Fórum Social Mundial promove mobilização popular no Rio PDF Imprimir E-mail
Sindicalismo e Movimentos Sociais
Escrito por Fundação Lauro Campos   
Sáb, 26 de janeiro de 2008 14:52

Rio de Janeiro, 26 de janeiro - O Rio de Janeiro é uma das cidades brasileiras em que ocorrem hoje (26) atividades no 8º Fórum Social Mundial (FSM). No Dia da Mobilização e Ação Global, diversas tendas temáticas foram montadas ao ar livre no Parque do Flamengo, Rio de Janeiro, para discutir os temas de interesse do FSM, que é um contraponto ao Fórum Econômico de Davos, na Suíça.

São um total de oito tendas, que têm os seguintes temas: Idéias, Trocas e Economia Solidária, Alimentação, Conexão Mundial, Audiovisual, Artes Cênicas, Crianças e Ponto de Encontro. Há também diversas tendas menores, inclusive uma do PSOL, que contam com a presença de representantes da sociedade civil mundial, que abordam assuntos como educação, questão indígena, sindicalismo e religião, entre outros.

O coordenador do movimento Rio Com Vida (nome do evento do Fórum Social Mundial no Rio de Janeiro), Bruno Cattoni, explica que o objetivo da manifestação de hoje (26) é divulgar o significado do Fórum Social Mundial. “É uma mobilização de todos os povos que pensam um mundo livre, um outro mundo possível, no mesmo dia da conferência de Davos, em que estão discutindo o futuro do dinheiro e esquecendo o futuro do ser humano”, disse.

Diversas personalidades de renome nacional e internacional participam da mobilização no Rio de Janeiro, entre elas o deputado federal Chico Alencar (PSOL), o vereador Eliomar Coelho (PSOL-Rio), o teólogo e escritor Leonardo Boff e o diretor teatral Augusto Boal. Na manhã de hoje (26), eles participaram de uma conferência virtual ao vivo com 41 cidades em todo o mundo.

Cattoni explica que a mobilização no Rio de Janeiro, que começou às 10h, continua até as 21h e prevê a participação de 10 mil pessoas. Segundo ele, até o momento vieram ao Fórum cerca de 2 mil pessoas. Durante todo o dia, haverá apresentações de dança, teatro e música, e às 19h, um show com o cantor Martinho da Vila.

A 7ª Edição do Fórum Social Mundial no Brasil ocorre em pelo menos oito cidades brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador e Belém.

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Fórum Social Mundial serve de palco para protestos da sociedade civil

Irene Lôbo* - Repórter da Agência Brasil

Brasília - "Um outro mundo possível." Com esse lema, diversos representantes da sociedade civil compareceram ao Fórum Social Mundial (FSM) no Rio de Janeiro, que promoveu um evento chamado Dia da Mobilização e Ação Global. Proposto originalmente como alternativa ao Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça, o FSM é um evento organizado por movimentos sociais com o objetivo de celebrar a diversidade, discutir temas relevantes e buscar alternativas para questões sociais.

Em entrevista hoje (26) ao programa Revista Brasil, o líder indígena Araçari Pataxó, representante da aldeia da etnia Pataxó no sul da Bahia, disse que os índios da etnia estão no fórum protestando, entre outros assuntos, pela educação diferenciada para as crianças indígenas.“O índio existe e tem uma cultura diferenciada”, disse Araçari.

Ele também destacou que o sistema de saúde oferecido para os povos indígenas não é suficiente e lembrou da luta pela demarcação das terras indígenas. “O objetivo de a gente estar vindo para a sociedade é estar mostrando a nossa cultura e os direitos que temos hoje”, afirmou.

O meio ambiente também é um assunto que está sendo discutido no fórum do Rio de Janeiro. O coordenador do grupo de voluntários da organização não-governamental Greenpeace, Ricardo Martins, conta que a grande questão ambiental trazida para o Fórum este ano é o desmatamento da Amazônia.

Segundo Martins, o governo reconheceu tardiamente o desmatamento da Amazônia, e o Greenpeace já havia avisado do problema. A organização exibiu, no fórum, um vídeo sobre as derrubadas na Amazônia para mostrar aos participantes.

Para Martins, falta vontade política para combater esse problema: “É começar a olhar mais cedo para esses problemas e tomar vergonha, porque temos a maior floreta tropical do mundo, mas não conseguimos dar conta disso, o que põe o Brasil em quarto lugar entre os maiores emissores de gás carbônico do mundo”.

Outro participante desta edição do Fórum Social Mundial é o diretor artístico do Teatro do Oprimido Augusto Boal, que falou sobre direitos humanos. Segundo ele, o primeiro direito das pessoas é ser cidadão, que não é viver em sociedade, mas transformá-la. “A sociedade se transforma pela palavra, a imagem e o som, que são as três formas de que os opressores se utilizam. O acesso à cidadania se dá por meio das artes”, afirmou.

Diretora do Instituto Patrícia Galvão e integrante do grupo Articulação de Mulheres Brasileiras, Ângela Freitas destacou que o Brasil avançou na questão da violência contra a mulher com a promulgação da Lei Maria da Penha. Ela também falou dos direitos reprodutivos da mulher. “O Estado tem a obrigação de oferecer informação e meio para o controle da fertilidade. Nossa luta é para que essa lei funcione com informação, democracia e direito”, disse.

* Colaborou Vladimir Platonow

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Manifestantes queimam boneco de Bush durante ato do FSM em São Paulo

Marli Moreira - repórter da Agência Brasil

São Paulo - Um boneco do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, foi protagonista hoje (26), da série de manifestações do Fórum Social Mundial (FSM), em São Paulo, em contraponto ao Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça. Vários representantes de entidades de movimentos sociais e sindicalistas atearam fogo ao boneco, exposto em frente ao prédio da prefeitura, no Viaduto do Chá, centro da capital paulista.

A queima ocorreu após os manifestantes encenarem uma versão da peça Rei Lear, de Shakespeare. Na apresentação, quatro grupos chamaram a atenção do público para as reivindicações em favor da reforma agrária, moradia, trabalho e repúdio à miséria e pobreza entre outras bandeiras sociais. No desfecho, a figura simbólica de Bush representava “o imperialismo da política neoliberal”, conforme explicou Sonia Coelho, do Movimento Marcha Mundial das Mulheres e ativista da Coordenação dos Movimentos Sociais.

“Durante a peça, nosso grupo atuou para mostrar como o neoliberalismo aprofunda a violência contra as mulheres”, explica Sonia. Ela cita as mulheres que estariam sendo estupradas por soldados da missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, a opressão sobre as mulheres do Irã, presas por manifestarem a liberdade e a agressão sexual das mulheres no Congo.

No Brasil, ela salientou a necessidade de lutar contra a violência nos mais variados níveis, inclusive nos locais de trabalho. Sonia defendeu medidas que levem à igualdade e à melhor distribuição da riqueza. “Temos falta de política pública, trabalho sem qualificação, as mulheres continuam ganhando menos e existe a mercantilização do corpo com o envio de mulheres para exploração sexual fora do país”, observou. Para a ativista, as transformações sociais levarão a um mundo melhor.

Além desse ato, a Ação Global do Dia de Mobilização em torno do FSM teve como endereço o Colégio São Luz, na região da Avenida Paulista. No local, foram erguidas pequenas tendas temáticas e, em nove pontos, ocorreram eventos diversos como palestras e debates em torno da educação, economia solidária, depoimentos de refugiados palestinos, reforma política e questões enfrentadas por minorias como as comunidades indígenas e quilombolas.

No Brasil, ela salientou a necessidade de lutar contra a violência nos mais variados níveis, inclusive nos locais de trabalho. Sonia defendeu medidas que levem à igualdade e à melhor distribuição da riqueza. “Temos falta de política pública, trabalho sem qualificação, as mulheres continuam ganhando menos e existe a mercantilização do corpo com o envio de mulheres para exploração sexual fora do país”, observou. Para a ativista, as transformações sociais levarão a um mundo melhor.

Além desse ato, a Ação Global do Dia de Mobilização em torno do FSM teve como endereço o Colégio São Luz, na região da Avenida Paulista. No local, foram erguidas pequenas tendas temáticas e, em nove pontos, ocorreram eventos diversos como palestras e debates em torno da educação, economia solidária, depoimentos de refugiados palestinos, reforma política e questões enfrentadas por minorias como as comunidades indígenas e quilombolas.

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Lançado no Rio, Fórum Mundial de Educação dará ênfase ao meio ambiente

Vladimir Platonow repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O Fórum Mundial de Educação (FME) foi lançado oficialmente hoje (26), durante o Fórum Social Mundial, no Rio de Janeiro. Nesta edição, o FME vai enfatizar a educação ambiental, tema que nas últimas edições ficou restrito a discussões paralelas. O fórum será realizado de 27 a 30 de março, em Nova Iguaçu (RJ), mesmo município onde foi realizado em 2006.

O tema este ano será "Educação cidadã para uma cidade educadora" e a expectativa é que reúna um número de participantes maior do que na última edição, que contou com a presença de 30 mil pessoas, segundo um dos organizadores do encontro, Silvio Dias. "O principal desafio da educação hoje não é só ampliar o acesso, pois isso não basta. É preciso garantir maior qualidade ao ensino público", destacou.

Este ano, serão três eixos principais de discussão: educação, cultura e diversidade; ética e cidadania em tempos de exclusão, e Estado e sociedade na construção de políticas públicas.

As inscrições podem ser feitas até 23 de março, pelo site do FME. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (21) 2667-1086 e 2667-1174.

 

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