Confronto entre policiais e foliões gera confusão no carnaval de Brasília PDF Imprimir E-mail
Segurança Pessoal e Direitos Humanos
Escrito por Felipe Linhares - da Agência Brasil   
Ter, 05 de fevereiro de 2008 12:25

Brasília - O último dia do bloco Galinho de Brasília, um dos blocos de rua mais conhecidos da cidade, foi marcado por grande confusão. No fim da tarde de ontem (4), a Polícia Militar e os foliões entraram em confronto por causa de tentativas de esvaziar as ruas para liberar o trânsito.

O Galinho foi criado há 16 anos e é uma homenagem ao Galo da Madrugada, tradicional bloco pernambucano.

Às 16h de ontem (4), o Galinho começou a reunir os foliões para a tradicional passeata pelas ruas de Brasília. Quando o bloco saiu em direção à Esplanada dos Ministérios, por volta das 18h30, muitas pessoas continuaram festejando em uma rua que tem cerca de 400 metros. A Polícia Militar do Distrito Federal tentou liberar o trânsito algumas vezes, mas não obteve sucesso.

Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) usaram gás de pimenta, bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar a população.

“Não tinha nenhuma confusão, estava todo mundo brincando. Eles saíram jogando gás no rosto de idoso, de criança. Eles não queriam saber nem quem era, só saíram jogando”, disse o estudante Pedro Mariano Vasconcelos.

O coordenador da Operação Carnaval da Polícia Militar do DF, coronel Nelson Souza, afirmou em entrevista à Agência Brasil, que o Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi deslocado ao local “quando o conflito tomava proporções generalizadas”. Segundo ele, dois policiais ficaram feridos por corte de garrafas.

“A polícia certamente utilizou os meios necessários para fazer frente à situação”, afirmou o coronel.

De acordo com ele, quatro foliões foram detidos e encaminhados para a 1ª Delegacia de Polícia.

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Polícia Militar vai apurar se houve excesso contra foliões do Galinho de Brasília

Akemi Nitahara - repórter da Rádio Nacional

Brasília - A Polícia Militar vai instaurar inquérito para apurar se houve excesso na desobstrução da comercial da 203/204 sul, onde se concentra o bloco de carnaval Galinho de Brasília. No fim da tarde de ontem (4), a Polícia Militar e os foliões entraram em confronto por causa de tentativas de esvaziar as ruas para liberar o trânsito.

De acordo com o responsável pela operação carnaval, coronel Nelson Souza, a polícia cumpria ordem de liberar o trânsito na rua.

"Nós ainda não temos condições de avaliar se houve ou não excesso, somente uma apuração será feita. Mas o fato é que as circunstâncias impuseram que houvesse um rigor maior da Polícia Militar para desocupação da pista, do local, conforme tinha sido combinado", afirmou hoje (5).

Segundo o coronel, pelo menos 400 pessoas ainda estavam no local, depois da saída do bloco, que se deslocou para o espaço Gran Folia, no Eixo Monumental. A rua deveria ser desobstruída às 18h30, conforme combinado com a Secretaria de Segurança Pública, a Secretaria de Cultura e a organização do Galinho de Brasília.

Por volta de 20h30, depois de tentar tirar os foliões do local, uma patrulha do Batalhão de Operações Especiais esteve na comercial para conter um início de conflito. O coronel Nelson Souza diz que uma viatura da PM ficou depredada e dois policias foram feridos com garrafas.

O presidente do bloco, Romildo de Carvalho Junior, disse que a ação da polícia militar foi violenta. Carvalho Junior afirmou que os policiais chegaram a usar spray de pimenta e balas de borracha contra os foliões.

"O Galinho já estava chegando no Circuito Gran Folia, quando chegaram alguns foliões comentando o ocorrido na 203/204 sul, e essa comunicação relata uma selvageria incrível contra o cidadão."

Ele lembra que foliões que não conseguem acompanhar o bloco pelo circuito, como mães com crianças e idosos, ficam na comercial depois da saída do Galinho.

Romildo afirmou que a Polícia Militar sempre colaborou com o Galinho, bloco que se reúne há 16 anos e que nunca registrou ocorrência policial. Ele cobrou que o caso seja apurado e os responsáveis punidos.

Ontem (4), 10 mil pessoas seguiram o Galinho de Brasília pelo percurso até o Eixo Monumental.

 

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