| Evo logra histórico apoio de 67,43% dos votos com 99,65% das mesas apuradas |
|
|
|
| Internacional |
| Escrito por Agencia Boliviana de Informacion |
| Sáb, 09 de agosto de 2008 23:37 |
|
Primeira entrevista com o Presidente depois do triunfo no revogatório "Sábado e domingo voltei a ser Evo Morales", diz o presidente da Bolívia. Não fala do resultado do referendo que ratificou seu mandato mas de um costume que recuperou nas horas prévias à eleição: dirigir velozmente com música de bandas e melodias andinas como fundo. "Assim me distraio e me lembro de como era a vida antes de chegar aquí". Aquí é o comedor principal da residência de São Jorge, onde o Presidente está só. Destacam-se as cortinas bordô, um televisor de tela plana, poltronas de um rosa gastado e a foto oficial do Chefe de Estado, único detalhe que dá um toque pessoal a um ambiente impessoal. Ao sentar-se à mesa para jantar, Morales conhece o último dado do referendo revogatório: o Sim a sua continuidade chega a 65% dos votos. Crê que nas horas seguintes superará os dois terços dos sufrágios, uma proporção que nenhuma pesquisa de voto antecipou e que provocou surpresa no próprio governo, que começou a campanha no pico do conflito com o oriente do país. O objetivo inicial consistia em manter os 53,7% das eleições gerais de 2005. "Superamos nossa votação por quase 12 pontos, e votaram mais de 83% dos bolivianos", aponta o Presidente, enquanto toma um prato de sopa de quinua. Soa um de seus dois celulares, com novidades de Pando: é o departamento do Oriente ao que o Executivo destinou maiores esforços para revogar o governador Leopoldo Fernández. Faltaram menos de dois mil votos. Uma vitória haveria provocado a erosão do bloco de governadores opositores do Oriente, unidos pela reclamação de autonomia e pelo rechaço a Morales e suas políticas. "Eu fui sempre de diálogo: não sei por que tanta surpresa por meu discurso", diz sobre suas palavras desde os balcões do Palácio Queimado, quando convocou à unidade nacional, felicitou os gpvernadores ratificados e propôs uma agenda que harmonizaria a Constituição Política do Estado (votada pela maioria oficialista e desconhecida pela oposição) com as autonomías departamentais (a reclamação do Oriente). O Presidente concede que esse entendimento não será nada fácil com ol Oriente. "Mas faremos todo o possível para chegar a isso: meu dever como presidente é esgotar as possibilidades". Sabe que um fracasso nesse diálogo implicaria o reinicio de um novo ciclo de conflitos com derivações insuspeitadas. No oriente do país, onde os governadores adversários ganharam, Morales cresceu em todos os departamentos. Em Santa Cruz, por exemplo, ganhou nas zonas rurais e suburbanas de migração interna e perdeu por uma grande diferença nas zonas urbanas. Essa tendência de grande apoio no campo e menos nas cidades se repetiu em quase todos os nove departamentos. O Governo segue acreditando que em Santa Cruz é decisivo encontrar a liderança local de um crucenho ou crucenha que possa instalar a agenda do Governo nacional e incorporar novos sectores. Morales não viu por inteiro, pela televisão, o discurso de Rubén Costas, o prefeito ratificado de Santa Cruz. Se surpreendeu quando depois leu na transcrição que havía acusado a seu Governo de ser uma ditadura, de praticar o terrorismo de Estado e de viver prisioneiro do fundamentalismo aimará. Durante a noite da eleição também ficou em evidencia a dureza com o Governo da maioria dos meios de comunicação onde despontou Unitel, propiedade de uma das famílias latifundiárias mais favorecidas do Oriente. "Os resultados mostram que os bolivianos crêem cada vez menos nos meios de comunicação privados: me atacam sistematicamente, mas não puderam impedir que ganhemos. 90% dos meios de comunicação está contra mim, mas dois terços do país apóia este processo de mudança". Enquanto prova a trucha criola do Lago Titicaca, conta que Fidel Castro lhe mandou uma mensagem de felicitação: lhe disse que sua vitória fora "colossal". Durante o jantar recebe chamados a cada três minutos. Um deles para terminar de definir as atividades de terça-feira: às 5h da manhã tem sua primeira reunião com a equipe de "Evo Cumpre", depois conversará com uma delegação do Governo dos Estados Unidos sobre questões vinculadas com o narcotráfico e seguirá para um encontro com membros da Organização de Estados Americanos. Prefere de sobremesa um sorvete de chirimoya ― fruta parecida à palta por fora e à pêra por dentro ― que lhe oferece um garçom vestido com camisa mao negra. Se serve o último vaso de mocochinchi. Morales ainda se emociona ao recordar a queda do helicóptero ruso ― piloteado por uma equipe de quatro venezuelanos e um boliviano ― que o transportava diariamente por toda a Bolívia. Recorda cada uma das viagens com esses pilotos por geografias e climas mais difíceis que os do dia dla queda. Crê que possa ter sido um atentado. "Mas não deixarei de subir nos helicópteros e de voar aos povoados porque é a única maneira que sei governar". Na semana prévia ao referendo, o Presidente não pode assistir a atos em Sucre pelo Día da Independência nem em Tarija, onde deveria encontrar-se com Cristina Fernández de Kirchner e Hugo Chávez, pelos bloqueios a aeroportos feitos por grupos de oposição. Depois do referendo, certas vozes radicais do Oriente intentaram instalar a idéia de que o presidente fora revocado em Santa Cruz (perdeu por 60% contra 40%) e que nessas terras já não exercia a presidência. "Eu seguirei viajando ao Oriente porque sou o Presidente de todos os bolivianos", assegura às 10h30min da noite, quando já tem dois ministros esperando-o numa sala contigua. Ao despedir-se disse que quer dirigir sua camioneta por uma zona inóspita de Tarija que conhece bem. "Pura terra e pedras". Vitoriosos entre amigos O avanço dos cômputos oficiais da contagem dos votos no referendo revogatório de 10 de agosto deu uma grande surpresa. Foi no departamento amazônico e oriental de Pando, que junto a Santa Cruz, Beni e Tarija lideram a demanda autonomista da região da chamada "media luna" contra La Paz. Com 97% dos votos computados, o Sim à continuidade do presidente Evo Morales se impôs em Pando com 52,70% sobre o Não. O governador de Pando Leopoldo Fernández foi ratificado em seu cargo com quase 56% dos sufrágios, mas o triunfo do presidente no âmbito departamental sem dúvida socavará a capacidade de negociação deste, ademais de que implicará numa quebra no bastião opositor das regiões autonomistas. Ao mesmo tempo, o revogado governador de Cochabamba, o ex-militar Manfred Reyes Villa, ex-guarda-costas do ditador Luis García Meza, renunciou ontem de surpresa a seu cargo, logo de anunciar que não reconheceria os resultados que lhe foram contrários. Reyes Villa advertira que lutaria pela sua continuidade ante a Justiça, depois de ser revogado por seis de cada dez cochabambinos. Logo de conhecidos os resultados contrários ao governador, militantes do oficialista Movimento ao Socialismo (MAS) ameaçaram sacá-lo à força do edifício da governadoria.
La Paz, 12 ago (Redação central da ABI).- O triunfo do presidente Evo Morales Ayma em seis dos nove departamentos do país, segundo os últimos dados oficiais emitidos pela Corte Nacional Eleitoral (CNE), confirmam que rachou a hegemonia da denominada "media luna" em dois departamentos, quais sejam Pando e Chuquisaca; quer dizer, ganhou absolutamente em seis departamentos, empatou em um e perdeu em dois. Sobre 85,74 % de mesas computadas em nível nacional, o Presidente da República obtinha na noite desta terça-feira um respaldo de 67,30% (1.880.150 votos, algo em torno de dois terços dos bolivianos votantes) e a tendência crescente se consolidava; enquanto os votos contra o Chefe de Estado somavam 913.667 votos, quer dizer, 32.70 %, sobre um total de votos válidos de 2.793.817. Isso significa que a ratificação do Chefe de Estado se dava com porcentagens históricos en Oruro, La Paz, Cochabamba, Potosí, Pando e Chuquisaca; ao passo que, em Tarija se produzia um empate técnico, em Beni e Santa Cruz a opção pelo presidente Morales se situava em torno de 40%. Tarija Sobre 100% do cômputo oficial departamental difundido pela Corte Nacional Eleitoral, o Presidente e o Vice-presidente da República foram ratificados em seus cargos com o respaldo de 49,83 por cento (66.648 votos) que votaram Sim. Embora os votos pelo Não alcançassem 50,17% (67.102 votos), não superaram os 53,7% necessários para revogar o seu mandato, tal como manda a Lei do Referendo Revogatório. Pando No departamento de Pando, o Presidente e o Vice-presidente da República, com 97% de mesas computadas, são ratificados com 52,73% (13.591 votos) pelo Sim, contra 47,27% (12.183 sufrágios) pelo Não. Chuquisaca O presidente Evo Morales Ayma, contra todos os vaticínios de resultados extra-oficiais divulgados por institutos de pesquisa, se impôs em Chuquisaca no referendo revogatório com 92.616 votos, equivalentes a 53,88% a seu favor, de acordo com o cômputo oficial final da Corte Departamental Eleitoral (CDE). "Este é o cômputo departamental definitivo: se emitiram 178.783 votos, dos quais 171.882 válidos; 2.422 brancos e 4.479 nulos, perfazendo um total de 92.616 votos pelo Sim, equivalentes a 53, 88%, e de 79.266 votos pelo Não, perfazendo 46,12%", informou o presidente da entidade eleitoral Víctor Sánchez. Cochabamba No departamento de Cochabamba, o Presidente e Vice-presidente da República, com 100% de mesas computadas, foram ratificados com 70,90% de pessoas que votaram pelo Sim (402.681 sufrágios), contra 29,10 por cento pelo Não (165.276 votos). La Paz No departamento de La Paz, o Presidente e o Vice-presidente da República, com 95% de mesas computadas, estão ratificados com 82,88% de pessoas que votaram pelo Sim (851.772 votos), contra 17,12% pelo Não (175.917 sufrágios). Oruro No departamento de Oruro, o Presidente e Vice-presidente da República, com 99,16% de mesas computadas, são ratificados com 82,94% pelo Sim (140.348 votos), contra 17,06% pelo Não (28.867 sufrágios). Potosi No departamento de Potosí, o Presidente e o Vice-presidente da República, com 47,83% de mesas computadas, são ratificados com 77,76% pelo Sim (88.347 votos), contra 22,24% pelo Não (25.265 sufrágios). Santa Cruz No departamento de Santa Cruz, com 76,48% de mesas computadas, votaram pelo Sim 38,15% (206.362 votos), contra 61.85% pelo Não (334.588 sufrágios). Beni No departamento de Beni, o Presidente e o Vice-presidente da República, com 41% de mesas computadas, obtêm 41,32% de votos (17.748 eleitores), contra 58,68% que votaram pelo Não (25.203 votos).
La Paz 10 ago (ABI) O presidente Evo Morales foi ratificado com 62% no referendo de mandato popular de hoje e ademais subiu em 8 pontos sua votação com respeito às eleições do 18 de dezembro de 2005, quando obteve 53,7% dos votos.
Clima de paz em abertura de colégios eleitorais bolivianos La Paz, 10 ago (PL) Paz e tranqüilidade marcam hoje o entorno dos mais de 22 mil colégios eleitorais habilitados na Bolívia para o referendo revogatório de mandato do presidente, do vice-presidente e de oito dos nove governadores regionais. Evo Morales augura novo cenário político na Bolívia
Assegura-se que após referendo Governo e governadores buscarão a reconciliação La Paz, 09 ago (ABI).- Após o Referendo Revogatório de Mandato Popular a celebrar-se este domingo na Bolívia, o Governo de Evo Morales e os governadores, se é que sejam ratificados, buscarão a forma de consolidar um pacto de reconciliação, afirmaram este sábado fontes oficiais. OEA: Na Bolívia existem as condições para que o povo vote este domingo La Paz, 09 ago (ABI).- O Chefe da Missão de Observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) Eduardo Stein assegurou, sábado, que na Bolívia estão dadas todas as condições para que 4.047.686 cidadãos acudam às urnas este domingo para ratificar ou revogar o mandato do Presidente, Vice-presidente e oito governadores de departamento. O observador internacional, depois de sustentar una reunião com o presidente da Corte Nacional Eleitoral (CNE) José Luis Exeni, explicou que o país neste sábado está "muito melhor que há quatro dias" porque já não há incidentes como o fechamento de aeroportos e bloqueios de caminhos. "Há vontade clara da população de ir às urnas, as enquetes são muito eloqüentes neste sentido, a cidadania quer votar e quer que a deixem votar", precisou Stein. Ademais, reconheceu o esforço realizado pelas nove Cortes Departamentais Eleitorais para coordenar com as equipes de segurança como a Polícia Nacional e as Forças Armadas para garantir a votação dos cidadãos nos recintos eleitorais. Em especial a vontade dos presidentes, vice-presidentes e vocais das cortes de Santa Cruz e Chuquisaca para a depuração de seu padrão departamental e a realização de todas as ações que permitirão a administração do referendo revocatório. Em 8 de maio passado, os partidos de oposição no Senado Nacional como Poder Democrático Social (Podemos), Unidade Nacional (UN) e o Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR) ― principais aliados dos cívicos e governadores contrários ao presidente Evo Morales ― sancionaram a Lei No 3850 de Revogatório de Mandato Popular para o Presidente, o Vice-presidente e oito governadores de departamento, exceto Chuquisaca. Norma legal que foi promulgada pelo Poder Executivo, em 12 do mesmo mês, no Palácio Queimado, e com a qual a Corte Nacional Eleitoral leva adiante o revogatório de mandato deste domingo. |



La Paz, 14 ago (ABI).- O presidente Evo Morales Ayma logrou um histórico respaldo popular de 2.102.477 votos (67,43%) com 99,65% das mesas apuradas na contagem nacional, segundo os últimos dados da Corte Nacional Eleitoral (CNE), bagagem eleitoral que o constitui como um fator de unidade do país, coincidiram analistas, políticos e dirigentes sociais.
Buenos Aires, 13 ago (Martín Sivak, de Crítica Digital, tomado por ABI).- Sorridente e sempre sóbrio, Evo Morales jantou sopa de quinua, trucha (um peixe comum no Lago Titicaca), sorvete de chirimoya de sobremesa e bebeu só um vaso de mocochinchi (pêssego desidratado).
La Paz, 12 ago (Redação central da ABI).- O triunfo do presidente Evo Morales Ayma em seis dos nove departamentos do país, segundo os últimos dados oficiais emitidos pela Corte Nacional Eleitoral (CNE), confirmam que rachou a hegemonia da denominada "media luna" em dois departamentos, quais sejam Pando e Chuquisaca; quer dizer, ganhou absolutamente em seis departamentos, empatou em um e perdeu em dois.