Complô contra Assembléia Constituinte equatoriana PDF Imprimir E-mail
Internacional
Prensa Latina   
Qua, 23 de janeiro de 2008 06:25

Quito - A denúncia da existência do "homem da mala" na Assembléia Constituinte e seus intentos de comprar consciências para desestabilizar essa instituição acapararam hoje a atenção dos equatorianos.

O anúncio deste complô foi realizado na véspera pelo ministro de Governo, Fernando Bustamante, quem destacou a presumida implicação do Partido Sociedade Patriótica (PSP) e seu líder, o ex-presidente Lucio Gutiérrez, neste sujo negócio.

Bustamante e o líder da Constituinte, Alberto Acosta, rechaçaram este ato de mercantilismo vil de certos setores políticos e de poder, que temem perder seus privilégios.

Meios de imprensa nacionais destacam este ato e publicaram fragmentos das conversações transcritas de um vídeo gravado, no qual aparecem um constituinte e o chamado homem da mala.

Trata-se de una confabulação destinada a comprar a membros da Aliança País (AP) e acabar com a maioria constituinte, assinalou Bustamante.

Pontualizou que foram arrestadas duas pessoas, as quais propuseram a Gabriel Rivera, um dos 80 membros da AP na Assembléia, 250 mil dólares por cada colega que decidisse boicotar a elaboração duma nova Carta Magna.

Entre os implicados aparecem Cao Lay Muñoz, considerado o homem da mala pois se encarregou de orquestrar os supostos subornos, e Bolívar López.

Como peça chave deste complô Bustamante mencionou o constituinte do PSP Julio Logroño, quem foi secretário do Congresso e ex-diretor do Serviço de Rendas Internas.

Rivera admitiu, por sua parte, que lhe propuseram dinheiro para conseguir 25 colegas dispostos a mudar a correlação de forças na Constituinte e pedir a reinstalação do encerrado Parlamento.

Ante esta acusação, o dirigente do PSP Gilmar Gutiérrez, irmão do derrocado chefe de Estado, negou qualquer vinculação dessa agrupação com o homem da mala e assegurou que se pretende desprestigiar a essa tenda política.

A cidadania se mantém atenta às investigações que realizam a Secretaria Anticorrupção da Presidência e a Fiscalização Geral, que confirmam as denúncias governamentais de desestabilização por parte de grupos da direita.

 

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