| Honduras sob estado de sitio |
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| Internacional |
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| Seg, 21 de setembro de 2009 17:23 |
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Raimundo Lopez Tegucigalpa, 28 set. (PL) ─ A Frente Nacional contra o golpe de Estado de Honduras realizou hoje uma marcha na capital apesar do cerco policial e da suspensão das garantias constitucionais pelo governo de fato. Os membros da resistência partiram em fileiras da frente da Universidade Pedagógica Nacional (UPN) e em seguida caminharam por um das pistas do Bulevar das Forças Armadas, uma das principais vias da cidade. Pouco depois das 13h, hora local, o dirigente camponês Rafael Alegría negociou com os oficiais da polícia, que o autorizaram a deslocar-se em fila indiana com destino a uma sede sindical. Uh! o fizemos, exclamou uma mulher banhada em suor, a poucos metros de um reforçado contingente de antimotins, ao concluir o recorrido de uns três quilômetros até a sede do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Bebidas e Similares (STIBYS). Uns cinco mil manifestantes fizeram um plantão desde cedo em frente à UPN, cercados por dois fornidos cordões de policiais dos dois lados da via, para impedir-lhes a passagem. O regime de fato, que proibira à noite as manifestaciones públicas, autorizou as forças armadas e a polícia a dispersá-las, além de fechar os meios de imprensa que acusam de chamar à insurreição. Durante o plantão, os manifestantes gritaram em coro consignas contra o golpe militar de 28 de junho passado e sobre suas demandas: restituição da ordem constitucional e do presidente Manuel Zelaya e convocação de uma constituinte. Mel, amigo, o povo está contigo, e Mel, aguenta, que o povo se levanta, cantaram, apelando ao apodo familiar de Zelaya. O estadista regressou de surpresa ao país no dia 21 passado e pediu proteção à embaixada do Brasil, onde se encontra cercado por tropas do exército e da polícia antimotins. Os manifestantes também retiraram o sapato fizeram um gesto como se dessem "uma sapatada" no presidente de fato, Roberto Micheletti, e no chefe das forças armadas, general Romeo Vázquez Velásquez. Muitas pessoas taparam a boca com fita adesiva, na qual escreveram a frase Não falar, em repúdio ao fechamento, nesta madrugada, pelos militares, d emissora Rádio Globo e do canal 36 da televisão, os dois meios da capital com cobertura dos protestos populares. Num comunicado, a Frente ratificou que manterá a luta nas ruas até a derrota da ditadura militar e da oligarquia que controla a riqueza da nação. Do STIBYS, os membros da Frente têm previsto assistir esta tarde ao enterro da joven Wendy Ávila, que faleceu por causa da sobreexposição aos gases lacrimogêneos durante a repressão policial da terça-feira última. Raimundo Lopez é enviado especial de Prensa Latina
Tegucigalpa, 28 set. (PL) ─ Mais de 200 efetivos policiais impedem aqui uma marcha antigolpista nas proximidades da Universidade Pedagógica, enquanto operativos similares têm lugar hoje em outras cidades hondurenhas, denunciou o movimento de resistência popular. O desiocamento militar contra os manifestantes reunidos nas proximidades da sede universitária inclui o emprego de helicóptero e veículo antidistúrbios com bomba de água; numa situação cada vez mais tensa pela supressão das liberdades constitucionais ditada pelo regime de fato. Apesar da intimidação dos uniformizados, centenas de manifestantes permanecem no lugar, com a orientação de manter uma atitude pacífica como reitera a Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado. O dirigente camponês Rafael Alegría, um dos coordenadores da Frente, explicou aos repórteres que represálias semelhantes acontecem em outros pontos do território nacional. "Está acontecendo a mesma coisa em todo o país, está se impedindo às pessoas que saiam a manifestar-se", indicou Alegría, que também confirmou que os presentes na Universidade Pedagógica "não se moverão" porque "este tem sido o ponto de partida das marchas da resistência". Em sinal de protesto, vários manifestantes colocaram fitas adesivas em suas bocas, em alusão ao fechamento, nesta segunda-feira, do Canal 36 de televisão (Cholusat Sur) e da emissora Rádio Globo, cujas transmissões informam com objetividade os acontecimentos relacionados com o golpe militar e a repressão ordenada pelo regime de fato. Nesse fim de semana, o governo ilegal de Roberto Micheletti suspendeu por 45 dias as garantias constitucionais, mediante um decreto que cerceia as liberdades de locomoção e expressão, proíbe as reuniões públicas, dita o fechamento de meios de imprensa opositores e autoriza a detenção arbitrária de pessoas. O presidente Zelaya, que regressou ao país na segunda-feira da semana anterior e permanece na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, chamou a comunidade internacional a "atuar imediatamente" para evitar um magnicídio e o recrudescimento da repressão contra o povo. "Silenciaram as únicas vozes que o povo hondurenho tinha, estão matando nosso espírito de forma cruel e desumana", disse o mandatário assim que se conheceu o fechamento do Canal 36 e da Rádio Globo. Fonte: Prensa Latina
Ontem, quando cheguei a Tegucigalpa, estavam velando no sindicato STBYS o corpo de uma jovem companheira que morreu de asfixia devido aos gases lançados pelo exército contra um protesto. Esse sindicato é um dos que têm colocado toda sua estrutura e militância à disposição da luta pelo retorno de Manuel Zelaya à presidência. Mais de 500 pessoas participavam do ato, no qual também estava presente grande parte da direção da luta contra o golpe. Pelo que pude ver, não parece que esse novo assassinato vá mudar a orientação do exército. O domingo trouxe outras notícias importantes, que saíram em todos os veículos de imprensa. A extradição, ainda do aeroporto, de uma delegação da OEA, foi justificada pelo chanceler, numa entrevista coletiva, como não sendo o momento apropriado para sua presença. E o prazo de 10 dias imposto a todas as representações diplomáticas estrangeiras para que reconheçam o governo golpista, em particular a do Brasil, a qual se pede também que se explicite o que será feito com Zelaya. Mas, sem dúvida, a notícia mais importante e que traz preocupação à resistência é a implantação do Estado de sítio, que suspende as garantias constitucionais por 45 dias, entre elas, o direito de reunião e o fechamento da rádio Globo e do Canal 36, que são independentes do governo e têm transmitido as notícias da resistência. Foi um passo que, até então, o governo não havia dado e que agora lhe permitirá agir de forma mais enérgica contra as manifestações. Por isso mesmo, esta segunda-feira passa a ser um dia importante, já que estava convocada uma nova marcha que transcorreria pela manhã. A mobilização vem crescendo, enquanto que as convocadas pela ditadura - chamadas pelo povo de "marchas dos perfumados" - vêm perdendo força, até desaparecerem das ruas. É um grande feito da resistência ter triunfado nas ruas e seguir crescendo. O 15 de Setembro significou um salto ao reunir dezenas de milhares de pessoas, enquanto o regime ficou apenas com um desfile militar. A pergunta que muitos fazem é por que a ditadura tomou essas medidas agora. Parece que com elas, está usando seus últimos cartuchos para fechar o cerco contra a resistência. Agora, a mobilização está frente ao desafio de superar o Estado de sítio. Se conseguir, mostrará uma nova fragilidade dos golpistas, e abrirá de forma mais nítida e aberta a batalha final por sua derrocada. Tudo indica que há condições para fazê-lo, é isso que dá a entender. O que é certo é que tudo se acelera. O regime tem outro problema que se soma à resistência e ao isolamento internacional: sua situação econômica se deteriora. Por esses dias, terá que pagar os salários dos funcionários públicos e não conta com verba para tal, ao mesmo tempo, a economia dá sinais de colapso. E é isso que pode explicar as últimas que tem tomado." Segunda-feira, 28 de setembro de 2009. Pedro Fuentes - Secretário de Relações Internacionais do PSol.
O presidente constitucional de Honduras Manuel Zelaya manifestou o temor de que nas próximas horas as tropas golpistas assaltem a sede da embaixada do Brasil em Tegucigalpa, razão pela qual pediu que a comunidade internacional atue com diligência.
Tegucigalpa, 28 set. (PL) - Honduras amanheceu hoje sob estado de sitio após a decisão do regime de fato de suspender por 45 dias as garantias e liberdades individuais e silenciar os meios de difusão opositores. Amparada nessa disposição, a ditadura de Roberto Micheletti ocupou nesta madrugada a Rádio Globo e apreendeu os materiais e equipamentos da emissora, localizada no central bulevar Morazán. "Uns vinte policiais antimotins e militares tomaram o edifício onde se encontra a estação, por volta das cinco da manhã, e a tiraram do ar", declarou à imprensa um jornalista. O canal 36 da televisão, que, assim como a Rádio Globo, denunciou o golpe de Estado, está cercado por militares e seu sinal foi interrompido "Esse canal tem sido uma pedra no sapato para Micheletti e por isso, o fecharam", denunciou seu diretor, Amado López. O regime de fato fechou os meios de imprensa depois de editar na véspera um decreto que proíbe a livre manifestação do pensamento, o direito de associação e de reunião e a liberdade de locomoção, entre outras garantias. Num editorial intitulado "Ditadura sem disfarce", o jornal Tiempo adverte hoje que com essas medidas os usurpadores do poder pretendem manter Honduras e o povo hondurenho sequestrados, mediante o uso e o abuso das armas do Estado e da manipulação das leis. Apesar das disposições do regime, o povo continuará se manifestando nas ruas a favor da restituição da ordem institucional, advertiu Juan Barahona, líder da Frente Nacional contra o Golpe de Estado. Fonte: Prensa Latina
Tegucigalpa, 27 set. (PL) ─ A Frente Nacional contra o golpe de Estado em Honduras acordou hoje manter a luta pela restituição da ordem constitucional e do presidente Manuel Zelayaem seu cargo, até derrotar o governo de fato. O coordenador geral da Frente, Juan Barahona, explicou numa assembleia com as bases que a decisão foi adotada numa reunião da direção colegiada dessa aliança com dirigentes de todos os departamentos do país. Barahona convocou os membros da resistência a concentrar-se amanhã diante da Universidade Pedagógica Nacional, a partir de onde marcharão para algum lugar da capital, disse, sem dar maiores detalhes. Sublinmhou que a demonstração se realizará com ou sem toque de recolher, o que despertou uma ovação das centenas de assistentes à reunião, que gritaram em coro consignas como Adiante, adiante, que a luta é constante. Recordou que amanhã se cumprem três meses desde o início do golpe militar e, ao mesmo tempo, de constante luta do povo para recuperar o estado de direito e lograr a convocação de uma assembleia nacional constituinte. O dirigente sindical assinalou que o presidente Zelaya convocou manifestações pacíficas em toda a nação e convidou a quem possa deslocar-se até a capital a fazer a viagem neste domingo. Zelaya regressou de surpresa ao país no dia 21 e chamou a um diálogo para encontrar uma solução pacífica à crise, após aparecer na embaixada do Brasil, onde pediu proteção. Barahona advertiu que o país se encontra num momento difícil e exortou a que se mantenha o carácter pacífico da resistência popular, como o pediu Zelaya. Destacou que em três meses, a luta foi se fprtalecendo constantemente. Hoje somos todo um povo nas ruas, nos bairros, aldeias, comunidades, resistindo a este golpe de Estado, frizou. A assembleia se realizou no auditorio onde são velados os restos da joven Wendy Ávila, de 24 anos, que faleceu à noite em consequeêcia de complicações respiratórias devido à inalação de gases lacrimogêneos, explicou seu esposo, Elvin Espinal. O jovem disse no ato que a melhor homenagem a Ávila e aos outros mártires da luta antigolpista é manter a luta até a vitória, para que suas mortes não sejam em vão. Fonte: Prensa Latina
Tegucigalpa, 27 set. (PL) ─ A Federação de Organizações do Magistério de Honduras (FOMH) convocou hoje uma nova paralização de 48 horas como parte da resistência da Frente Nacional contra o golpe de Estado. O presidente do Colégio de Professores da Educação Média (COPEMH), Eulogio Chávez, esclareceu que a greve será amanhã e terça-feira, e que retornarão às aulas na quarta-feira, na quinta-feira e na sexta-feira. Os docentes iniciaram uma paralização na segunda-feira, 21, à raíz do surpreendente regresso a Tegucigalpa do presidente constitucional Manuel Zelaya, derrocado por um golpe militar e atualmente abrigado na embaixada do Brasil. Zelaya fez um chamamento ao diálogo para encontrar uma solução pacífica à crise, mas desde o amanhecer da terça-feira está sitiado na sede diplomática brasileira por um forte contingente de militares e policiais. Num comunicado, a FOMH sublinha que se mantém firme na luta pela recuperação da ordem constitucional e pela restituição de Zelaya em seu cargo. Instrui também os professores a manter-se atentos aos chamados da FOMH e da Frente ante a grave crise que atravessa a nação. Agradece ao povo e ao governo do Brasil pela solidaridade brindada a Zelaya e sua comitiva, que - denuncia - são objeto de ataques, inclusive com gases neurotóxicos. O magistério hondurenho iniciou uma paralização na segunda-feira, 29 de junho, contra o golpe de Estado e a manteve durante quase um mês, decidindo em seguida retornar às aulas durante três dias da semana e nos outros dias participar das manifestações da resistência. Fonte: Prensa Latina
Caracas, 27 Set. ABN.- O governo dos Estados Unidos (EEUU) deportou neste domingo para Honduras uma filha do presidente de fato Roberto Micheletti, que prestava servicios na embaixada hondurenha em Washington. Bianca Micheletti chegou ao aeroporto de Toncontín, de Tegucigalpa, em torno do meiodia do domingo junto com Carmen Martínez e Gloria Alvarenga, que também foram expulsas por representar o régime de fato de Honduras nos Estados Unidos. Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias
Tegucigalpa, 26 set. (PL) ─ A União Europeia (UE) anunciou hoje o retorno de seus embaixadores a Honduras para ajudar a restabelecer a ordem constitucional e o processo democrático neste país centro-americano. Fonte: Prensa Latina
Quem é o militar branco que sustenta o altofalante? É um militar do exército Israelita? Descuberta cooperação do governo de Alan García con golpistas. As forças policiais e militares que reprimem com sanha os manifestantes antigolpistas que apoiam o presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, utilizam bombas lacrimogêneas da Polícia Nacional do Peru, fornecimento que é da responsabilidade do governo e que põe o Peru em situação vergonhosa ao violar o embargo imposto pela Organização de Estados Americanos (OEA) e contradizer flagrantemente a proclamada condenação da administração de Alan García à ruptura da ordem democrática na nação centro-americana. Um vídeo, filmado pelo Grêmio de Cineastas de Honduras e difundido mediante a rede Youtube da Internet, sob a denominação "Barrios y Colonias de Tegucigalpa se rebelan contra toque de queda en Honduras", mostra a brutalidade de como estão sendo atacadas as zonas populares da capital desse país, com bombas lacrimogêneas, vomitivas e irritantes, sem consideração alguma pela presença de crianças, anciãos ou mulheres. Num momento da filmagem, aparece na tela as mãos de um morador, mostrando uma bomba já explodida, e se escuta suas palavras: "Esse é o tipo de bomba que a polícia usa para nos reprimir. Mandam-na dos Estados Unidos para a polícia do Peru e a polícia do Peru a manda para Honduras. Como é isso? Que explicação podem dar para isso?". A bomba arrojada pelos repressores hondurenhos tem uma marca que a acredita como propriedade da Polícia Nacional do Peru. O blog "The Field" dos Estados Unidos comenta sobre esse ponto: "Também podemos ver nesse vídeo que as bombas de gás lacrimogêneo disparadas pela Polícia Nacional ontem, foram marcadas como propriedade do governo do Peru, o que sugere fortemente que o presidente peruano Alan García participa do contrabando de armas para o regime de golpe de Estado de Honduras. Algo a que agora terá que responder ante a Organização dos Estados Americanos, em geral, e a seu vizinho Brasil, em particular". O fato é muito grave, tanto por se realizar de costas para o Peru, que não está inteirado dessas relações clandestinas entre um governo que se jacta cotidianamente de democrático e os golpistas condenados pelo mundo. A situação se agrava também porque um país da importância do Brasil tomou um protagonismo decisivo na atual fase da crise hondurenha, impulsionando decididamente o retorno do presidente Zelaya, e o Peru aparece no campo oposto, facilitando as armas para salvar Micheletti. Detalhe Repórteres de La Primera tentaram obter a versão do ministro Salazar sobre esse grave caso, mas o celular dele estava desligado. Tampouco o diretor da PNP era localizável nem obtivemos resposta a nossas inquietações no departamento de imprensa do Ministério do Interior, em que pese o delicado do fato de bombas lacrimogêneas da PNP haverem sido enviadas a Honduras para armar um regime repudiado pela comunidade internacional. Raúl Wiener
Tegucigalpa, 25 Set.. ABN.- As forças militares hondurenhas começaram nesta sexta-feira uma nova investida contra a embaixada do Brasil em Tegucigalpa, ao lançar bombas de gás e bloquear a entrada de insumos na sede diplomática onde se mantém resguardado o presidente legítimo Manuel Zelaya. Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias
Exército (com agentes norte-americanos e de Israel) sequestra, tortura, estupra e mata. Embaixada do Brasil guardada por hondurenhos. Laerte Braga Sob ameaça de demissão servidores públicos hondurenhos foram obrigados pelo gangster Roberto Michelleti a sair às ruas para apoiar o governo golpista. Um tiro no pé. Mais de 150 mil pessoas, neste momento, marcham pelas ruas da capital Tegucigalpa em apoio à volta do presidente legítimo do país. Os manifestantes estão se dirigindo à embaixada do Brasil, onde está Manuel Ze laya e lá pretendem ficar até a volta do presidente constitucional. Tropas do exército hondurenho assessoradas por agentes norte-americanos e de Israel estão seqüestrando, torturando, estuprando e matando pessoas. Os feridos são arrastados pelas ruas pelos militares. Nada disso arrefece o ânimo e a disposição dos manifestantes. A RÁDIO GLOBO de Honduras, que não tem nada a ver com a quadrilha GLOBO do Brasil, transmite enquanto consegue (há forte censura imposta pelos golpistas). A manifestação do povo hondurenho pode ser acompanhada ao vivo nos seguintes endereços: http://www.youtube. com/watch? v=YartPc2UBjI e http://www.radiomun doreal.fm/ Honduras- libre?lang= es http://www.radioglobohonduras.com/ Organizações populares estão denunciando o uso de armas químicas e biológicas fornecidas pelos EUA e Israel para os golpistas. A chamada grande mídia em países latino-americanos como o Brasil está sendo convocada por grupos empresariais que apóiam o golpe a não noticiar fatos favoráveis ao presidente legítimo de Honduras e a criticar a posição do governo brasileiro. Foi o caso do jornal/quadrilha de Minas Gerais ESTADO DE MINAS. Matéria tentando distorcer e confundir os fatos e objeto de repúdio dos movimentos populares no estado. A bestialidade dos militares hondurenhos só encontra paralelo nas forças repressivas do nazi/fascismo e das ditaduras militares das décadas de 60 e 70 na América Latina, inclusive no Brasil. Ou das práticas sionistas contra palestinos. O secretário geral da OEA - ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS - declarou a jornalistas que o governo do Brasil tem total apoio da organização para garantir a integridade de sua embaixada e qualquer tentativa de violação do direito internacional que assegura o caráter de inviolabilidade de embaixadas estrangeiras seria desastrosa para o governo de militares assassinos, a soldo de interesses de banqueiros, empresários e latifundiários do país e dos EUA. O presidente Barack Obama até o momento tenta passar batido sobre o assunto. Como o expediente na Cervejaria Casa Branca termina mais tarde, quando sai o último bêbado (nada contra bêbados), Obama deve estar atarefado no serviço de atender às várias mesas próximas ao salão oval. A dos grandes latifundiários, dos banqueiros, das empresas de armas, das petrolíferas, do esquema WALL STREET, aqui no Brasil conhecido como FIESP/DASLU. Ou tucano/DEMocrata. O jornalista Alexandre Garcia, modelo da revista ELE E ELA nos tempos do governo Figueiredo não se pronunciou até agora, mas William Bonner já deve estar dando um jeito para ludibriar o que chama de Homer Simpson na edição de hoje do JORNAL NACIONAL. Há mais de cem mortos desde a volta de Ze laya, ao contrário do que divulgam as bestas fardadas de Honduras e a grande mídia podre e corrompida em países como o Brasil. Tudo indica que Obama, em nome da democracia deve mandar mais tropas ao Afeganistão. A resistência hondurenha é símbolo da luta pela integração latino-americana.
Tegucigalpa, 24 set. (PL) O governo de fato de Honduras mantém hoje a interrupção dos voos internacionais de passageiros ao país, ainda que tenha autorizado o trânsito nacional nos aeroportos e o fluxo externo de carga aérea. As quatro principais instalações aeroportuárias nesta nação centro-americana permaneciam totalmente fechadas desde segunda-feira por ordem do regime golpista, após o regresso de surpresa a esta capital do presidente constitucional Manuel Zelaya, que em 28 de junho último foi tirado à força do território hondurenho. Dirigentes da Aeronáutica Civil informaram o reinicio dos voos nacionais de passageiros nos aeroportos de Tegucigalpa, San Pedro Sula, La Ceiba e Roatán, e os voos internacionais de carga em San Pedro Sula. "Sobre os voos internacionais (de passageiros) esperamos que a decisão de autorizá-los se produza no curso do dia", estimou o diretor de Aeronáutica Civil, Alfredo San Martín. O funcionário confirmou à rádio local que "com a suspensão do toque de queda se normalizam" as operações nos quatro aeroportos internacionais, mas "momentaneamente só para os voos locais". A liberação dos vôos internacionais é uma decisão que depende "da Presidência da República", reconheceu o funcionário em alusão ao governo de fato instado aqui pelo golpe castrense. O Executivo golpista, encabeçado por Roberto Micheletti, também mantém as fronteiras terrestres fechadas - só se permite a passagem de serviços de emergência e jornalistas. Fonte: Prensa Latina
As autoridades do governo de fato de Honduras autorizaram na manhã desta quinta-feira a reabertura dos aeroportos, que estavam fechados desde a segunda-feira passada, quando o presidente constitucional Manuel Zelaya retornou de surpresa ao país.. Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias
Victor M. Carriba Nações Unidas, 24 set. (PL) - O debate geral da assembleia das Nações Unidas continua hoje, em sua segunda jornada, em meio à crescente exigência de restituição de José Manuel Zelaya em seu cargo de presidente de Honduras. Nesta quinta-feira, são esperados fortes pronunciamentos a respeito, de vários dos mandatários que aparecem na lista de oradores, entre eles Hugo Chávez (Venezuela), Fernando Lugo (Paraguai), José Luís Rodríguez Zapatero (Espanha) e Álvaro Colom (Guatemala). Outro presidente que falará sobre o caso hondurenho será o costarriquenho Oscar Arias, que no começo da crise desempenhou um papel de mediador e deu nome a um plano que pretendia solucionar o conflito. Na jornada anterior, a plenária da ONU escutou duras reclamações contra o golpe de Estado do passado 28 de junho e pela reinstalação de Zelaya no poder, o qual regressou há dois dias a seu país e se encontra alojado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Essas exigências foram expostas pelos chefes de Estado Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Michelle Bachelet (Chile), Tabaré Vázquez (Uruguai), Cristina Fernández (Argentina), Mauricio Funes (El Salvador), Evo Morales (Bolivia) e Leonel Fernández (República Dominicana). Segundo a autoridade máxima da ONU, no presente não existem condições para a celebração das eleições previstas para novembro próximo. Para esta jornada também está convocada uma reunião de cúpula dos Estados membros do Conselho de Segurança dedicada exclusivamente ao tema da não proliferação de armas nucleares e o desarmamento nessa matéria. Os demais integrantes do conselho são Rússia, China, França, Grã Bretanha, Burquina Faso, Costa Rica, Croácia, Líbia, Vietnam, Áustria, México, Japão, Turquia e Uganda. Fonte: Prensa Latina
Raimundo Lopez Tegucigalpa, 24 set. (PL) - A Frente Nacional contra o golpe de Estado em Honduras continuará hoje a estratégia de mobilizações nos bairros e outras comunidades em sua luta pela restituição da ordem constitucional. Porta-vozes dessa aliança de forças populares informaram à noite que a oposição ao golpe castrense de 28 de junho se manterá até obter a vitória do povo e o retorno a seu posto do derrocado presidente Manuel Zelaya. O estadista regressou de surpresa ao país na última segunda-feira e se encontra na sede da embaixada do Brasil, onde fez um chamado ao diálogo para encontrar uma solução pacífica à crise. Os membros da resistência realizaram ontem uma multitudinária marcha à sede diplomática, mas os agentes antimotins lhes barraram a passagem a umas três quadras da missão diplomática, cercada por soldados e policiais. Grupos afins ao governo de fato anunciaram que nesta quinta-feira marcharão a esse setor da cidade, a colônia Palmira. O advogado Racel Tomé denunciou que o regime quer obrigar os empregados públicos a assistir à mobilização, à qual disse que levará militares, reservistas e policiais em trajes civis. Setores da resistência alertaram sobre rumores de um plano para deixar entrar essas pessoas na embaixada do Brasil e tirar Zelaya e seus acompanhantes de lá e apresentar o violação como uma ação do povo. O estadista assegurou à noite em declarações à emissora Rádio Globo que está tranquilo, apesar das ações de guerra psicológica empreendidas pelo exército contra ele e os que o acompanham. Durante a noite desta quarta-feira, em muitos bairros da capital a população continuou com suas mobilizações antigolpistas e em várias áreas foi reprimida por policiais, de acordo com denuncias difundidas pela rádio-emissora. A insurreição nos bairros de Tegucigalpa e em outras partes do país é uma demonstração de que ante um povo organizado e mobilizado, não há exército nem polícia que possa detê-lo, sublinhou. Raimundo Lopez é enviado especial de Prensa Latina
Tegucigalpa, 23 Set.. ABN - O governo de fato de Honduras reimplantou nesta quarta-feira o toque de queda, a partir das 17 horas, sem anunciar até quando se manterá vigente. Segundo resenha da agência de informações Prensa Latina, as medidas de exceção foram decretadas a partir das 16 horas da segunda-feira-passada, mas as suspenderam temporariamente nesta quarta-feira das 10 às 17 horas. O toque de queda surpreendeu a população ao ser decretado 25 minutos antes de sua entrada em vigor, em meio às manifestações de júbilo pelo inesperado regresso ao país do presidente constitucional Manuel Zelaya. Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias
Caracas, 22 Set.. ABN - Mais de 400 hondurenhos simpatizantes do presidente constitucional Manuel Zelaya foram detidos e levados a um campo esportivo de Tegucigalpa pelas forças policiais. Assim informou Rafael Alegría, dirigente da Frente de Resistência contra o Golpe de Estado em Honduras, que, ademais, assinalou que apesar das medidas de toque de queda impostas pelo governo de fato, o povo prossegue nas ruas, manifestando seu apoio ao presidente Zelaya. "La resistência foi extraordinária. Os bairros e as comunidades continuam sublevados, rechaçando o toque de queda. Estão saindo às ruas e há enfrentamentos com a polícia, mas o povo continua resistindo", enfatizou Alegría. Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias
Tegucigalpa, 23 set. (PL) - O presidente constitucional de Honduras Manuel Zelaya denunciou a existência de planos do governo de fato para assaltar esta noite a embaixada do Brasil, assassiná-lo e dizer depois que se suicidou. O estadista, que regressou de surpresa ao país quase três meses depois de ser derrocado por um golpe militar, assegurou ter indícios sérios de preparativos para cometer o magnicídio. Precisou que a zona onde se encontra a embaixada brasileira está completamente militarizada e a polícia ocupou as moradias contiguas à edificação, para completar o cerco. Agregou que inclusive se encontrava na área um juiz forense, que teria a missão de certificar a versão do suicídio de Zelaya. Se morro esta noite, será um assassinato vil. Declaro que José Manuel Zelaya Rosales não se suicida, não tem vocação para morrer dessa maneira, afirmou. Eu prefiro resistir a viver desterrado, agregou ao comentar seu retorno a Tegucigalpa, de onde foi retirado por militares para a Costa Rica, após ser sequestrado na madrugada de 28 de junho passado. Zelaya informou que se encontra na sede diplomática brasileira junto com sua família, membros de seu governo e outras personalidades que decidiram acompanhá-lo. O governo de fato disse esta noite que não tem intenções de invadir a embaixada da nação sul-americana para deter Zelaya. Fonte: Prensa Latina
Raimundo Lopez Tegucigalpa, 22 set. (PL) ─ A Frente Nacional contra o golpe de Estado em Honduras chamou hoje a populaçãso a manter a resistência em suas comunidades, aldeias e bairrios em defesa da ordem constitucional. Em um comunicado difundido esta tarde, essa aliança das forças populares convocou para amanhã uma manifestação nesta capital a começar às 8 horas a partir da Universidade Nacional Pedagógica. Indica que os membros da resistência façam os protestos desta terça-feira "próximos o mais possível de suas casas, para evitar ser reprimidos e presos". Aos manifestantes do interior que lograram ultrapassar as barreiras militares e chegar a Tegucigalpa, pede concentrar-se na cede do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Autônoma Nacional. Entretanto, aos que se alistavam para veir a Tegucigalpa ou se encontram retidos nas estradas, a Frente solicita que atrasem sua viagem para amanhã cedo. O comunicado é o primeiro que emite a organização, criada horas depois do golpe militar de 28 de junho passado, após a violenta repressão desatada ao amanhecer nas proximidades da embaixada do Brasil na capital. Na sede diplomática se encontra o presidente constitucional Manuel Zelaya, que retornou de surpresa ao país para - informou - iniciar o diálogo em busca de uma solução negociada à crise desatada pela assomada castrense. Milhares de pessoas se concentraram nos arredores da legação brasileira após se saber da presença de Zelaya, mas esta manhã foram dispersadas pelas forças antimotins e soldados do exército. Fonte: Prensa Latina Ocorrem enfrentamentos e protestos em bairros da capital de Honduras
Tegucigalpa, 22 set. (PL) - Grupos de manifestantes protestaram hoje em vários bairros da capital de Honduras, onde foram reprimidos por forças antimotins com gases lacrimogêneos. Fonte: Prensa Latina
Caracas, 22 Set. ABN - O ditador de Honduras, Roberto Micheletti, deve abandonar imediatamente o país, pois o regresso do presidente Manuel Zelaya e a pressão do povo colocaram a situação em termos definitivos em função de restaurar a democracia e o estado de direito no país centro-americano. Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias
Caracas, 22 Set. ABN - A propósito do regresso do presidente Zelaya a Tegucigalpa, a presidenta da Assembleia Nacional, Cilia Flores, comentou que Roberto Micheletti não tem o poder em Honduras, "está resistindo para posteriormente legitimar qualquer transição". Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias
Tegucigalpa, 22 set. (PL) - O candidato presidencial hondurenho pelo Partido Nacional, Porfirio Lobo, anunciou hoje a possibilidade de retirar seu apoio ao regime de fato, quando se vislumbra uma saída dos golpistas do poder. Fonte: Prensa Latina
Caracas, 22 Set. ABN - O presidente do sindicato dos trabalhadores rurais de Honduras, Luis Santos Madrid, disse a Telesur que em torno de 24 pessoas ficaram feridas em consequência da ação dos corpos policiais e militares do Governo de fato de Roberto Micheletti, após a repressão de que foram vítimas centenas de manifestantes que acompanhavam o mandatário legítimo Manuel Zelaya, que se encontra na embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias
Tegucigalpa, 22 set. (PL) - Militares e policiais encapuzados invadiram hoje uma residência contigua à embaixada do Brasil em Honduras, onde se encontra o presidente constitucional Manuel Zelaya. Fonte: Prensa Latina
Tegucigalpa, 22 set. (PL) - Três pessoas morreram hoje aqui durante a repressão das forças armadas e da polícia contra opositores ao golpe de Estado, denunciou o dirigente camponês Rafael Alegría.
Caracas, 22 Set. ABN - A polícia hondurenha empreendeu ações repressivas na manhã desta terça-feira contra centenas de pessoas que se mantêm ao redor da embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde se encontra o presidente legítimo de Honduras, Manuel Zelaya, que regressou a seu país de maneira surpreendente na segunda-feira. Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias
Tegucigalpa, 22 set. (PL) - O presidente constitucional de Honduras Manuel Zelaya, exortou hoje as forças armadas a deixar de reprimir o povo e a retirar-se a seus quartéis para lograr a restituição da democracia no país. Os militares não devem apontar seus fuzis contra o povo, advertiu o estadista em declarações nesta noite à emissora Radio Globo, que o entrevistou na sede da embaixada do Brasil, onde se encontra desde ontem. Fonte: Prensa Latina
Raimundo Lopez Tegucigalpa, 21 set. (PL) ─ A crise política em Honduras, desatada pelo golpe militar de 28 de junho passado, deu hoje uma brusca reviravolta com o surpreendente regresso ao país do presidente constitucional Manuel Zelaya. A noticia foi revelada no meio da manhã pela emissora Radio Globo, que chamou a resistência antigolpista a mobilizar-se de imediato na sede das Nações Unidas, onde inicialmente se disse se encontrava. Posteriormente, o próprio Zelaya se aproximou da sacada da embaixada do Brasil para saudar uma multidão que se amontuou no lugar para festejar o retorno do estadista, derrocado pela assomada castrense. Em suas primeiras declarações, Zelaya explicou que se trasladou a Tegucigalpa para iniciar diretamente um processo de diálogo que permita a recuperação pacífica da órdem constitucional. Chamou as forças armadas a manter a cordura e evitar um massacre contra a população, que saiu às ruas a festejar o regresso do mandatário. O presidente de fato Roberto Micheletti, em sua primeira reação desmentiu a presença na capital de Zelaya, de quem disse que se encontrava tranquilo em uma suite de hotel na Nicarágua. Versões circulantes na capital asseguram que nesta tarde se encontram reunidos os comandos das forças armadas e da polícia, que até o momento se abstiveram de atacar a população. Tampouco fizeram pronunciamentos públicos sobre a nova situação criada pelo regresso de Zelaya. A Frente Nacional contra o golpe de Estado, que desde o início do golpe dirige a resistência popular, chamou o povo a mobilizar-se em direção a Tegucigalpa para derrotar os golpistas e proteger o presidente legítimo. O coordinador geral da Frente, o líder sindical Juan Barahona, exortou também às forças armadas a evitar um massacre contra a população egarantir de maneira pacífica o retorno à ordem constitucional. Os grêmios do magistério declararam uma paralização geral de labores e chamaram os docentes a mobilizar-se em direção à capital para defender o retorno à democracia. A Frente havia programado sua marcha desta segun da-feira a partir da sede do Instituto Central Vicente Cáceres, que fica no anel periférico da capital. Os membros da resistência receberam com júbilo a notícia e decidiram mobilizar-se de imediato na sede das Nações Unidas, onde inicialmente se disse se encontrava Zelaya. No meio da tarde, milhares de pessoas se encontram nos arredores da embaixada do Brasil, na colônia Palmira, não longe da sede diplomática dos Estados Unidos e dos escritórios das Nações Unidas. Correspondentes das emissoras Radio Globo e do canal de televisão 36 informaram a partida de caravanas de várias cidades do país con destino à capital, notícia confirmada também por ouvintes que chamaram a esses meios de difusão. Raimundo Lopez é enviado especial de Prensa Latina
Carmen Esquivel Sarría Tegucigalpa, 21 set. (PL) - O presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, regressou hoje a Tegucigalpa e encontra-se na sede da ONU nesta capital, segundo informou seu assessor Eduardo Reina. "Podemos confirmar que o presidente Zelaya encontra-se aqui", disse Reina à cadeia de televisão Telesul. A informação também foi confirmada pela vice-chanceler Beatriz del Valle. Milhares de hondurenhos estão chegando à sede da organização internacional em Tegucigalpa para dar as boas-vindas a seu presidente constitucional. Zelaya foi retirado à força do país por militares golpistas no dia 28 de junho.
Washington, 21 set. (PL) - Estados Unidos confirmou hoje o regresso do presidente Manuel Zelaya a Honduras, para retomar seu cargo, depois do golpe militar perpetrado em junho. Sabemos que Zelaya está em seu país, em que lugar exatamente desconhecemos. Estamos tratando de possuir mais detalhes, manifestou o porta-voz do Departamento de Estado, Ian Kelly. Nossa embaixada verifica informes para conhecer a situação, manifestou o servidor público. Zelaya informou nesta segunda-feira que nas próximas horas iniciará em Tegucigalpa um processo de diálogo para restabelecer o fio constitucional quebrantado pelo golpe de Estado. Em declarações telefônicas à rede multinacional Telesur, o presidente confirmou que se encontra na capital hondurenha para cumprir a vontade do povo.
Tegucigalpa, 21 set. (PL) - As forças populares de Honduras realizam hoje seu 86° dia consecutivo de luta contra o golpe militar de 28 de junho e pela restituição da ordem constitucional e do presidente Manuel Zelaya. A Frente Nacional contra o golpe de Estado acordou ontem novas manifestações populares em todo o país, numa reunião no Sindicato de Trabalhadores da Indústria de Bebidas e Similares (STIBYS, por sua sigla em espanhol). Decidimos manter a resistência nas ruas, pacífica, mas ativa, e as mobilizações nos 18 estados do país, afirmou o coordenador geral da Frente, Juan Barahona. Recordou que na próxima quarta-feira Zelaya falará diante da Assembléia Geral das Nações Unidas como o presidente legítimo da nação, fato que descreveu como confirmação do repúdio mundial ao golpe militar. Acrescentou que a Frente fará, durante os três primeiros dias da semana, marchas para confirmar o que todo mundo sabe: a rejeição dos hondurenhos aqueles que usurparam o poder pela força das armas. Barahona assinalou que nesta segunda-feira os membros da resistência se concentrarão no Instituto Central Vicente Cáceres, o maior de Honduras, onde professores e estudantes se somarão para uma marcha na capital. Acrescentou que nesse lugar os organismos de direitos humanos apresentarão denúncias de violações a essas garantias contra alunos e educadores desse centro de estudos. Israel Salinas, secretário geral da Federação Unitária de Trabalhadores, explicou que durante uma visita de dirigentes da Frente pelo norte deste território puderam constatar a fortaleza da resistência. Não há dúvidas de que os golpistas estão acurralados, disse ao reiterar denúncias de treinamentos de soldados e policiais hondurenhos pelos militares de Israel. Salinas e o dirigente camponês Rafael Alegría pontualizaram que as lutas populares continuarão depois da restituição de Zelaya para se conseguir uma assembléia constituinte "para refundar Honduras". Durante o ato, dirigentes de base informaram sobre a constituição das organizações da Frente em várias aldeias, comunidades e municípios, como parte do fortalecimento da resistência popular antigolpista. Fonte: Prensa Latina
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