Resistência em Honduras amplia ações pelo Estado de direito PDF Imprimir E-mail
Internacional
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Qua, 12 de agosto de 2009 19:23


OndurasRepressão em Honduras cresce, diz deputada da resistência

Gabriela Guerra Rey

México, 20 ago. (PL) ─ A deputada do partido Unificação Democrática (UD) de Honduras, Silvia Ayala, denunciou hoje aqui o incremento da repressão e da criminalização em seu país a mais de 50 dias do golpe de Estado perpetrado por forças de ultradireita.

Em exclusiva para Prensa Latina, a funcionária, participante do Fórum de São Paulo que se celebra na capital mexicana, destacou que todas as ações do governo de fato de Roberto Micheletti têm como objetivo garantir sua estadia no poder e evitar a volta do presidente legítimo, Manuel Zelaya.

Enquanto isso, agregou, se agudiza a luta da frente de resistência contra o golpe, que incorporou novos atores, intelectuais, escritores, artistas.

Entre as estratégias se constituiu a frente dos advogados na resistência, equipe de profissionais do direito que em todo o país está assumindo gratuitamente a defesa dos processados criminalmente por sua participação nas manifestações pacíficas.

Do mesmo modo, destacou Ayala, estamos assumindo a defesa e a assessoria jurídica dos que foram despedidos de seus centros de trabalho por estar vinculados com os protestos.

Os advogados trabalham, ademais, na documentação de todas as ações consideradas crimes de lesa humanidade e das violações dos direitos humanos por parte das forças militares no comando do governo ilegítimo, que no passado 28 de junho tirou Zelaya de sua casa e de seu posto e se instaurou inconstitucionalmente.

Entre as ações que previstas, a representante de UD explicou a esta agência a preparação de um exercício em San Pedro Sula, a segunda cidade de importância, após Tegucigalpa, para impor uma denúncia criminal contra o chefe da polícia da zona norte-ocidental, responsabilizando-o diretamente por delitos e violações contra centenas de manifestantes.

A deputada rechaçou a manobra dos meios de comunicação da ultradireita que asseguram que ela e o secretário geral do partido, Martín Pineda, estão no México para pedir asilo político, e além disso denunciou que a perseguição seletiva contra organizações e seu partido político se agudizaram.

Agora, comentou, nos acusam, assim igual que ao mandatário legitimo, de receber financiamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

O objetivo disso é, segundo a deputada, gerar uma reação adversa e de temor por parte da população, assim como justificar ações contra o partido e sua direção.

A representante hondurenha das marchas pacifistas comentou igualmente sobre as audiências desenvolvidas esta semana pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, nas quais fpram recebidos os atores políticos e sociais, assim como a imprensa afetada pela repressão. Esperamos que o informe final desse encontro sirva para documentar todas as violações, que sejam a pauta para proceder contra os golpistas diante da corte penal internacional, pelos crimes de lesa humanidade que estão cometendo em nosso país, destacou durante a entrevista.

Sem embargo, considerou que o mais importante de tudo é que a vontade e o desejo de luta dos hondurenhos se mantém e a cada dia se somam mais atores para exigir justiça num país onde a democracia é posta de lado pela criminalização.

Fonte: Prensa Latina



HondurasPrisões e processos judiciais arbitrários em Honduras

Tegucigalpa, 19 ago. (PL) - O governo de fato em Honduras prepara novas detenções de opositores mediante processos judiciais "manipulados e causas inventadas", denunciou a Frente Nacional contra o Golpe de Estado, em comunicado difundido hoje.

Neste momento 24 manifestantes antigolpistas são submetidos a juízo, mas aparte desses casos "a ditadura prepara novas detenções de dirigentes da Frente", através "de processos manipulados e causas inventadas", indica o texto das organizações sociais.

Dos 24 presos políticos da ditadura, 11 se encontram em "condições infra-humanas" na Penitenciária Nacional Marco Aurelio Soto, alerta a mensagem.

Esses companheiros, adverte o texto, exerciam seu direito à manifestação pacífica em 12 de agosto em Tegucigalpa; sem embargo, estão acusados de delitos como roubo, sedição e dano à propriedade privada e pública.

A ciência certa, agrega, se desconhece mais quantos detidos ou processados há no país, pois em muitos casos os agentes policiais soem negar a existência de detidos.

Esses fatos, alega, "são parte da guerra psicológica e judicial que a ditadura empreende para amedrontar o povo hondurenho" e conter a resistência popular, "no uso do legítimo direito constitucional à desobediência civil contra um governo usurpador".

Pelo simples fato de reclamar de forma pacífica o retorno à ordem constitucional, muitos cidadãos receberam "espancamentos selvagens e torturas", insiste o comunicado.

Na opinião da Frente, o Ministério Público atua em cumplicidade com essa estratégia repressiva, enquanto alguns juízes "se prestam para abrir expedientes e deixar no cárcere a humildes compatriotas".

A Frente exige finalmente a imediata liberdade de todos os presos políticos por expressar-se contra os golpistas, a anulação dos juízos manipulados e o fim da repressão.

Fonte: Prensa Latina



HondurasResistência em Honduras amplia ações pelo Estado de direito

Raimundo Lopez

Tegucigalpa, 19 ago. (PL) - As forças populares de Honduras ampliarão hoje suas ações de protesto contra o golpe militar de junho passado e às marchas diárias somarão uma nova caravana de veículos.

As duas demonstrações foram convocadas pela Frente Nacional contra o golpe de Estado, que destacou que se trata da jornada número 53 consecutiva em demanda da restituição da ordem constitucional.

Os golpistas estão desmoralizados pela longa luta pacífica do povo, cuja vitória está se aproximando, afirmou ontem o coordenador geral da Frente, o líder sindical Juan Barahona.

Os membros da Frente se reunirão a partir das 08h00 na Universidade Pedagógica Nacional, onde a direção colegiada decide as atividades da jornada, que inclui uma caravana de veículos na tarde.

O ponto de encontro desta última é uma zona próxima à Universidade Nacional Autônoma conhecida como Planeta Zipango, de onde partiu à noite uma demonstração similar contra a assomada castrense que depôs Manuel Zelaya.

Na jornada desta terça-feira os opositores ao governo de fato fizeram um plantão diante da Corte Suprema de Justiça para demandar a liberdade de 24 membros da resistência que consideram prisioneiros políticos.

Justiça, justiça, clamaram os manifestantes em frente ao enorme edifício da instituição, fortemente custodiado por tropas do exército e dos corpos especiais antimotins conhecidos como Cobras.

A demonstração coincidiu com uma audiência judicial para a apresentação dos cargos pelos supostos delitos dessas pessoas, que continuará hoje após um recurso de recusa da defesa contra os fiscais.

Nossos companheiros não cometeram nenhum delito, os que deveriam estar presos são os golpistas, que violaram a constituição, afirmou Barahona, presidente da Federação Unitária dos Trabalhadores.

Agregou que a presença de vários milhares de pessoas do Aldo de fora da Corte é um gesto solidário que demonstra que os detidos não estão sozinhos.

Os protestos populares coincidem com a presença no país de uma delegação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) que recolhe testemunhos sobre as violações a essas garantias depois do golpe.

Raimundo Lopez é enviado especial de Prensa Latina



Presidente Zelaya designa nova embaixadora na Nicarágua

Managua, 19 Ago. ABN.- A diplomta Margarita Victoria Rodas Amaya foi nomeada embaixadora de Honduras na Nicarágua por decisão do presidente constitucional desse país José Manuel Zelaya, destacam nesta quarta-feira os meios de imprensa.

Rodas Amaya substitui à frente da representação a Jorge Milla, embaixador que se declarou doente desde que se produziu o golpe de Estado contra Zelaya e que recentemente apareceu em Tegucigalpa.

Milla acompanhou em seu país ao político liberal nicaragüense Francisco Aguirre Sacasa, durante una reunião com o cabecilha da assomada golpista, Roberto Micheletti.

Rodas Amaya foi transferida da embaixada hondurenha em Londres a Manágua a raiz do golpe militar.

A decisão de Zelaya foi comunicada ao chanceler nicaragüense Samuel Santos, através da ministra de Relações Exteriores Patricia Rodas.

Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias

 


HondurasContinua nas ruas resistência antigolpista em Honduras

Raimundo López

Tegucigalpa, 17 ago. (PL) ─ A Frente Nacional contra o golpe de Estado de Honduras voltou hoje às ruas desta capital, em demanda da restituição da ordem constitucional e do presidente Manuel Zelaya.

Os dirigentes do movimento popular ratificaram que a luta por esses objetivos e a convocatória a uma assembleia constituinte se manterá pacificamente apesar da forte repressão das forças armadas e da polícia.

Durante uma conferência de imprensa na rua, em frente à Universidade Pedagógica Nacional, exortaram a comunidade internacional a prosseguir o cerco aos que usurparam o poder mediante um golpe militar em 28 de junho passado.

No comunicado número 22 da Frente, lído pelo secretário geral da Federação Unitária dos Trabalhadores (FUTH), Israel Salinas, se ressalta que a luta também prossegue no interior do país.

Segundo o dirigente camponês Rafael Alegría, os golpistas estão conduzindo a nação a uma crise terrível, na qual já não remédios nos hospitais públicos por falta de fundos para adquiri-los.

Rássel Tomé, advogado e dirigente das bases do Partido Liberal opostas ao golpe, anunciou que a Frente entregará à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) os expedientes de casos de detenções ilegais, maus tratos, torturas e assassinatos após a assomada.

Alegría precisou que são milhares los hondurenhos cujos direitos mais elementares foram violados durante a repressão dos militares e da polícia contra as manifestações pacíficas, reclamando o Estado de Direito.

O grupo da CIDH começou suas labores nesta segunda-feira nesta capital, posteriormente se deslocará ao interior para receber informes sobre violações aos direitos humanos e na sexta-feira próxima ─ adiantou ─ publicará um informe preliminar.

Após a roda de imprensa, milhares de pessoas realizaram uma marcha por avenidas da capital até a sede da Organização de Estados Americanos (OEA), para ratificar ao organismo regional seu repúdio ao golpe militar.

A manifestação passou neste meio-día a uns 300 metros da Casa Presidencial, cujos acessos foram bloqueados de imediato por tropas do exército.

A esposa do presidente Manuel Zelaya, Xiomara Castro, se incorporou à manifestação e ressaltou para os jornalistas que após 51 dias de luta, o povo prossegue com a mesma firmeza, em que pese a repressão dos golpistas.

Outros membros da família Zelaya se somaram ao protesto, como sua mãe, Hortensia Rosales, e uma de suas filhas, Hortensia, popularmente conhecida como a Pichu.

O coordenador geral da Frente, o presidente da FUTH, Juan Barahona, sublinhou que as ações em demanda da restituição do Estado de Direito continuarão amanhã e por todos os dias necessários para a vitória do povo.

Raimundo López é enviado especial de Prensa Latina

 


HondurasForças populares na jornada 52 contra o golpe militar em Honduras

Raimundo López

Tegucigalpa, 17 ago. (PL) ─ As organizações da Frente Nacional contra o golpe de Estado de Honduras ratificaram hoje que continuarão as ações de resistência pacífica para lograr a restituição da ordem constitucional.

A decisão com esse objetivo foi adotada durante uma assembleia nacional celebrada ontem, anunciou o coordenador geral da Frente, o dirigente sindical Juan Barahona.

Cinquenta dias de resistência e prosseguimos adiante, avançando para o triunfo do povo, afirmou Barahona a uma inflamada multidão reunida na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Bebidas e Similares.

A demonstração desta segunda-feira coincidirá com o início dos trabalhos de uma delegação da Comissão de Direitos Humanos (CIDH), que se estenderão até a sexta-feira próxima.

O dirigente camponês Rafael Alegría confirmou que uma representação da Frente se reunirá com a CIDH para entregar-lhe provas e documentação das violações a essas garantias, cometidas desde o início da assomada castrense.

Barahona adiantou também que no domingo próximo será celebrado um grande ato político-cultural, com a participação de artistas nacionais e de outros países, entre eles o popular conjunto Los Guaraguao.

O escritor Samuel Trigueros, um dos organizadores, precisou que o espetáculo se chamará "Vozes contra o golpe" e contará com artistas de Argentina, Costa Rica, Nicarágua, Venezuela e Honduras.

Enquanto isso, a Federação das Organizações do Magistério (FOMH) informou que os professores retornarão às aulas segunda-feira, terça-feira e quarta-feira, e nos outros dias da semana voltarão a se incorporar às manifestações nas ruas.

O dirigente Jaime Rodríguez afirmou que nas escolas os professores também levarão adiante uma campanha para explicar a estudantes e pais de família a necessidade de recuperar a ordem constitucional.

O magistério se declarou em paralisação geral após o golpe militar e após semanas de protesto na resistência decidiu dar aulas nos três primeiros dias da semana, num esforço para evitar a perda do curso escolar, anunciaram.

Raimundo López é enviado especial de Prensa Latina



HondurasResistência prossegue na capital e no interior de Honduras

Raimundo López

Tegucigalpa, 15 ago. (PL) ─ La dura repressão dos corpos especiais antimotins e o vasto deslocamento militar em Honduras não puderam frear a resistência popular, destacaram dirigentes do movimento opositor.

Membros da direção regional da Frente Nacional contra o golpe de Estado no norte do país confirmaram que a população voltará a sair às ruas em que pese a brutalidade dos antimotins contra os manifestantes ontem.

A Frente convocou também nesta capital uma nova jornada contra o golpe de Estado do passado 28 de junho, frescas ainda os vestígios do ataque policial e do exército às marchas de terça-feira e quarta-feira passadas.

Os corpos repressores agrediram ontem uma demonstração a favor do Estado de Direito na cidade de Choloma, sede das indústrias maquilas no país, e no caminho a Porto Cortés, o maior de Honduras.

Um canal de televisão transmitiu à noite as imagens quando antimotins golpeavam com seus cacetetes a duas mulheres em Choloma, próxima a San Pedro Sula, a segunda urbe da nação, a 250 quilômetros ao norte da capital.

Andavam como loucos por todo o município, tirando bombas (lacrimogêneas), assanhando-se com a gente, relatou o professor Gustavo Mejía à emissora Rádio Globo, de Tegucigalpa.

Mejía assegurou que quanto mais o governo de fato reprime, mais forte é a resistência do povo.

O presidente da Confederação de Patronatos de Honduras, Marcos Antonio Garay, expressou à emissora sua indignação pela brutalidade dos agentes policiais contra a populção inerme.
Garay apontou que a constante repressão pretende, sem lográ-lo, atemorizar e desmobilizar a resistência da população organizada na Frente Nacional.

"Aqui ninguém se rende. Até que se restitua a ordem constitucional, nos manteremos na resistência e estamos dispostos a ir às últimas consequências", afirmou.

Garay confirmou que os opositores à assomada militar voltarão a se mobilizar neste sábado na cidade de La Lima, próxima também a San Pedro Sula.

O coordenador geral da Frente, o dirigente sindical Juan Barahona, anunciou que na capital a resistência se congregará na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Bebidas e Similares (STIBYS).

O dirigente indígena Salvador Zuñiga sublinhou num discurso ontem, ao terminar uma marcha nesta capital, que a resistência não se deterá apesar de viver momentos difíceis e destacou que mais cedo do que tarde se viverão dias de vitória.

Raimundo López é enviado especial de Prensa Latina



Rendem homenagem a mártires da resistência antigolpista em Honduras

Raimundo Lopez

Tegucigalpa, 15 ago. (PL) ─ A Frente Nacional contra o golpe de Estado de Honduras rendeu hoje homenagem aos mártires da resistência pacífica contra o golpe militar de 28 de junho passado.

Os membros da Frente, que aglutina as forças populares e partidos opostos ao governo de fato, se congregaram na saída sul do aeroporto internacional, onde foi assassinado Isis Obed Murillo em 5 de julho último.

Numa pequena praça no lugar, renomeada pela resistência com o nome do jovem, os manifestantes realizaram um ato e uma cerimônia religiosa para homenagear as vítimas da repressão.

O sacerdote católico Andrés Tamayo disse que é um lugar maldito porque as forças do mal derramaram sangue inocente, mas ao mesmo tempo um sitio bendito, porque o exemplo de Murillo inspira valor para seguir a luta.

"Conosco está a paz e a justiça, onde está Deus; com eles, os golpistas e os de branco (partidários da assomada), estão as armas, a morte e o Diabo", afirmou.

O pastor evangélico Víctor Cortés assegurou que a repressão e as mortes provocadas pelas forças armadas e pela polícia não debilitarão a resistência pacífica em reclamo da restituição da ordem constitucional.

"Sangue de mártir, semente de liberdade", bradou em coro a multidão após dedicar um minuto de silencia e de aplausos a Murillo e aos outros membros da Frente assassinados durante a repressão às manifestações populares.

Vários milhares de pessoas se concentraram na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Bebidas e Similares (STIBYS) e depois marcharam pelos bairros populares em seu caminho ao aeroporto.

Fizeram uma parada em frente ao jornal La Tribuna, para repudiar o apoio de seu proprietário, o ex-presidente liberal Carlos Flores Facussé (1998-2002) à assomada militar que depôs seu copartidário Manuel Zelaya.

O coordenador da Frente, o líder sindical Juan Barahona, num discurso na Praça Isis Obed Murillo sublinhou que a luta prosseguirá até lograr a restituição de Zelaya e depois por uma assembleia constituinte.

"Quarenta e nove dias de resistência e vamos prosseguir, até lograr uma Honduras justa e digna, com oportunidades para todos e não só para uma minúscula oligarquia que nos oprime", afirmou.

Barahona anunciou para amanhã uma assembleia nacional das organizações da Frente na sede do STIBYS.

Murillo foi abatido em 5 de julho passado quando centenas de milhares de pessoas acudiram ao aeroporto internacional de Toncontín para receber Zelaya, mas a aterrissagem do avião que o conduzia foi impedida pelas forças armadas, que bloquearam a pista com vários veículos.

Raimundo Lopez é enviado especial de Prensa Latina



Luta continua apesar da repressão, afirmam antigolpistas em Honduras

Raimundo López

Tegucigalpa, 13 ago. (PL) - A Frente Nacional contra o golpe de Estado em Honduras reafirmou hoje que continuará a luta pacífica até a recuperação do Estado de Direito em que pese a violenta repressão do exército e da polícia.

Não nos deterão, sublinhou um breve comunicado da organização, ao confirmar que nesta quinta-feira voltarão a se concentrar diante da Universidade Pedagógica Nacional, cercada ontem por forças armadas.

Uma delegação da Frente acudiu à noite ao programa Resistência, contratado na Rádio Globo, para confirmar a decisão de manter a mobilização popular até a recuperação da ordem constitucional, interrompida pela assomada militar do 28 de junho passado.

O deputado do Partido de Unificação Democrática Tomás Andino e a dirigente indígena Berta Cáceres denunciaram a brutalidade da repressão e sublinharam que a resistência do povo não esmorecerá.

O coordenador geral da Frente, o líder sindical Juan Barahona, qualificou de fascista o governo de fato e assegurou que a repressão do exército e da polícia antimotins é uma demonstração de desespero.

Barahona insistiu na necessidade de continuar a resistência ativa, mas pacífica, ao ressaltar que a força do povo radica em sua moral e firmeza, após 46 jornadas consecutivas de oposição aos golpistas.

Enquanto o povo estiver nas ruas, os golpistas não poderão governar.  Em 46 dias os golpistas não puderam governar, o povo não permitiu, disse.

As forças armadas e a polícia puseram em marcha ontem uma vasta operação contra manifestações pacíficas em Tegucigalpa e San Pedro Sula, 250 quilômetros ao norte, cujo saldo em feridos e detidos não se completou ainda.

As tropas do exército cercaram a Universidade Pedagógica Nacional, onde os soldados penetraram, e cercaram a sede do Sindicato dos Trabalhadores em Bebidas e Similares (STIBYS).

Em ambos os lugares recebem alimentação e albergue parte dos participantes na Marcha Nacional de Resistência Popular, chegados há dois dias de vários pontos do interior após uma caminhada iniciada no dia 5 passado.

Segundo Barahona, muitos moradores da capital brindaram voluntariamente locais ou seus lares para albergar essas pessoas, em sua maioria dos estratos humildes da sociedade.

Raimundo López é  enviado especial de Prensa Latina


 


HondurasPolícia atacou manifestação antigolpista na capital de Honduras

Tegucigalpa, 12 ago. (PL) - Forças antimotins de Honduras atacaram hoje uma manifestação da resistência antigolpista no centro da capital, com saldo ainda desconhecido de feridos e detidos.

Entre os presos se encontra o deputado Marvin Ponce, do Partido Unificação Democrática, que foi barbaramente espancado, denunciou a Prensa Latina o dirigente camponês Rafael Alegría.

Os incidentes se aconteceram ao redor das 13h30 nas proximidades do Congresso, numa estreita rua onde chegara o grupo de frente de uma marcha de milhares de pessoas para exigir a restituição do estado de direito.

As tropas antimotins saíram da parte de baixo do palácio legislativo e lançaram granadas de gases lacrimogêneos contra a multidão, que correu para o parque central e para as ruelas do centro histórico da cidade.

Grupos de jovens retornaram depois e durante uma meia hora estiveram jogando pedras nos policiais aos gritos de assassinos, golpistas e frases mais duras.

Os agentes avançaram contra os manifestantes e lançaram grande quantidade de granadas lacrimogêneas, duas das quais caíram no monumento ao prócer nacional Francisco Morazán.

Grupos de jovens exaltados jogaram pedras contra alguns das lojas do parque central, todos elas fechadas desde cedo.

Centenas de manifestantes se deslocaram em grupos pelas ruas do centro e num deles Alegría, da coordenação da Frente Nacional contra o golpe de Estado, os orientou a  tratar de chegar na Universidade Pedagógica Nacional.

Grupos de antimotins se aproximaram dessas pessoas, que se dispersaram apressadas, e se observou também a duplas de moto, armadas de metralhadoras, patrulhar as zonas e perseguir os manifestantes.

A manifestação partiu depois das 11h00 da Pedagógica e marchou sem incidentes rumo à Casa Presidencial, onde fizeram pararam e os líderes do movimento exortaram a manter a calma e o caráter pacífico do protesto.

Os antimotins dispersaram no final da tarde de ontem manifestantes em torno à Universidade Pedagógica, de onde lançaram numerosas granadas de gases lacrimogêneos.

No clima de tensão reinante na capital, no meio da tarde se desconhecia o paradeiro de vários dirigentes da Frente, cuja última orientação fora regressar à Pedagógica, segundo explicou Alegría.

Fonte: Prensa Latina

 

 
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