Demandado nos EUA o fechamento da Escola das Américas PDF Imprimir E-mail
Internacional
Escrito por Prensa Latina   
Dom, 13 de janeiro de 2008 15:23

Centenas de estado-unidenses demandaram em Los Angeles o fechamento da Escola das Américas (SOA), instituição onde se formaram vários dos ditadores do hemisfério, e criticaram a guerra no Iraque.

Segundo reflete o diário La Opinión, a ativista Vivien Sansour explicou que o protesto se realiza contra essa instalação localizada no Estado de Georgia porque muitos militares aprendem ali a torturar.

Enquanto isso, Arnie Schoenberg, professor de antropologia do City College de San Diego, lamentou que pese às atrocidades cometidas na América Latina por numerosos de seus egressos, o centro continue suas operações.

"Nós pagamos nossos impostos e o dinheiro vai para o ensino de assassinos", comentou.

Durante a manifestação realizou-se uma representação teatral, na qual estudantes de colégios comunitários de San Diego, vestidos com roupas indígenas, solicitaram o fechamento da escola.

Do mesmo modo, um grupo de pessoas vestidas com macacões de cor laranja perambularam com as mãos atadas e a cabeça coberta, representando os métodos de tortura cometidos contra prisioneiros na base naval de Guantânamo, território ilegalmente ocupado no sudeste de Cuba.

Também se cravaram cruzes como símbolo das milhares de vítimas dos militares egressos da SOA.

Entrementes, como protesto pela guerra no Iraque, a organização Comitê de Serviços Amigos Americanos alinhou no solo 224 pares de botas que pertenceram a militares que morreram no Meio Oriente.

A Escola das Américas foi estabelecida no Panamá em 1946, e logo trasladada a Fort Benning, Georgia, em 1984, para mais tarde ser rebatizada como Instituto de Cooperação para a Segurança Hemisférica.

Por suas aulas passaram, entre outros, Roberto D'Aubuisson, criador dos Esquadrões da Morte em El Salvador, e Leopordo Galtieri, chefe da Junta Militar na Argentina.

 

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