Apoio ao policial e cidadão Protógenes Queiroz PDF Imprimir E-mail
Política
Edilson Silva   
Sáb, 15 de novembro de 2008 11:19
Protógenes QueirozEnquanto uma brutal crise financeira vai derretendo o neoliberalismo e o mundo vai se acostumando com a idéia dos Obama na Casa Branca, no Brasil um capítulo importante da nossa República vai se desenrolando em meio a uma densa cortina de fumaça: o enredo da operação Satiagraha, da Polícia Federal. A cortina de fumaça, produzida e alimentada pela grande mídia, faz parte do mesmo enredo.

Em quatro anos de operação, a Satiagraha viu vários delegados da Polícia Federal desistirem das investigações no meio do caminho. A razão das desistências está clara. A operação investigava nada menos que Daniel Dantas, controlador do banco Opportunity, figura que, tudo indica, é o PC Farias que deu certo, com todas as implicações que possamos imaginar. Se o PC que deu errado derrubou um presidente e acabou assassinado, o que esperar do que deu certo?

O troca-troca no comando da Satiagraha tomou outro rumo com a chegada do delegado Protógenes Queiroz, coincidentemente no último dos quatro anos da operação que culminou com a prisão de Dantas, Naji Nahas e Celso Pitta, além de outros envolvidos, em julho deste ano.

Protógenes, pelo seu histórico, não é de deixar trabalho incompleto e é acostumado a debulhar casca grossa. Foi ele quem comandou as investigações e pôs fim à impunidade e às atividades criminosas do ex-deputado e esquartejador Hildebrando Pascoal e seu bando; do contrabandista chinês Law Kin Chong; do ex-governador Paulo Maluf; e do russo Boris Berezovski, desmantelando a organização que ligava a MSI ao Corinthians.

Ao trombar com Dantas e sua influência nos altos escalões da República, Protógenes não recuou. Enfrenta agora o STF, que segundo o ex-ministro da justiça, Fernando Lira, em entrevista à imprensa, atua como se fosse advogado de Daniel Dantas. Enfrenta a cúpula da Polícia Federal, sob o comando de um diretor que é conhecido como "homem de José Dirceu", a mesma cúpula que lhe tirou todas as condições para seguir com suas investigações sobre Dantas, não logrando êxito em parar-lhe. Enfrenta o próprio ministro da Justiça, Tarso Genro. Enfrenta também a grande mídia, que trata o assunto como se fosse uma mera disputa interna na Polícia Federal.

De investigador, Protógenes passou a investigado. O juiz federal Fausto de Sanctis, que despachou as ordens de prisão contra Dantas, também é intimidado publicamente. Em sintonia com o enredo, Daniel Dantas é sutilmente colocado como vítima de métodos ilegais de investigação. Seus advogados estão ensaiando ir direto ao STF (porque será, Fernando Lira?) para invalidar toda a Satiagraha e suas conclusões.

A sociedade brasileira está sendo levada a discutir somente os métodos utilizados na Satiagraha para obter as provas contra Daniel Dantas e sua quadrilha, deixando de lado o mérito dos crimes comprovadamente cometidos pelos investigados. Tudo indica que o mérito dos crimes conduz aos corredores e salas do poder.

A sociedade brasileira, a exemplo do que fez acertadamente o ex-ministro Fernando Lira, precisa se posicionar pela transparência na divulgação dos crimes cometidos por Daniel Dantas, pelo seu julgamento e prisão, e solidarizar-se com o delegado Protógenes Queiroz, cuja única irregularidade que cometeu foi ser um policial implacável, desvendando um bilionário esquema criminoso que envolve altos escalões da República.

Edilson Silva é presidente do PSOL-PE

 

 


PSOL entra com representação em defesa do delegado Protógenes e do juiz De Sanctis

Para parlamentares há uma tentativa interna de desestabilização institucional

O PSOL entrou nesta quinta-feira, 13/11, com representação na Procuradoria Geral da República para que sejam investigados os procedimentos adotados pelo delegado Amaro Vieira Ferreira e pelo diretor-geral da Polícia Federal Luis Fernando Corrêa ao pedirem quebra de sigilo telefônico para apurar sobre possível vazamento de informações na Operação Satiagraha.

Conforme reportagem do jornal Folha de São Paulo, o delegado Ferreira solicitou à empresa Nextel a quebra de sigilo, sem autorização judicial, de todos os celulares e antenas utilizados na operação comandada pelo delegado Protógenes Queiroz, que resultou na prisão de Daniel Dantas, Celso Pitta e Naji Nahas. A PF se justificou informando que não houve pedido de quebra de sigilo, mas sim de dados sobre a localização das torres de transmissão. O jornal, entretanto, contesta essa informação.

Para o PSOL, o que ocorre diante dessas ações da PF é uma tentativa interna de desestabilização institucional, que desvia o foco das conclusões da Operação Satiagraha e beneficia três dos principais acusados. Além disso, tenta-se desmoralizar o trabalho realizado pelo delegado Protógenes e pelo juiz Fausto De Sanctis, que autorizou as prisões, na época.

A líder do PSOL, deputada Luciana Genro (RS), declarou que as ações do delegado Protógenes e do juiz De Sanctis deveriam honrar a corporação, já que eles agiram e prenderam corruptos de colarinho branco, mas, agora, ambos estão sendo perseguidos. “ É uma vergonha o que está acontecendo: investigações levam a quadrilha fraudadora de recursos públicos para a cadeia; o senhor Daniel Dantas é libertado duas vezes; e agora quem investigou está sendo investigado”, completou o deputado Ivan Valente (SP).

O senador José Nery (PA) defendeu o delegado Protógenes e afirmou que o que existe é uma articulação de parte dos três poderes da República, que certamente temem pelos resultados da Operação Satiagraha. “É mais uma proteção tradicional no Brasil aos grandes donos do capital e do dinheiro. Não pode continuar dessa maneira”, concluiu o deputado Chico Alencar (RJ).

13-Nov-2008

 
5 Votes

4 Comments

Feed
  1. Meus parabéns pela sua coragem e honestidade.Todas as pessoas boas e honestas estão do seu lado. Continue lutando contra a corrupção, essa chaga profunda em nosso Brasil. Protógenes, entre para a política limpa para que possa se defender e acabar com a bandidagem em todos os setores desse Brasil. Eu o admiro muito! Precisamos sempre de você, como disse a Sônia.
  2. A Polícia Federal, antes obscura e desacreditada, ganhou, a partir da competencia e coragem do Delegado Protógenes Queiroz, um novo alento:O esquema que enfrenta é tão poderoso e hipócrita, que não sossegaram enquanto não o removeram dessa missão de passar o Brasil a limpo.É preciso, entretanto, resistir.Que cada brasileiro possa incorporar um pouco dessa coragem do DR. Protógenes, mostrar a cara e seguir na luta por um Brasil menos corrupto em que possamos acreditar nas instituições.Mais uma vez está provado que os poderosos estão tentando blindar a camarilha e transformar os bandidos em heróis e os criminosos em vítimas.É preciso ficar vigilante,ter coragem de protestar e solidarizar-se com esse baluarte da investigação policial. Jésus Barreto
  3. Fico honrada em poder manifestar meu total e irrestrito apoio ao sr Protógenes Queiroz. È de brasileiros assim que precisamos pra limpar um pouco que seja, este nosso país. Afinal, que poder é esse do Dantas? Já abandonei a Brasiltelecom em virtude desta pestilência.JÁ CEHGA DE IMPUNIDADE E VIVA A MORALIDADE E A ESPERANÇA!
  4. Honrado e heróico poderiam ser nomes próprios e apropriados para um funcionário que cumpre seu dever com seriedade e honestidade!Protogenes passa a valer como adjetivo, sinônimo de probidade e coragem! Todo o meu apoio e admiração pela carater, caro amigo e protetor do Povo brasileiro, PROTOGENES, NÓS PRECISAMOS DE VOCE

Add Comment

Avalie este artigo

5 Votes

Itens relacionados