| Massacre de Carajás: 13 anos de impunidade |
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| Questões Agrárias | ||||||||||
| Mauricio S. Matos | ||||||||||
| Sáb, 18 de abril de 2009 07:47 | ||||||||||
Belém do Pará, 17 de abril de 2009
Por isso, na manifestação de hoje, uma militante do MST, com os olhos vendados, vestida com uma túnica branca suja de sangue e segurando uma cruz de madeira nas mãos, abria a passeata e denunciava o descompromisso da Justiça paraense, que cerra os olhos diante dos crimes do latifúndio. Logo atrás, uma enorme faixa da Via Campesina pedia “Soberania Alimentar, Já!” Também houve cobranças ao governo federal. Uma das faixas assinadas por MST e Via Campesina perguntava: “Lula, cadê a reforma agrária?”. E outra dava parte da receita para enfrentar a “marolinha”: “Contra a crise: reforma agrária já!” O PSOL esteve presente, representado, dentre outros, por Araceli Lemos, Neide Solimões e Sílvia Letícia, além das companheiras Sara e Linesh, do Romper o Dia. Ao chegar em frente ao TJE as quatro faixas da Av. Almirante Barroso, principal via de acesso a Belém, foram fechadas. A “justiça”, cambaleante e suja de sangue, tombou ao chão. Um boneco representando Gilmar Mendes foi queimado e 19 militantes, com túnicas pretas, segurando 19 cruzes de madeira, acenderam velas diante o Tribunal e entoaram palavras de ordem, segurando uma faixa que dizia: “Massacre de Carajás. 13 anos de impunidade”. No final do ato público, para que os juízes e desembargadores não esqueçam daqueles que tombaram em Eldorado dos Carajás, as 19 cruzes foram deixadas, encostadas na grade do suntuoso prédio do TJE paraense. De Belém do Pará, 17 de abril de 2009
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