Colômbia: descoberta nova mentira do governo de Uribe PDF Imprimir E-mail
Internacional
Agência Bolivariana de Notícias   
SAT, 22 de MARCH de 2008 16:35
Caracas, 22 de março. ABN.- A Associação Latino-americana de Direitos Humanos (Aldhu) assegurou sexta-feira passada que o cadáver que as forças colombianas subtraíram após o bombardeio e massacre do dia 1 de março passado em território equatoriano, e que foi apresentado como do guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) Julián Conrado, pertence na realidade ao cidadão equatoriano Franklin Guillermo Aisalia Molina.

Após reconhecer que a pessoa que acompanhava Raúl Reyes numa fotografia difundida na reunião da OEA, a qual se afirmou que era o ministro equatoriano Gustavo Larrea, era na realidade um líder social argentino, agora se descobre uma nova mentira do governo colombiano.

Esta se une às informações de testemunhas do ataque ao acampamento guerrilheiro das FARC no Equador por parte da Colômbia, as quais afirmam que as tropas colombianas executaram os feridos com tiros de graça.

Segundo um artigo de Telesur publicado na edição digital da revista Rebelión, a Aldhu atribuiu a confirmação da identidade de Aisalia Molina a fontes da Interpol.

Num boletim de imprensa datado de sexta-feira passada em Quito, a organização assegura que as Forças Militares colombianas e o Governo de Álvaro Uribe falsificaram a identidade do segundo cadáver que exibiram junto a um dos chefes das FARC, Raúl Reyes, após o ataque em que morreram pelo menos 25 pessoas.

“Com efeito, o cadáver exibido pelas autoridades colombianas como sendo de Julian Conrado, é na realidade o de um civil equatoriano cuja identidade é Franklin Guillermo Aisalia Molina”, informou o secretário geral da Aldhu, o chileno Juan de Dios Parra.

Além disso, o secretário general desta ONG acusou o Governo colombiano de roubar o cadáver do cidadão equatoriano, para falsificar sua identidade e apresentá-lo como um guerrilheiro, com a finalidade de justificar a violação do território do Equador, que desatou uma crise regional.

“O assassinato de Aisalia Molina, o roubo do seu cadáver, sua exibição pública e a deliberada confusão de sua identidade, são novos elementos que agravam os delitos atrozes cometidos pelas autoridades colombianas no marco do massacre do primeiro de março”, destacou.

O governo do Equador anunciou que realizaria uma investigação para determinar a verdadeira identidade do corpo que autoridades colombianas apresentaram como Julián Conrado, ideólogo das FARC.

Na quinta-feira, em declarações a Telesur, Juan de Dios Parra explicou que “de ser certa a versão de que o cadáver exibido pelas autoridades colombianas como pertencendo a Julián Conrado se tratava de um cidadão civil equatoriano, estamos frente a vários delitos: um é um assassinato numa ação ilegítima de guerra, e dois o roubo do cadáver por parte daqueles que perpetraram esse crime”.

Por sua parte, também em exclusiva para Telesur, o embaixador equatoriano em Bogotá Francisco Suescum acusou as autoridades militares da Colômbia de seqüestrar cidadãos de seu país, matá-los e disfarçá-los ou fazê-los aparecer como guerrilheiros das FARC.

“Cidadãos equatorianos foram seqüestrados e assassinados por forças militares ou paramilitares do lado da Colombia e depois devolvidos ou disfarçados como se fossem guerrilheiros fazendo crer uma realidade totalmente contrária”, lamentou.

Os pais de Aisala Moreno, um serralheiro de 38 anos de idade de havia desaparecido no dia 21 de fevereiro passado, antes do ataque colombiano, reconheceram o cadáver de seu filho junto ao do comandante das FARC Raúl Reyes em fotografias difundidas por diferentes meios de comunicação.

Além de Franklin Aisalia, no bombardeio colombiano em território equatoriano foram assassinados quatro estudantes mexicanos, e três pessoas resultaram feridas, uma delas
 

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