EDITORIAL: E agora, ministro leviano? A "Veja" tem que publicar. PDF Imprimir E-mail
Política
Fundação Lauro Campos   
Qua, 01 de julho de 2009 16:08

JustiçaGilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, com ampla cobertura do órgão oficial da direita reacionária brasileira - a revista Veja - nos infernizou a vida, em passado recente, com a denúncia de que uma conversa entre ele e o senador Demóstenes, do PFL (esse partido, formado por acólitos da ditadura, não pode ser tratada pela sigla que recentemente adotou) , havia sido gravada, a mando da operação Satiagraha, conduzida pelo delegado Protógenes Queiroz.

Foi uma alaúza geral. Imediatamente, todos os órgãos principais da imprensa diária fizeram a repercussão do fato, com imensos espaços. O mesmo ocorrendo com telejornais e programas jornalísticos radiofônicos.

Lula, do alto da sua subalternidade às classes dominantes, pressionado formalmente por Gilmar Mendes, não hesitou em enviar o diretor da Abin Paulo Lacerda - envolvido como cúmplice do "crime" - para um posto honorífico no exterior.  E chegando a insinuar "condenações" a métodos não recomendáveis de investigação.

Pois bem. Dia 1º de julho, está lá escondido na página 11 da Folha de S.Paulo, e inencontrável nas páginas do Globo, a informação que deveria estar na primeira página: a Polícia Federal não conseguiu municiar o inquérito com a prova material do caso. Não foi encontrada nenhuma fita com gravações da referida conversa, entre os dois palestrantes. "Gravação",  aliás, pela qual só tinham que agradecer, tal o teor de alto nível civilizatório, de homens públicos probos, das formulações ali explicitadas. Arquivou o processo sem indiciar os "suspeitos".

Ficam, então,  duas questões sérias a elucidar.

1 - A atitude do ministro do Supremo não tem nada a ver com falsidade ideológica?  É absolutamente permitido à Sua Excelência, que até hoje não apresentou nenhuma contestação digna contra a acusação de chefe de capangas a ele feita pelo ministro Joaquim Barbosa, denunciar um crime, e seu executor, que não existiu? Nascido exclusivamente de sua capacidade ficcional e de sua enorme disponibilidade para a mídia conservadora?

2 - A revista Veja vai fazer algum pedido de desculpas - com o destaque dado à matéria quando de sua publicação - quanto à divulgação de uma suposta gravação que nunca teve em mãos?  Vai informar quem  deu a falsa informação, não verificada pelo medíocre e desonesto quadro de jornalistas que abriga?

A cidadania espera que as respostas surjam para que ambos, Gilmar Mendes e a revista, não tenham ainda mais desgastada a má imagem de que hoje desfrutam.



 
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  1. Como PETISTA que sou, mas coerente e convicto em meus princípios socialistas, tenho que reconhecer que o governo LULA vem me decepcionando em alguns aspectos, dentre eles, a compactuação e a conivência com as políticas neoliberais e os ditos acordos com o PMDB para se manter no Governo. Meus parabéns ao PSOL, que nasceu mantendo a coerência, essa, que está se dissipando no PT.
  2. Gilmar Mendes é o capitão do Mato da elite nacional, é a vergonha institucionalizada, a banda podre do judiciário brasileiro, ainda disfarçada de homem probo e justo porque defendido pelo pseudo jornalismo de veículos como Veja e outros lixos jornalísticos. Mas gente como Gilmar Mendes não perde por esperar, sua hora está chegando, assim como chegou para Sarney depois de mais meio século no cenário político. Não existe mentira que dure para sempre. Paulo Henrique
  3. Gilmar Mendes é hoje o maior líder dos totalitários, conservadores e autoritários no Brasil

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