Purgatório da beleza e do caos, o Rio de Janeiro faz jus ao mote da canção. A cidade, linda e maltratada, vive dias marcados pela vizinhança da catástrofe: o colapso total de seu sistema de transporte urbano de massas. E, pior: a luz no fim do túnel, tudo indica, é o "trem" desgovernado e na contramão.
O avanço vertiginoso da implantação de praças de pedágio nas estradas paulistas tem chamado a atenção e causado a indignação da população do Estado, não só de quem utiliza tais rodovias, mas também das pessoas que compreendem que o dinheiro deixado nas cabines dos pedágios é posteriormente cobrado dos consumidores de mercadorias das prateleiras dos supermercados, em especial nos produtos da cesta básica, aumentando com isso o custo de vida em São Paulo.
A Ferrovia Norte-Sul trará uma nova reconfiguração do espaço do estado do Tocantins, pois mudará profundamente as atividades econômicas e o modo de produção no meio rural. É necessário avaliar como a expansão do agronegócio e a construção de "megaprojetos" geram pobreza, violência e degradação ao estado do Tocantins e o papel da Ferrovia Norte-Sul neste contexto.
Quem viveu as batalhas contra as privatizações, marco principal da implantação do neoliberalismo em nossas plagas nos trágicos períodos Collor e FHC, já previa. Não há surpresa com o quadro de insegurança caótica dos transportes no Rio de Janeiro. Greves de ferroviários e rodoviários, quebradeira na estação das barcas, tudo isso era previsível quando se fazia a denúncia da entrega desses essenciais serviços públicos à sanha do lucro privado.
A cidade do Rio de Janeiro, durante muitos anos, não vê uma única iniciativa no que diz respeito ao planejamento territorial e de transportes. O nosso Plano Diretor data de 1992 e, desde então, não passa por atualização. De fato, ele nunca foi implementado, ou seja, temos uma Prefeitura que não sabe o que é planejamento de médio e longo prazo. Além disso, não vemos nenhum empenho por uma política habitacional universalizante e a mobilidade da população está entregue a grandes empresários que só pensam em seu próprio lucro.
O PSOL é oposição de esquerda à atual administração municipal do Recife. Localizamo-nos nesta quadra por entendermos que as gestões de João Paulo e seu PT, em aliança com o PC do B, foram absolutamente insuficientes para colocar em marcha uma dinâmica de solução estrutural para os graves problemas que vitimam a nossa gente.
A partir da década de 1970, o norte de Goiás, o Sul do Pará e o estado de Mato Grosso foram definitivamente incorporados à dinâmica da expansão capitalista de maneira intensa e inexorável, tendo a produção de grãos grande destaque neste contexto. A colonização privada, a construção de grandes rodovias e de outras obras de infra-estrutura passaram a ser as bases para uma agricultura capitalista, passaram a ser sinônimo de progresso, desenvolvimento e integração nacional.