Junto com as crises ecológica, energética e econômica, a situação alimentar mundial é um dos quatro problemas mais graves que a humanidade enfrenta hoje, devido à acumulação de recursos em limitados polos sociais e territoriais. Jacques Diouf, diretor da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), anunciou em 6 de maio último em Paris que a fome afetará 104 milhões a mais em 2009, como consequência da crise econômica, e elevará o "total de pessoas desnutridas a quase um bilhão".
Entre 55 e 90 milhões de pessoas passarão à condição de pobreza extrema ainda este ano devido à recessão mundial resultante da crise financeira internacional. Mais de 1 bilhão sofrerão de fome crônica no mundo todo. As previsões estão em relatório divulgado hoje (24) pelo Banco Mundial (Bird) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), às vésperas da reunião de primavera das duas instituições, que será realizada neste final de semana em Washington (EUA).
Um dos significados da palavra choque é a sensação produzida por uma carga elétrica. Antigamente, o choque era utilizado nos tratamentos de doentes mentais, mas atualmente com o desenvolvimento da Medicina, esse método como procedimento de cura foi abolido e totalmente condenado pela ineficácia comprovada na sua aplicação. A palavra choque também significa querela violenta, conflito.
Freqüentemente, perguntam-nos em que medida as diferentes classes da sociedade são úteis, quase indispensáveis. A resposta, naturalmente, varia para cada período histórico. É indubitável que houve um tempo em que a aristocracia agrária foi um elemento inevitável e necessário da sociedade.
O Estado brasileiro foi acusado hoje (5) de criminalizar e aplicar uma política de violência contra os movimentos sociais, principalmente os que lutam pela terra e pelo meio-ambiente. Os argumentos contra o Estado foram apresentados em um tribunal popular realizado na faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).
O desenvolvimento da atual crise aponta para o seu contínuo aprofundamento. Tudo indica que a crise de 2008 não é conjuntural, nem deriva de falhas pontuais do mercado. Ela deve ser relativamente duradoura, e suas principais causas residem no próprio modo de operação do padrão de acumulação capitalista efetivado a partir da contra-revolução neoliberal de 1979-1980.
Relatório sobre o Estado das Cidades Mundiais 2008/09, divulgado ontem pela Organização das Nações Unidas (ONU), mostra que a desigualdade nas maiores cidades da América Latina está no mesmo nível de um conjunto de 26 cidades do continente africano.
Os governos dos Estados Unidos e da Europa gastaram numa semana o equivalente ao montante que se necessita para matar a fome no mundo por quase 50 anos.
Com base nos dados apurados pela Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio de 2007, divulgada pelo IBGE, um estudo do IPEA mostra que, de 2001 para 2007, 10,2 milhões de pessoas saltaram da “classe baixa” (até R$ 545,66 de ganho mensal por família) para a “classe média” (entre R$ 545,66 e R$ 1.350,82) e 3,6 milhões subiram da “classe média” para a “classe alta” (acima de R$ 1.350,82). Como dizia uma amiga minha, só rindo...
A principal arma daqueles que lutam contra as ações de combate ao trabalho escravo tem sido uma alegada confusão de conceitos em torno do tema. Percebe-se que, para esses, o termo “análogo à escravidão” tornou-se um inimigo a combater. Aceitam que as condições encontradas em fazendas sejam caracterizadas como “irregularidades trabalhistas” ou mesmo como “trabalho degradante”, mas rechaçam o termo "análogo à escravidão".
Francisco Carneiro De Filippo (Chico) e Talita Victor Silva
Dom, 10 de agosto de 2008 21:54
No ano em que a chamada “Constituição Cidadã” faz 20 anos, o Brasil vive um dos momentos de maior ataque a um dos direitos conquistados, ainda que parcialmente, com o fim da ditadura: o de livre organização e expressão. Cada vez mais, tudo o que afronta a ordem estabelecida ou que questiona o conceito de “segurança” privada e burguesa, caminha para ser colocado no rol da ilegalidade, da criminalização.”
A Kombi com passagem a 1,50 nos deixou na entrada da Grota, uma das favelas do Complexo do Alemão. O dia estava cinzento e logo de cara nos deparamos com os fuzis da Força Nacional de Segurança (?) há mais de um ano, que ocupa a favela, apontados em nossa direção e na de todos que passavam. Tensão nos rostos uniformizados atrás dos sacos de areia que servem como trincheiras improvisadas de uma guerra fabricada. Quem são os inimigos, “os alemão”, na gíria carioca?