Chacina deixa 7 mortos na zona norte de São Paulo PDF Imprimir E-mail
Segurança Pessoal e Direitos Humanos
Escrito por Agência Estado   
Qua, 16 de janeiro de 2008 21:48

Sete pessoas foram assassinadas e duas sobreviveram, por volta das 2h30 desta madrugada, em mais uma chacina registrada na zona norte da capital, cujo comando de policiamento militar estava nas mãos do coronel José Hermínio Rodrigues, executado com 5 tiros na manhã de ontem.

Segundo informações de policiais militares da 1ª Companhia do 43º Batalhão, a chacina desta madrugada ocorreu em um bar próximo ao km 83 da Rodovia Fernão Dias, região do Jaçanã. No local morreram seis homens e uma mulher, uma faxineira. Entre as demais vítimas que morreram no bar, há um lixeiro, um carroceiro, um cobrador, um funcionário de uma loja de calçados e um surdo-mudo. Outros dois baleados, entre eles um taxista, foram encaminhados ao pronto-socorro do Hospital Municipal São Luiz Gonzaga, onde seguem internados.

Os tiros, de pistolas calibres 9mm e 380, foram disparados por três homens a pé. Havia dez pessoas em frente e dentro do bar. Somente o proprietário foi poupado pelos atiradores, que, depois de atingirem as nove pessoas, se afastaram do local, recarregaram as armas, voltaram e dispararam novamente.

 

Chefe da PM na zona norte de SP é executado

Agencia Estado - 17/1/2008 9:00

O coronel José Hermínio Rodrigues, de 48 anos, chefe da Polícia Militar (PM) na zona norte de São Paulo, foi executado ontem com pelo menos cinco tiros quando passeava de bicicleta no Mandaqui. Fornecidas por testemunhas, as características do assassino levantaram a suspeita de se tratar de um policial. O coronel investigou chacinas atribuídas a PMs na região.

O atirador, um homem moreno que chegou ao local de moto, usou as duas mãos para empunhar a arma e fazer mira. Vestia coturno de cano curto. Foi rápido e certeiro. A cúpula da segurança pública no Estado preferiu ser cautelosa sobre as motivações do crime. "Qualquer afirmação neste momento é uma absoluta irresponsabilidade", afirmou o secretário Ronaldo Marzagão.

Descrito pelos colegas de turma na Academia da PM e pelo comandante-geral, coronel Roberto Antônio Diniz, como "um excelente oficial, rígido e disciplinador", Hermínio ocupava havia um ano o Comando de Policiamento de Área Metropolitano-3 (CPA-M3), responsável pelo patrulhamento da zona norte, em 2007. Na época, seu maior desafio era combater o narcotráfico na região e as constantes chacinas, algumas das quais tinham como suspeitos policiais do 18º Batalhão da PM.

 

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