Petroleiros paralisam atividade em todo o país contra leilão PDF Imprimir E-mail
Sindicalismo e Movimentos Sociais
Lisiane Wandscheer - repórter da Agência Brasil   
Seg, 15 de dezembro de 2008 14:20
PetróleoBrasília - Petroleiros de todo o país paralisam as atividades a partir de amanhã (16). A decisão foi confirmada após audiência da Frente Nacional de Petroleiros, Via Campesina, e a Assembléia Popular, hoje (15), com o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann.

O grupo exige o cancelamento da 10ª Rodada de Licitações de Blocos para a Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural, marcada para a próxima quinta-feira (18). A reivindicação, porém, não foi atendida pelo governo.

O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Petróleo do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro) e integrante da Frente Nacional de Petroleiros (FNP), Emanuel Cancella, disse que o setor de operação será o mais prejudicado, com a paralisação de 30 mil empregados. No total, são 50 mil petroleiros no país.

Cancella ressaltou que além do cancelamento dos leilões, eles reivindicavam a mudança no marco regulatório do petróleo. “Queremos que prevaleça a soberania nacional. As descobertas recentes da Petrobras envolvem trilhões de dólares. Essas reservas estratégicas precisam ser investidas na qualidade de vida dos brasileiros e não ser abertas às empresas estrangeiras”.

A integrante da coordenação da Via Campesina Maria José da Costa disse que o movimento saiu insatisfeito, pois o governo não cogitou discutir o cancelamento dos leilões. “Continuaremos a paralisação e entraremos em todos os prédios que forem preciso”, afirmou.

O secretário executivo disse que os os leilões estão sendo realizado dentro do marco legal vigente e que as reivindicações serão encaminhadas ao ministro, mas que o cancelamento de um leilão não cabe apenas ao ministério. “Os leilões são aprovados pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que assessora a presidência da república e é integrado por 10 ministros”, destaca Zimmermann.

Os manifestantes ocupavam o saguão do Ministério de Minas e Energia desde as 7h30.



Petroleiros e sem-terra ocupam ministério em protesto contra privatizações

Daniel Lima - repórter da Agência Brasil

Brasília - Cerca de 250 integrantes da Via Campesina, Assembléia Popular e Sindicato dos Petroleiros ocupam o térreo do prédio do Ministério de Minas e Energia, na manhã de hoje (15), em protesto contra a 10ª Rodada de Licitações de Blocos para Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural, marcada para o dia 18 de dezembro.
Os trabalhadores querem uma audiência com o ministro Edison Lobão. O ato faz parte de uma jornada de lutas contra a privatização do petróleo. Estão previstas outras atividades esta semana como um ato político-cultural na Candelária, no Rio de Janeiro.

Segundo assessoria de imprensa do ministério, os manifestantes devem ser recebidos pelo ministro de Minas e Energia às 9h.

De acordo com a representante da coordenação nacional da Via Campesina Brasil, Maria José da Costa, a finalidade é protestar contra a falta de posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em discutir a destinação dos recursos do pré-sal com a sociedade. Por isso, deveria cancelar os leilões de petróleo e gás, marcados para o segunda quinzena.
“O presidente Lula prometeu que iria cancelar os leilões e iria chamar o povo brasileiro em plebiscito para poder se discutir para onde iria o dinheiro [da exploração da camada pré-sal].”
Segundo Maria, a verba deveria ser destinada à Saúde, Educação, Agricultura para concretizar o desenvolvimento brasileiro.
O representante dos petroleiros, Manuel Cancela, defende a mudança no marco regulatório dos leilões, pois “o Brasil descobriu um tesouro com reservas gigantes e, se não for feita nenhuma mudança, as futuras gerações vão fazer cobranças sobre a destinação dos recursos”.


Ato político na porta da Refinaria de Paulínia pede suspensão de leilão da Petrobras

Marli Moreira - repórter da Agência Brasil

São Paulo - Manifestantes tentaram hoje (16) de manhã convencer os trabalhadores da Refinaria de Paulínia a não entrar na empresa para troca de turno. O objetivo da manifestação era pressionar o governo federal para suspender o próximo leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A Refinaria de Paulínia, maior unidade da Petrobras, está situada à margem da rodovia SP-332, na altura do km 132, no interior paulista.

Os leilões, previstos para os dias 18 e 19 próximos no Rio de Janeiro, fazem parte da 10ª rodada de licitação de blocos para exploração e produção de petróleo.

O diretor do Sindicato dos Petroleiros do Estado de São Paulo e tesoureiro da Centra Única dos Trabalhadores (CUT), Antônio Carlos Spis, um dos porta-vozes dos manifestantes, questionou a venda, que envolve 130 blocos em terra de um total de sete bacias sedimentares, incluindo a do Paraná, afirmando que ela favorece interesse de multinacionais.

“Com esse ato, tentamos pressionar o Lula [presidente Luiz Inácio Lula da Silva] a suspender o leilão”, afirmou Spis. Ele informou que, na manifestação, estavam presentes o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, e representantes de sindicatos da construção civil. Spis considerou “um êxito” esse ato e informou que haverá outros até que a reivindicação seja atendida.

De acordo com a assessoria de imprensa da Petrobras, o ato não chegou a afetar a rotina da refinaria. A Agência Nacional do Petróleo (ANP), por meio de sua assessoria, informou que o leilão segue as normas previstas na Lei 9478, de 1997, em cumprimento ao que é determinado pelo Conselho Nacional de Política Energética.



Sem-terra e petroleiros ocupam sede da Petrobras no Rio

Cristiane Ribeiro - repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Cerca de 500 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, da Via Campesina e da Federação Única dos Petroleiros ocuparam na manhã de hoje (17) o edifício-sede da Petrobras, na Avenida Chile, no centro do Rio. Os manifestantes chegaram em ônibus fretados e estão ocupando todo o saguão do prédio de 25 andares.

A segurança foi reforçada para que os manifestantes não ocupem também os andares. A maioria dos elevadores não está funcionando e funcionários estão sendo impedidos de deixar o edifício. As pessoas que tentam entrar estão sendo orientadas pelos seguranças a procurar o acesso da garagem.

O diretor nacional do MST, Joba Alves, que está à frente da manifestação, disse que a ocupação faz parte da jornada de luta organizada por movimentos sociais e pela Federação Única dos Petroleiros em defesa do petróleo e do gás produzidos no Brasil e contra os leilões de petróleo e gás promovidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“Desde o início da semana estamos promovendo atividades para pedir o fim dos leilões. Houve uma greve dos petroleiros, a ocupação do Ministério de Minas e Energia, em Brasília, e hoje estamos fazendo a ocupação do edifício sede da Petrobras e também, no final do dia, vamos iniciar uma vigília na Candelária”.

Ainda segundo Joba Alves, os manifestantes devem ficar no saguão do edifício até o final da tarde, quando seguirão para a vigília na Candelária. Uma comissão foi organizada para tentar ser recebida pela direção da Petrobras.

A assessoria de imprensa da estatal informou à Agência Brasil que não vai se manifestar sobre a ocupação.



Fonte: Agência Brasil
 
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