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Brasília - Os estudantes, que ocupam desde quinta-feira o gabinete da reitoria da Universidade de Brasília (UnB), acabam de tomar todo o prédio (7 de Abril de 2008 - 16h14). A ocupação, que antes se restringia ao térreo e ao terceiro andar do prédio da reitoria, agora é total. Eles pedem a saída do reitor Timothy Mulholand, acusado de ter usado recursos da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), superiores aos de mercado, para fazer a reforma do apartamento funcional que ocupava.
Houve confronto entre os alunos e os seguranças da universidade que tentavam impedir o acesso aos outros andares. Mas eles não conseguiram evitar a invasão total do prédio porque estavam em menor número. Eram cerca de 40 seguranças contra aproximadametne 500 alunos.
Agora, integrantes do comitê de negociação dos estudantes estão reunidos com a Polícia Federal, onde decidem sobre os rumos da ocupação. Os estudantes já adiantaram que, independente das negociações, não vão sair. Os seguranças já deixaram o prédio e ninguém se feriu no confronto.
Estudantes decidem manter ocupação na reitoria da UnB
Amanda Cieglinski - repórter da Agência Brasil
Brasília - Os estudantes que ocupam a reitoria da Universidade de Brasília (UnB) acabaram de decidir em assembléia que permanecerão no local (7 de abril de 2008 - 14h55). De 900 a 1 mil estudantes participaram da votação.
O prédio está ocupado desde a tarde da última quinta-feira (3). A Justiça concedeu à Fundação Universidade de Brasília, na última sexta-feira (4), a reintegração de posse do edifício da reitoria e autorizou a Polícia Federal a intervir para o cumprimento da determinação judicial.
A Polícia Federal tinha dado prazo até as 15h de hoje (7) para que os estudantes deixassem a reitoria. Por enquanto, ainda não há agentes da polícia no local.
Entre as reivindicações dos estudantes está a saída do reitor, Timothy Mulholland, e do vice-reitor, Edgar Mamiya, a dissolução do conselho da Fundação Universidade de Brasília (FUB) e a convocação de novas eleições diretas e paritárias.
Sem água e luz, estudantes passarão quinta noite na reitoria da UnB
Amanda Cieglinski - repórter da Agência Brasil
Brasília - Sem água e luz, os estudantes acampados no prédio da reitoria da Universidade de Brasília (UnB) dormirão pela quinta noite no local. Na tarde de hoje (7), por volta das 16h, cerca de 500 estudantes dominaram todos os andares da reitoria, que antes era ocupada apenas parcialmente. Houve confronto entre os alunos e os seguranças que tentavam conter o acesso dos estudantes.
A ação ocorreu após deliberação em assembléia dos estudantes que decidiram defender a livre circulação pelo prédio. Em nota, o movimento de ocupação admitiu que também houve excessos na ação dos estudantes. Durante a tentativa de ocupar todo o prédio houve empurra-empurra e troca de agressões. “Apesar deste episódio, reafirmamos o caráter pacífico e legítimo da ocupação”, informaram no documento.
No fim do dia, a UnB divulgou nota em que afirma que “frustradas as negociações, o assunto volta à esfera do Judiciário”. Na sexta-feira (4), a Justiça expediu mandado de reintegração de posse do prédio, que deveria ter sido executado na tarde de hoje (7) pela Polícia Federal, conforme acordo feito ontem (7). As salas estão trancadas e os estudantes ocupam os corredores do prédio. No início da noite, cerca de 300 alunos ainda estavam no local.
Hoje pela manhã, a assessoria de comunicação da universidade distribuiu um documento com 11 pontos para atender as reivindicações dos alunos. Para os estudantes, as propostas feitas pela universidade são vazias.
“No primeiro dia a gente ocupou disposto a negociar e a primeira coisa que a reitoria fez foi cortar a água e a luz. Aquele documento, em termos de compromisso, não vale nada”, disse Iuri Soares, aluno do curso de história, e membro da comissão de comunicação do movimento. A assessoria de comunicação da universidade reiterou que vários serviços realizados no prédio da reitoria estão prejudicados em virtude da ocupação. Entre eles, a emissão de diplomas, concessão de auxílios a estudantes e até mesmo a folha de pagamento dos funcionários da instituição.
Durante a primeira assembléia, às 12h, representantes de centros acadêmicos de outros cursos posicionaram-se contra a ocupação.
“Existem posições contrárias a atitudes como essa [ocupação da reitoria] que não representa a democracia. É lógico que a gente quer que o [reitor] Timothy [Mulholland] vá embora, mas a gente está fazenda uma coisa tão errada quanto, cometendo uma ilegalidade”, defendeu Daniel Rebelo, aluno de relações internacionais.
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