| Governo de Bush promove golpes de Estado na América Latina |
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| Internacional |
| Agencia Bolivariana de Noticias |
| Qui, 11 de setembro de 2008 18:16 |
Caracas, 11 de Setembro. ABN.- Quando se cumpre 35 anos do golpe de Estado contra o presidente chileno Salvador Allende em 1973, financiado e promovido pelo governo dos Estados Unidos e pela transnacional ITT, surgem no continente acusações à administração Bush por promover intentonas similares na Bolívia, no Equador, na Guatemala, no Paraguai e na Venezuela. Com a difusão na noite de ontem ― através do programa “La Hojilla”, transmitido pela Venezolana de Televisión ― de algumas gravações onde militares da reserva e da ativa discutem possíveis alternativas para dar um golpe de Estado e assassinar o presidente Hugo Chávez, novamente os olhares apontam para o Norte e para o apoio que os setores mais radicais desse país possam estar brindando a estes movimentos sediciosos. Paraguai O presidente do Paraguai Fernando Lugo denunciou no passado 3 de setembro um intento de golpe de Estado contra seu governo, orquestrado pelo ex-mandatário Nicanor Duarte e o general da reserva Lino Oviedo, a tão só 18 dias de haver assumido a chefatura da nação guarani. Lugo, no entanto, destacou “a lealdade das forças armadas às instituições democráticas, sua subordinação à Constituição nacional e a seu comandante em chefe”. “Meu governo não permitirá que se burle a soberania do povo. E os que pretendem levar adiante projetos conspirativos serão enfrentados com todos os instrumentos que a Constituição põe em minhas mãos”, agregou o governante. Foi a primeira advertência que tinham os latino-americanos da existência de setores dispostos a reviver as terríveis experiências vividas no continente nas décadas dos sessenta e setenta. Guatemala Entretanto, a poucos dias, na Guatemala, o presidente Álvaro Colom ordenou à Guarda Presidencial tomar a Casa Presidencial, ante a descoberta de uma rede de câmaras e microfones colocados lá pelos círculos de segurança mais próximos ao Presidente. Se bem que em poucas horas ficou claro que não foram militares que pretendiam montar um cerco ao presidente Colom, senão que Carlos Quintanilla, diretor da Secretaria de Assuntos Administrativos e de Segurança (SAAS), provavelmente o mais poderoso funcionário guatemalteco depois do próprio Colom. Quintanilla não parecia disposto a aceitar a paulatina diminuição do amplo poder que exercia desde 14 de janeiro de 2008, quando o próprio Colom o nomeara a frente da SAAS, e se preparava para tomar medidas drásticas contra quem o havia designado. Bolívia Em 9 de setembro, ol ministro de Governo boliviano Alfredo Rada acusou o governador de Santa Cruz Rubén Costas e o presidente do Comitê Cívico crucenho Branco Marincovik de promover a “violência fascista para acabar com a democracia”. O ministro da Presidência da Bolívia Juan Ramón Quintana assegurou que “estamos no umbral de um golpe atípico contra a ordem institucional a partir das governadorias e dos comitês cívicos no qual já não se necessitam tanques”. Sem embargo, o presidente Evo Morales reiterou segunda-feira seu chamado ao diálogo para os governadores do Conselho Nacional Democrático (Conalde, integrado pelos governadores de Santa Cruz, Pando, Beni, Tarija e Chuquisaca), ao tempo que anunciou a declaração de “persona não grata” para o embaixador dos Estados Unidos Phillip Goldberg. Goldberg se havia reunido clandestinamente dias atrás com Costas e Marinkovic, e esteve envolvido em um escândalo de espionagem há poucos meses, pelo qual o governo norte-americano teve que pedir desculpas à Bolívia. “Esse nível de intromissão não podemos permitir e a esses elementos temos que somar as ações de Goldberg em Kosovo com critérios separatistas destes vampiros políticos, através da 'media luna' com uma clara intromissão da embaixada dos Estados Unidos junto a uma minoria agropecuária e produtiva”, manifestou o também deputado do MAS René Martínez. Venezuela O Presidente Chávez ordenou uma investigação logo que, em uma gravação apresentada pelo programa “La Hojilla”, se escutou o vice-almirante Carlos Millán Millán, o general da Guarda Nacional Wilfredo Barroso Herrera e o general da Aviação Eduardo Báez Torrealba, planejando a toma do Palácio de Miraflores. O plano envolve o uso de aviões F-16 da Base Libertador e o assassinato do presidente Chávez. Aristóbulo Istúriz, dirigente do Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), declarou que os planos de magnicídio contra o presidente venezuelano obedecem a um mandato do império estadunidense e que essa campanha não é só contra a Venezuela, mas também contra todos os países que lutam contra o capitalismo. Em roda de imprensa na sede do PSUV, disse também que os setores opositores planejam “guarimbas” e desestabilizações contra o início do período escolar 2008-2009, assim como contra o normal funcionamento de hospitais e outras instituições, e que para isso “organizaram um movimento (...) Aí está envolvido o movimento 2-D (movimento suprapartidário que agrupa dirigentes da oposição), ou vocês crêem que esses militares estão sós?”, perguntou Istúriz. Por outro lado, o ministro do Poder Popular para as Relações Interiores e a Justiça Tarek El Aissami assinalou que estamos ante “a possibilidade de um magnicídio, de provocar cenários de violência e de desestabilização, e o dizemos com elementos de prova”, e responsabilizou a grupos econômicos e políticos, como o movimento 2-D “que reúne a mais de '2-delinqüentes', militares da reserva, que estão outra vez acariciando a possibilidade de um golpe de Estado ou pior, um magnicídio”. “Mas estamos preparados, nosso povo está mais preparado do que em 2002, e se estatelarão os que pretendam novamente arrastar o país para esses cenários, e os corpos de segurança e o Estado atuarão com determinação para garantir a paz do nosso povo”, afirmou El Aissami. O presidente da República Hugo Chávez afirmou que “se reativaram os planos para matar-me, e as forças ianques estão buscando militares da ativa e pilotos que bombardeiem Miraflores ou, em sua impossibilidade, o programa dominical Alô, Presidente”. “Sabemos há tempo que estão buscando foguetes terra-ar e equipamentos sofisticados para explodir o avião presidencial”, e indicou que também planejaram bombardear Miraflores. Chávez indicou que foi neutralizada uma grande quantidade de conspirações nos últimos anos graças às melhorias nos corpos de Inteligência venezuelanos. “Infiltramos movimentos dos mais radicais, fascistas que intentam incendiar o país”. “O império está desesperado e os piti-ianques daqui os estão ajudando para atacar-me”, pontualizou. “Este é um Governo, uma Revolução e uma consciência que constrói uma Pátria nova. Porque seguimos dando respostas às necessidades da população nos setores que nos competem na administração do Estado”, culminou Chávez. Estados Unidos intervieram ou hão auspiciado golpes de Estado em todos os países do continente americano, sendo particularmente graves as décadas dos sessenta e setenta, nas quais o governo norte-americano colocou governos militares simultaneamente em todos os países latino-americanos, exceto a Venezuela. Fonte: Agencia Bolivariana de Noticias
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Caracas, 11 de Setembro. ABN.- Quando se cumpre 35 anos do golpe de Estado contra o presidente chileno Salvador Allende em 1973, financiado e promovido pelo governo dos Estados Unidos e pela transnacional ITT, surgem no continente acusações à administração Bush por promover intentonas similares na Bolívia, no Equador, na Guatemala, no Paraguai e na Venezuela.
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