Ator Sean Penn: Um ditador não perde referendos constitucionais PDF Imprimir E-mail
Internacional
ABN   
Seg, 14 de janeiro de 2008 23:35

Numa carta dirigida ao editor do diário estado-unidense San Francisco Chronicle, publicada esta segunda-feira, o ator Sean Penn esclarece, em referência ao presidente venezuelano, Hugo Chávez Frías, que um ditador nem é eleito democraticamente nem perde referendos constitucionais.

“Depois de ler uma manchete propagandística em The Houston Chronicle, que se burla e mostra inveja das estrelas (Uma proposta modesta para as celebridades que vão encosta abaixo, quinta-feira), só pude esperar que esta grande cidade fosse mais inteligente do que o seu inútil jornal”, começa a carta escrita pelo ator estado-unidense Sean Penn, que demonstrou publicamente simpatia pelo presidente Chávez.

“Em sua clara referência a Chávez como um ditador na página A1, nem o homem da “cultura pop”, Peter Hartlaub, nem o igualmente orientado editor do Chronicle entendem que o presidente Chávez foi eleito democraticamente e que os ditadores não perdem referendos constitucionais”, continua a missiva dirigida ao editor do diário.

Mais adiante, indica que o Chronicle deveria consolar-se com o que The New York Times geralmente não o faz melhor. Sem embargo, no ataque do diário a Oliver Stone, quem, estejam de acordo ou não, tem ao menos a coragem, a paixão e a curiosidade intelectual para buscar informação longe de uma lixeira de porcelana e de um jornal desesperado, vemos outro intento para marginalizar as pessoas diretas e francas, cujas vozes são mais críveis que a do próprio Chronicle.

“No que me diz respeito, já que Hartlaub me incluiu em seu articgo, deve-se ter em conta que em minha recente viajem a Venezuela fui como jornalista, e o fato de que me marginalize, devido a que sou uma ‘celebridade’, simplesmente não me preocupa”, referiu o ator.

Também indicou: 'Ainda que você não creia, tenho um sentido de humor aceitável (se isso era o que Hartlaub buscava), mas senti muita vergonha, inclusive por The Chronicle. Sua seção de Notícias Duras para a linha propagandística, e agora seus editoriais diários, converteram-se numa revista louca para covardes de mente curta e ex-escritores acaudalados. Quem serão, Phil?'

 

Itens Relacionados