Embaixada estado-unidense admite espionagem na Bolívia PDF Imprimir E-mail
Internacional
ABN   
SUN, 10 de FEBRUARY de 2008 00:01

Caracas, 10 de fevereiro - A embaixada estado-unidense na Bolívia reconheceu hoje que um funcionário interno solicitou a um bolsista norte-americano para espionar cidadãos cubanos e venezuelanos que trabalham nesse país, segundo resenha Prensa Latina.

A imprensa boliviana divulga este domingo um comunicado da sede diplomática que confirma a denúncia do estudante Alex Shaick, que foi quem revelou a proposta do funcionário Vincent Cooper.

Dito indivíduo pediu anteriormente a voluntários do Corpo da Paz e a beneficiários do programa estudantil Fulbright dados sobre seus contatos com cidadãos de Cuba e Venezuela.

Segundo a embaixada norte-americana, esta representação nunca solicitou a voluntários ou estudantes estado-unidenses para participar em atividades de inteligência nesta nação andina.

Entretanto, Schaick assegurou que durante uma reunião sobre as medidas de segurança para sua estadia na Bolívia, Cooper lhe pediu para reportar à embaixada nome e localização doss cooperantes venezuelanos ou cubanos que conhecesse.

O bolsista revelou que o funcionário lhe disse: “Sabemos que (os cubanos e venezuelanos) estão aí, só queremos dados deles”.

A embaixada confirmou a presença de Cooper em tais reuniões sobre segurança, que incluíram “informação incorreta”, corrigida de imediato.

Especialistas locais estimam que o embaixador Philip Goldberg, célebre por seu papel sedicioso em Kosovo, deverá explicar esta denuncia numa reunião com o governo boliviano por seu financiamento a grupos irregulares de inteligência.

Na Bolívia há atualmente seis bolsistas do programa Fullbright e 130 voluntários dos Corpos da Paz, aos quais proibiram de dar declarações à imprensa.

 

Bolívia espera explicação convincente de EEUU sobre denúncia de espionagem

ABN 10/02/2008

La Paz, 10 de fevereiro {ABN).- O ministro de Governo boliviano Alfredo Rada assegurou hoje que o Poder Executivo espera uma explicação convincente do embaixador dos Estados Unidos Philip Goldberg, o qual será convocado pela Chancelaria a raíz da denúncia do bolsista Alex van Shaick, que revelou que nessa legação diplomática lhe pediram para espionar cubanos e venezuelanos que trabalham em programas humanitários na Bolívia, reportou a agência ABI.

“Requere-se a presença da legação diplomática, mas fundamentalmente do embaixador (Philip Goldberg), que está no cargo e que terá que dar explicações convincentes para a Bolívia sobre as distintas denúncias”, manifestou Rada à emissora estatal Patria Nueva.

O Ministro de Governo coordenará com o chanceler David Choquehuanca, o día e a hora em que Goldberg será chamado, segundo disse o chefe da diplomacia boliviana.

Rada informou que Goldberg tem que dar explicações sobre a denúncia do jovem bolsista Alex van Shaick, do programa de intercâmbio Fullbright, que revelou que o funcionário de segurança da Embaixada dos Estados Unidos em La Paz, Vincent Cooper, pediu-lhe para espionar venezuelanos e cubanos na Bolívia.

A Embaixada dos Estados Unidos na Bolívia reconheceu que esse funcionário de segurança solicitou ao bolsista Alex van Shaick, e a outros, que espionasse cidadãos venezuelanos e cubanos na Bolívia e passasse a informação para essa legação diplomática. Mediante um comunicado, a embaixada admitiu no sábado que o funcionário Vincent Cooper foi quem realizou essa “sugestão inapropriada” a voluntários do Corpo da Paz e a bolsistas do programa Fullbright sobre seus “contatos com cidadãos de certos países”.

A representação diplomática dos Estados Unidos enfatizou que “em nenhum momento o pessoal da embaixada solicitou a nenhum voluntário do Corpo da Paz ou acadêmico do programa Fulbright para participar em atividades de inteligência”.

Sem embargo, confirmou que um membro do pessoal de segurança reuniu-se pessoalmente com estes voluntários em La Paz e lhes fez uma “sugestão inapropriada”, pelo que foi “de imediato corregido” por um superior presumidamente nesse mesmo encontro, segundo Efe.

Nesse contexto, Rada recordou que está pendente de uma explicação de Goldberg a fotografia difundida em 5 de novembro de 2007, na qual o diplomata aparece junto do colombiano John Jairo Venegas Reyes, acusado de ser integrante de um bando de atracadores estrangeiros, agora recolhidos no cárcere de Palmasola de Santa Cruz.

Por outro lado, com respeito ao caso da joven estado-unidense Donna Thi, que tentou ingressar em 26 de junho de 2007 pelo aeroporto de El Alto com 500 projéteis calibre 45 e foi liberada por um juiz, Rada disse que também se trata de um assunto pendente.

O Ministro de Governo manifestou que estas denúncias qualificam uma convocatória a Goldberg pelos canais diplomáticos correspondentes.

Disse que durante a reunião entre o chanceler David Choquehuanca e o diplomata estado-unidense, ele estará presente por tratar-se de temas que têmn relação com a segurança do Estado.

“Não é tão simples como dizer que se tratou de um erro, a coisa não é tão simples, estaremos na reunião para assegurar-nos de que este tipo de casos não se voltem a reiterar no país”, afirmou Rada.

Por sua parte, o chanceler Choquehuanca informou que na segunda-feira solicitará uma reunião com o ministro Rada para coordenar o día e a hora da convocatória ao embaixador dos Estados Unidos.

“Eu não conheço de maneira oficial que a Embaixada haja reconhecido que se está fazendo espionagem. Conheço, através dos meios de comunicação, a declaração do jovem bolsista, precisamente estes temas vamos tratar na reunião com o embaixador”, declarou Choquehuanca à rádio Patria Nueva.

 

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