| EDITORIAL: Um enfrenta. O nosso se dobra |
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| Política |
| Fundação Lauro Campos |
| Dom, 01 de março de 2009 17:53 |
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Na Venezuela, diante da sabotagem das indústrias processadoras de arroz, o presidente Chavez não vacilou. Promoveu intervenção militar ameaçando chegar à expropriação caso a situação não se normalize imediatamente. Expropriação, evidentemente, como ele fez questão de explicitar, sem nenhuma indenização em papel-moeda. Tudo em títulos de dívida pública. Ou seja; cumprindo ritos legais, mas não promovendo privilégios. Alguém pode ter alguma dúvida quanto a uma solução rápida do problema provocado pelos capitalistas sempre ativos na criação de problemas para a Revolução Bolivariana? No Brasil, diante dos diretores da Embraer – empresa privada que acapara lucros pantagruélicos por conta de projetos desenvolvidos quando era ainda estatal –, Luiz Inácio se ajoelha, chora, lamenta, mas não consegue reverter a decisão de demissão que a diretoria da empresa, sentada à sua frente no Planalto, havia tomado dias antes. Decisão ilegal, que a Justiça do Trabalho obrigou suspensão até que em audiência-conjunta com a direção sindical da categoria seja alcançada uma solução. E ali, a empresa vai ter que apresentar documentos convincentes. Lula, que se pretendera com legitimidade para reverter a situação, havia promovido a reunião. Não só o presidente da República, deificado por bizarras pesquisas, mas, principalmente, o líder sindical que ainda se pretendia em forma técnica, sentava-se com os implacáveis tecnocratas certo de que obteria resultados que lhe permitissem mais uma jogada propagandística. Ledo engano. Sem números concretos sobre a mão, mas apenas com a argumentação cretina da impossibilidade de manter efetivos por conta da perda de encomendas internacionais, o patronato se impunha às demandas presidenciais. Bizarro que ninguém tenha notícia de aumento de salários quando a maré é favorável nessas encomendas. No máximo horas-extras com um pingadinho a mais no salário que só aumenta na esteira de greves e pressão social. Ainda bem que a Justiça Trabalhista operou. E os trabalhadores demitidos da Embraer não ficam mais dependendo da humilhante postura de Lula, limitado à solicitação aos patrões para “que tratassem os trabalhadores com humanidade”. Independentemente do que resulte da audiência de “conciliação”, reativou-se uma lembrança: o populismo só tem alguma eficácia se o governante populista tiver um mínimo de aptidão para enfrentar o grande capital. Pelo que se conhece da submissão aos banqueiros e predadores do agronegócio, Lula não tem.
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Que diferença... Foi a agência espanhola EFE que noticiou no fim de semana.
Edimar Junior makes this comment
05-03-2009
junior makes this comment
04-03-2009