Rio de Janeiro - Em um operação conjunta das Polícias Civil e Militar, o deputado estadual Natalino Guimarães (DEM) foi preso em flagrante, na noite de ontem (21), na casa dele, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Segundo a polícia, o deputado estava reunido com várias pessoas que seriam integrantes de um grupo paramilitar que controla favelas na cidade, as chamadas milícias. Na chegada dos policiais, houve troca de tiros. Também foram presas outras cinco pessoas: dois policiais militares, um agente penitenciário e um segurança do parlamentar.
De acordo com a polícia, eles responderão pelos crimes de porte ilegal de armas, tentativa de homicídio, favorecimento pessoal e formação de quadrilha armada. Na operação, foram apreendidas várias armas, entre elas um fuzil AR-15 e duas escopetas, além de seis carros.
Alerj instala CPI das Milícias para investigar grupos paramilitares que atuam em morros do Rio
Agência Brasil
Rio de Janeiro - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a atuação de milícias no Rio de Janeiro - a CPI das Milícias - foi instalada hoje (19 de junho) na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj). Antonio Santos Salustiano e Ocian Gomes Salustiano, suspeitos de terem confeccionado uma bomba que explodiu na delegacia de Campo Grande, na semana anterior, devem ser os dois primeiros a prestarem depoimento à CPI, na próxima quinta-feira (26 de junho).
O deputado estadual Natalino Guimarães (DEM), que teria sido apontado como o mandante do crime pelo delegado de Campo Grande, Marcus Neves, disse que gostaria também de prestar depoimento, segundo informou o presidente da Comissão, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL).
"Esses grupos milicianos, por serem formados por agente da segurança pública, dominarem territórios e terem braços políticos muito claramente, representam uma ameaça à soberania do estado. Esse é um elemento muito preocupante, quando as atividades criminosas passam a ter representatividade no Legislativo", disse Freixo. Outros deputados, delegados e membros da Secretaria Estadual de Segurança também serão convocados a depor. O objetivo é tentar descobrir como funcionam esses grupos criminosos. A prefeitura do Rio, os meios de comunicação e alguns órgãos da sociedade civil foram chamados a contribuir com a CPI das Milícias por meio de qualquer tipo de documento e pesquisa sobre as milícias.
O Disque-Milícia, um telefone para fazer denúncias anônimas a respeito das milícias, deve ser instalado até a próxima semana. A proposta de criar a CPI das Milícias foi feita inicialmente em fevereiro do ano passado pelo Marcelo Freixo, mas acabou arquivada. O projeto foi reavivado no mês passado, depois que as autoridades tomaram conhecimento do seqüestro e tortura de uma equipe do jornal O Dia pela milícia que controla a Favela do Batan, na zona oeste do Rio, no início de maio.
Alerj vai avaliar situação de Natalino Guimarães em reunião no recesso
Agência Brasil
Rio de Janeiro - O presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani, convocou uma reunião de emergência amanhã (23), para que membros do Conselho de Ética e da Mesa Diretora da Casa recebam e examinem uma cópia dos autos da prisão em flagrante do deputado Natalino Guimarães (DEM), ocorrida na madrugada de hoje (22).
Natalino é acusado de chefiar milícias em Campo Grande, na zona oeste do Rio, entre outros crimes. Na reunião, vai ser decidido se haverá convocação dos deputados para votar, em plenário, a manutenção ou não da prisão em flagrante de Natalino. Isso porque os parlamentares estão em recesso.
O secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou que a prisão de Natalino é fundamental para combater a ação de milícias na região de Campo Grande, devido às proporções da milícia que o deputado supostamente integra e que chega a arrecadar cerca de R$ 4 milhões por mês.
Perguntado sobre a possibilidade da Alerj conceder soltura para Natalino, Beltrame afirmou que a Casa tem autonomia para avaliar a prisão em flagrante do deputado. "Eu acho que lá existe uma comissão de ética, que tem autonomia para se manifestar sobre isso. A policia fez e vai continuar fazendo o seu trabalho, estejam nas investigações deputados, vereadores, policias", disse Beltrame.
O secretário ainda informou que, desde que assumiu a Secretaria de Segurança, cerca de 350 policiais já foram expulsos, e que destes aproximadamente 70 têm alguma ligação com milícias. Ele também afirmou que a inteligência da polícia está estudando medidas para evitar que traficantes voltem a agir em Campo Grande, com o enfraquecimento da milícia.
No final da tarde de hoje, o deputado Natalino Guimarães e os outros cinco presos foram transferidos para penitenciárias de Bangu, na zona oeste.
Deputado Natalino Guimarães está preso na Polinter do Rio acusado de vários crimes
Agência Brasil
Rio de Janeiro - O deputado estadual Natalino José Guimarães, do DEM, foi preso em flagrante, na noite desta segunda feira (21), em sua casa, em Campo Grande, na zona oeste do Rio, numa operação que uniu as polícias civil e militar do estado. A polícia apreendeu armas e carros importados. Ele foi encaminhado à 35ª Delegacia de Polícia (DP) de Campo Grande, onde prestou depoimento e negou ter cometido os crimes de porte ilegal de armas, formação de quadrilha, favorecimento pessoal e tentativa de homicídio.
O parlamentar também é acusado de comandar um grupo de milicianos, conhecido como Liga da Justiça, que age em Campo Grande e é mantido por atividades ilegais como gato net (ligações clandestinas de tv a cabo), transporte alternativo e venda superfaturada de gás de cozinha, que são realizadas em comunidades da região, gerando R$ 2 milhões por mês ao grupo. O deputado foi encaminhado à Polinter, no início da tarde de hoje (22).
Moradores de diversas comunidades da região, entre elas Carobinha, Barbante e Manguariba, fizeram manifestação a favor do deputado em frente à delegacia de Campo Grande. Policiais jogaram gás de pimenta para dispersar o grupo.
Segundo o delegado da 35ª DP, Marcus Neves, o envolvimento do deputado Natalino e do vereador Jerônimo Guimarães Filho, irmão do deputado, preso desde dezembro do ano passado, foi descoberto após o inicio das investigações comandadas pelo chefe de polícia Gilberto Ribeiro.
O delegado Marcus Neves ressaltou a participação de policias e civis em grupos milicianos da região. “Nós temos pela menos trinta pessoas, policias e não policiais, que já foram presas em flagrante ou a partir de mandado de prisão, expedidos pelo Judiciário. Nós temos um inquérito policial instaurado, com uma relação de 42 nomes que figuram como os principais membros desse grupo”, disse o delegado.
Marcus Neves disse ainda que, após o procedimento legal feito na delegacia em Campo Grande, uma cópia do documento será encaminhada ao procurador-geral de Justiça e outra ao presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), para que os deputados decidam pela permanência ou não do deputado no cárcere. O deputado foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro por formação de quadrilha, mas, beneficiado pela imunidade parlamentar, respondia ao processo em liberdade.
PF investiga cerceamento a campanhas eleitorais em determinadas áreas do Rio
Agência Brasil
Rio de Janeiro - A Polícia Federal começou a investigar, há cerca de 30 dias, a formação de currais eleitorais no estado do Rio de Janeiro. A ação foi motivada por reclamações de candidatos que teriam sido impedidos de entrar em certas áreas para fazer campanha, informou o superintendente da Polícia Federal Valdinho Jacinto Caetano.
Segundo ele, nenhum dos candidatos apresentou denúncia formal ao Ministério Público Federal ou à Polícia Federal, mas os dados já estão sendo levantados, como nomes e mapeamento de áreas. Caetano negou que a participação de milicianos nesse tipo de crime tenha incentivado a investigação. O foco da apuração, acrescentou, são os crimes eleitorais, independente de quem cometa as irregularidades.
"Por exemplo, se um miliciano impede alguém de entrar [em determinado local], e se um engenheiro também impede um candidato de entrar num determinado bairro, qual a diferença entre eles? Para nós, nenhuma. Vamos prender alguém que esteja cometendo um crime, seja ele miliciano, engenheiro, médico ou policial. Então, qualquer um que cerceia a atividade do candidato está cometendo um crime. Não há agravamento por ser miliciano. O miliciano tem outras condutas criminosas que estão sendo investigadas por um órgão.", explicou. O superintendente afirmou que as eleições para vereador e prefeito são as mais difíceis para a fiscalização pela proximidade entre candidatos e eleitores. Ele disse ainda que o levantamento de dados é muito importante porque esse é um crime difícil de tipificar. |