Funcionários dos Correios de 14 estados e do DF entram em greve nesta terça PDF Imprimir E-mail
Sindicalismo e Movimentos Sociais
Escrito por Lílian Beraldo - repórter da Agência Brasil   
Seg, 31 de março de 2008 23:35
Brasília - A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) contabiliza a adesão de funcionários de 14 estados e do Distrito Federal à greve que tem início a zero hora desta terça-feira (01/04).

De acordo com o secretário-geral da federação, Manoel Cantoara, a expectativa é de que o movimento cresça ainda mais. Para ele, “o nível de insatisfação com relação ao não-cumprimento de acordo feito com o Ministério das Comunicações sobre um adicional de periculosidade deixou muita gente indignada”.

Segundo a Fentect, devem entrar em greve os estados de São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Goiás, do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Pará, Paraná, Amazonas, Maranhão, da Bahia e Paraíba.

Cantoara não soube estimar quantos dos 107 mil funcionários dos Correios devem participar da paralisação. “Esse número, só amanhã à luz do dia.”

Os servidores dos Correios reivindicam um adicional de periculosidade equivalente a 30% do salário por mês, aumento no percentual da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), e a implementação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários.

Funcionários dos Correios entram em greve no Distrito Federal


Mariana Jungmann - repórter da Agência Brasil

Brasília - Cerca de 6 mil funcionários dos Correios do Distrito Federal e regiões do Entorno decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir de zero hora desta terça-feira (1º). Os carteiros reivindicam um adicional de periculosidade equivalente a 30% do salário por mês, aumento no percentual da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), e a implementação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários.

“Iremos em passeata até o Ministério das Comunicações para cobrar do ministro Hélio Costa o acordo assinado por ele, o presidente dos Correios e o presidente Lula, que se comprometeram a atender essas reivindicações”, anunciou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Distrito Federal, Moisés Leme. Ele comentou ainda que "o ministro tem reconhecido as distorções salariais, mas de nada adianta ele reconhecer se não tem autoridade para fazer executar o que foi prometido”.

O abono de risco, ou adicional de periculosidade, é a principal reivindicação dos grevistas. “Temos colegas com câncer de pele, por trabalhar no sol, colegas que perderam o dedo por mordidas de cães e com problemas de coluna por causa da bolsa pesada, sem contar os assaltos porque carregamos valores, cartões de crédito, talões de cheques”, contou Silvio Costa, carteiro há 27 anos. Ele disse ganhar menos de R$ 2 mil por mês e que o PLR foi de R$ 300, “enquanto teve diretor da empresa que ganhou R$ 50 mil de PLR”.

A mesma reclamação foi feita por Joatan Osias, que ficou cerca de cinco anos afastado do trabalho por problemas na coluna. “Eu andava 475 quadras por semana. É quase desumano”, disse.

A assessoria de imprensa da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos informou que a diretoria da empresa só se pronunciará após as decisões das outras assembléias que se realizam no país nesta noite.