Edison Lobão Filho tomará posse mesmo com denúncias de corrupção PDF Imprimir E-mail
Política
Priscila Mazenotti   
Qui, 17 de janeiro de 2008 22:00

Mesmo enfrentando denúncias de corrupção, o empresário Edison Lobão Filho (DEM-MA) tomará posse como senador na vaga deixada por seu pai, Edison Lobão (PMDB-MA), que na segunda-feira (21) assume o comando do Ministério de Minas e Energia.

Edinho Lobão, como é chamado, é suspeito de ser sócio oculto de uma distribuidora de bebidas no Maranhão que teria sonegado R$ 42 milhões nos últimos oito anos. Ele também responde a um processo criminal sobre o funcionamento de uma emissora clandestina de televisão no interior do estado, em 1999.

A assessoria de imprensa do futuro senador informou que ele está preparando documentos de defesa para apresentar à Secretaria-Geral da Mesa e também ao seu partido, o Democratas. Ele alega que as acusações são relativas à vida empresarial e não à administração pública.

O argumento usado por Edinho é o mesmo usado pelo senador Gim Argello (PTB-DF), que assumiu a vaga deixada por Joaquim Roriz, também acusado de envolvimento em esquema de corrupção.

Sobre Argello pesava a denúncia de envolvimento em participação no desvio de recursos do Banco de Brasília (BRB), investigado pela Operação Aquarela, da Polícia Civil do Distrito Federal e do Ministério Público Federal.

Na época, o PSOL chegou a apresentar pedido de investigação do caso ao Conselho de Ética da Casa, mas a matéria foi arquivada sob o argumento de que a denúncia é anterior ao mandado de senador.

Regimentalmente, quando o titular da vaga de senador se licencia para ocupar um posto como o de ministro, o primeiro suplente tem 60 dias para tomar posse.

Esse prazo pode ser prorrogado por mais 30 dias em caso de motivo justificado. Se não tomar posse no prazo ou pedir a prorrogação, é considerada a renúncia do suplente. Nesse caso, quem assume é o segundo suplente que, para isso, tem 30 dias improrrogáveis.

A assessoria de Edinho informou que ele está de férias no exterior e volta ao Brasil na próxima semana, mas ainda não há data prevista para a posse.

 

Segundo suplente de Lobão é acusado de fraudes

Agência Estado - 18/1/2008 8:12

O segundo suplente do senador Edison Lobão, Remi Ribeiro (PMDB-MA), que deve assumir a vaga deixada pelo novo ministro de Minas e Energia - já que o primeiro suplente, Edison Lobão Filho, vai se licenciar para responder às acusações de uso de laranjas - chega ao Senado com fantasmas do passado assombrando sua posse. Presidente em exercício do PMDB no Maranhão, Ribeiro foi denunciado pelo Ministério Público, depois de ser indiciado pela Polícia Federal, por crime de responsabilidade e peculato. Ele é um dos alvos de uma acusação de apropriação indébita de recursos públicos na Prefeitura de São Bento (MA), onde foi tesoureiro. A denúncia mostra que entre 1989 e 1992 teriam ocorrido desvio de dinheiro e fraudes em licitações na prefeitura. O inquérito concluído em 2005 apontou 10 pessoas como beneficiárias do esquema, entre elas, Ribeiro.

Procurado ontem, Ribeiro não foi localizado, mas ele já afirmou para aliados que quer evitar que sua vida seja devassada. Uma das maiores preocupações seria a exploração de episódios que ele considera passados. O principal é uma acusação envolvendo sua ex-mulher em que ele foi absolvido, no ano passado, pela Justiça, mas que até hoje lhe rende problemas. Ribeiro foi denunciado na polícia pela ex-mulher por ter supostamente violentado uma filha que ela teve em outro casamento. Em dezembro, Ribeiro foi absolvido por falta de provas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 
1 Vote

0 Comments

Add Comment

Avalie este artigo

1 Vote

Itens relacionados