bebidas e Similares (STIBYS). O dirigente indígena Salvador Zuñiga sublinhou num discurso ontem, ao terminar uma marcha nesta capital, que a resistência não se deterá apesar de viver momentos difíceis e destacou que mais cedo do que tarde se viverão dias de vitória. Raimundo López é enviado especial de Prensa Latina
Raimundo Lopez Tegucigalpa, 15 ago. (PL) ─ A Frente Nacional contra o golpe de Estado de Honduras rendeu hoje homenagem aos mártires da resistência pacífica contra o golpe militar de 28 de junho passado. Os membros da Frente, que aglutina as forças populares e partidos opostos ao governo de fato, se congregaram na saída sul do aeroporto internacional, onde foi assassinado Isis Obed Murillo em 5 de julho último. Numa pequena praça no lugar, renomeada pela resistência com o nome do jovem, os manifestantes realizaram um ato e uma cerimônia religiosa para homenagear as vítimas da repressão. Raimundo Lopez é enviado especial de Prensa Latina
Raimundo López Tegucigalpa, 13 ago. (PL) - A Frente Nacional contra o golpe de Estado em Honduras reafirmou hoje que continuará a luta pacífica até a recuperação do Estado de Direito em que pese a violenta repressão do exército e da polícia. Não nos deterão, sublinhou um breve comunicado da organização, ao confirmar que nesta quinta-feira voltarão a se concentrar diante da Universidade Pedagógica Nacional, cercada ontem por forças armadas. Uma delegação da Frente acudiu à noite ao programa Resistência, contratado na Rádio Globo, para confirmar a decisão de manter a mobilização popular até a recuperação da ordem constitucional, interrompida pela assomada militar do 28 de junho passado. O deputado do Partido de Unificação Democrática Tomás Andino e a dirigente indígena Berta Cáceres denunciaram a brutalidade da repressão e sublinharam que a resistência do povo não esmorecerá. O coordenador geral da Frente, o líder sindical Juan Barahona, qualificou de fascista o governo de fato e assegurou que a repressão do exército e da polícia antimotins é uma demonstração de desespero. Barahona insistiu na necessidade de continuar a resistência ativa, mas pacífica, ao ressaltar que a força do povo radica em sua moral e firmeza, após 46 jornadas consecutivas de oposição aos golpistas. Enquanto o povo estiver nas ruas, os golpistas não poderão governar. Em 46 dias os golpistas não puderam governar, o povo não permitiu, disse. As forças armadas e a polícia puseram em marcha ontem uma vasta operação contra manifestações pacíficas em Tegucigalpa e San Pedro Sula, 250 quilômetros ao norte, cujo saldo em feridos e detidos não se completou ainda. As tropas do exército cercaram a Universidade Pedagógica Nacional, onde os soldados penetraram, e cercaram a sede do Sindicato dos Trabalhadores em Bebidas e Similares (STIBYS). Em ambos os lugares recebem alimentação e albergue parte dos participantes na Marcha Nacional de Resistência Popular, chegados há dois dias de vários pontos do interior após uma caminhada iniciada no dia 5 passado. Segundo Barahona, muitos moradores da capital brindaram voluntariamente locais ou seus lares para albergar essas pessoas, em sua maioria dos estratos humildes da sociedade. Raimundo López é enviado especial de Prensa Latina
Polícia atacou manifestação antigolpista na capital de Honduras
Tegucigalpa, 12 ago. (PL) - Forças antimotins de Honduras atacaram hoje uma manifestação da resistência antigolpista no centro da capital, com saldo ainda desconhecido de feridos e detidos. Entre os presos se encontra o deputado Marvin Ponce, do Partido Unificação Democrática, que foi barbaramente espancado, denunciou a Prensa Latina o dirigente camponês Rafael Alegría. Fonte: Prensa Latina
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