| Movimento sem teto ocupa prédios urbanos para pedir política habitacional |
|
|
|
| Sindicalismo e Movimentos Sociais |
| Escrito por Bruno Bocchini - repórter da Agência Brasil |
| Seg, 31 de março de 2008 23:42 |
|
São Paulo - Milhares de sem teto mantêm desde a última sexta-feira (28) terrenos urbanos particulares ocupados nas cidades de Campinas (SP), Mauá (SP), Embu das Artes (SP) e Manaus. Os manifestantes propõem uma política habitacional baseada em subsídios e desapropriações de terrenos e edifícios públicos que, em sua visão, não cumprem função social. As ocupações fazem parte de uma jornada nacional de manifestações, organizada por 11 entidades, entre elas o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Movimento Urbano dos Sem Teto (Must), Movimento das Famílias Sem Teto (MFST) e Movimento Quilombo Urbano. De acordo com o movimento, cada uma das ocupações está sendo realizada com, aproximadamente, 500 famílias. Em manifesto distribuído à imprensa, os movimentos defendem uma política habitacional "popular" baseada em subsídios, "com valor adequado à realidade das metrópoles, sem o entrave burocrático e elitista dos financiamentos bancários". Eles pedem também que o governo federal desenvolva uma política nacional de desapropriações de terrenos e edifícios urbanos que não cumprem função social, destinando-os às demandas populares organizadas. Eles sugerem também a adoção de uma política nacional integrada de transporte urbano público gratuito, a criação de creches financiadas pelo estado e políticas de geração de trabalho e renda "que dêem alternativas sociais e não policiais aos trabalhadores informais". "A gente não acha justo que uma terra grande, bonita, boa para morar, esteja abondonada enquanto milhares e milhares de famílias não têm sua moradia garantida", afirma o coordenador do MTST, Marco Fernandes. |


