| A favor da Comissão da Verdade |
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| Segurança Pessoal e Direitos Humanos |
| Cid Benjamin |
| Sex, 05 de fevereiro de 2010 10:58 |
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Cid Benjamin
Algumas de suas propostas devem ser aprovadas pelo Congresso Nacional para que tenham vigência. Outras dependeriam de iniciativas do Executivo. Assim, a histeria da direita militar só se justifica por uma questão: como tratar os crimes cometidos pela ditadura? Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai já retiraram os esqueletos do armário. No Brasil, 25 anos após o fim da ditadura, as Forças Armadas ainda administram os limites da democracia. Fui preso político. Não me preocupa tanto a punição de meus torturadores, embora o Brasil seja signatário de tratado internacional que classifica a tortura como crime imprescritível. Mas é essencial a abertura dos arquivos da repressão. O País precisa saber oficialmente o destino dos desaparecidos, quem os assassinou e em que circunstâncias. É preciso se conhecer os nomes dos que torturaram, estupraram e mataram presos. E, também, dos que deram as ordens para tal. Quanto mais se lançar luz sobre o que aconteceu, mais a sociedade criará anticorpos para evitar a repetição dessa barbárie. Além disso, a abertura de arquivos trará um debate fundamental: que tipo de Forças Armadas queremos? Afinal, torturas e assassinatos não foram iniciativa particular de sádicos. Foram política de Estado. Por isso, sepultar a famigerada doutrina de segurança nacional - que se mostra ainda viva quando o Exército defende assassinos e torturadores - é vital para a democracia. No fundo, este é o temor dos que não querem que a verdade venha à tona. Cid Benjamin é jornalista, professor e ex-preso político [Publicado no jornal O Dia de 22/01/2010]
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